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CARNE DE SOL – Parte 2

Julho 1, 2009

Trouxe pro Recife aquela carne de sol que fiz lá na fazenda e, no último sábado, preparei ela para o almoço. Na véspera, coloquei de molho , trocando a água de vez em quando.  Na hora de assar, enxuguei bem e coloquei-a no forno, cobrindo com papel alumínio; na mesma assadeira, coloquei também umas cabeças de alho regadas de manteiga de garrafa.

Fiquei espiando a carne, que era para ela não ficar seca. Quando estava pronta, mas ainda mal passada, retirei do forno e dourei no fogo alto, quando lambuzei ela toda de manteiga de garrafa.

O ponto ficou ótimo, a carne super macia, mas ainda ficou um pouco salgada,  mas bem gostosa  mesmo assim, especialmente com os acompanhamentos todos: feijão e arroz da terra, cebola caramelizada, macaxeira e uma  farofa DELICIOSA que Gisela fez, com farinha de mandioca, abacaxi e mais alguma outra coisa.

Beijo

Sandra

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A melhor Fritada de Camarão e Salsa

Junho 29, 2009

Esta foi mais uma maravilhosa receita apresentada aos assinantes GNTPlus no programa Sandra – Cozinha Inteligente.

O programa foi gravado na Praia dos Carneiros, e apesar da audiência não ser das melhores (faltou o diretor, a escrava assistente, animadora de torcida entre outros), o prato ficou divino-maravilhoso-surpreendente-com gostinho de limão.

Segue abaixo a receita original, para duas pessoas:

06 ovos grandes

Sal e pimenta do reino moída na hora

01 punhado de folhas de salsa fresca picadas finamentes

Raspas da casca de 1 limão siciliano

Suco de 1⁄4 de limão

01 colher de sopa, cheia de queijo parmesão ralado na hora

180g de camarões graúdos frescos descascados

Azeite de oliva

01 bom pedaço de manteiga

1⁄2 pimenta vermelha (chili) seca esmigalhada
Pré aqueça o forno à temperatura de 220ºC. Em uma tigela, bata os ovos com uma pitada de sal e pimenta do reino, depois adicione a salsa, as raspas e o suco de limão, e o parmesão. Pique grosseiramente metade dos camarões, deixando o restante inteiro, e coloque tudo na tigela. Em uma panela pesada antiaderente refratária, esquente a manteiga com uma boa quantidade de azeite até que ele comece a espumar, depois adicione toda a mistura de ovos. Mova lentamente a colher ao redor do ovo batido por cerca de 1 minuto, em fogo médio, depois leve a panela ao forno. (Você encontra fritadas muito cozidas, mas eu prefiro deixá-las no forno por um período curto de tempo para que fique levemente corada por cima e o meio esteja cozido, mas não totalmente endurecido.) Cozinhe por 4 a 5 minutos, ou até que fique ligeiramente dourada – ela crescerá um pouco e ficará deliciosamente leve. Polvilhe a pimenta do reino e escorregue a fritada para uma travessa. Fica ótima servida com uma salada simples de rúcula, um bom pão e uma taça de vinho.

No programa fizemos a receira para 08 pessoas, com 16 ovos mais 2. Sim, desse jeito. Quando a mistura já estava pronta pra ir pra panela, Sandra, inteligentemente, numa olhada rápida, resolveu acrescentar mais 2 ovos. Acho que isso fez toda a diferença. Não fizemos salada de rúcula pra acompanhar, mas eu já repeti a receita aqui em casa e fica muito bom com a dita cuja. Com o vinho não precisa nem dizer…

Até o próximo programa!

Bjs, Ceó.

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CARNE DE SOL

Junho 29, 2009

cd3 946Antes do são joão, passei uns dias na fazenda, um tempo into the sertão. Lá, acordava, me fartava no cuscuz, no queijo assado, na canjica e, para descansar, tomava todo dia um café preto deitada na rede, só apreciando a vista e o cheirinho da terra, terra ainda um pouco molhada do inverno de muitas chuvas deste ano.

Alguns dias, me levantei mais um pouco da rede ou da beira do açude, e me aventurei na cozinha e no fogão de lenha.

Numa tarde, eu e minha mãe encomendamos filés de boi na rua e, no dia seguinte, pegamos os bichos, pagando R$ 11 o quilo.

Na fazenda, minha mãe me ensinou a preparar a carne de sol. Primeiro, limpa o filé e faz uns cortes na carne, uns cortes meio inclinados e penetrando bem, mas sem atravessar a carne, mantendo o filé inteiro. Em seguida, passa sal fino na carne, colocando também por dentro dos cortes, apertando bem o sal por toda a carne. Finalmente, enrola a carne num pano de prato seco e coloca na geladeira (antigamente, por óbvio, esta parte não existia, mas, hoje em dia, nos valemos da tecnologia). A carne ficou lá enroladinha, com o sal penetrando bem, e, em 3 dias, ficou pronta, mas ainda não comi, trouxe para cá e vou assar qualquer dias destes, aguardem!

beijos

Sandra

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Saladosa

Junho 25, 2009

Tatty deu a ideia de fazermos um jantar na casa (nova!) de Daniela e eu fiquei responsável pela salada que acompanhou o risoto de fungui que as elas duas fizeram, e que tava ótimo, vale ressaltar.

Para folhosa, coloquei rúcula, alface roxa e  também da americana, várias uvas roxas, todas cortadas no meio e com as sementes devidamente retiradas, castanhas do pará trituradas e um tanto de ricota ralada.

Fiz dois molhos, mas um deles ficou bem melhor, que foi o com mel de abelha, azeite,  mostarda dijon granulada e umas bolinhas de pimenta rosa. O outro era com iogurte e um tanto da mesma mostarda. Eles foram servidos separadamente.

Antes de ir para casa de Daniela, resolvi ainda fazer uns croutons para salada. Peguei um pão de linhaça que tinha comprado no Pão de Açúcar, que, aliás, está com uma sessão ótima de pães integrais, e cortei em cubinhos. Num pilão, amassei várias folhas de hortelã, azeite, pimenta do reino e sal. Depois, coloquei manteiga numa assadeira, derreti,  misturei o pesto de hortelã, tudo no fogo alto, e coloquei os pedacinhos de pão, mexi pra  lá e pra cá, para eles ficarem bem lambuzados e, na sequência, coloquei do fogo para o forno, que já estava quente. Quando os pedacinhos estavam crocantes, desliguei o forno e, na hora em que a salada foi servida, salpiquei os croutons por cima.  

Beijos

Sandra

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Entrecote

Junho 15, 2009

Depois de um tempo sem escrever , voltei, pois tive uma surpresa e tanto ontem.

Depois de uma maratona q começou na quarta-feira, com o jogo do Brasil, continuou na quinta com “reunião” no Copo-Sujo depois jantar na casa de Guto, ainda teve sexta na casa de Dani e no sabadão no Casa da Moeda. Tava nesse domingo, moído e acabado de ressaca, ficamos em casa pra ver uns filmes e fazer um rango.

Tatty foi no supermercado pra comprar os ingredientes e descobriu por lá esse corte de carne bovina, o “Entrecote”, trouxe pra casa afim de acompanhar com aquele famoso macarrão com queijo branco, manjericão, tomates cereja e bastante (bastante mesmo) azeite.

Ela fez a massa e eu fiquei com a carne. Fiz uma mistura de temperos, amassando com o sal grosso, junto com suco de 1 laranja, um pouco de vinagre de arroz e azeite. Misturei à carne e fomos ver o primeiro filme, “Appaloosa”, depois fizemos o rango com eu ligado na rodada do brasileirão…

De inicio eu ia fazer a carne de forno, mas dei uma pesquisada na net q dizia…

“…O entrecôte ou noix d’entrecôte é a mais francesa das carnes bovinas.

O entrecôte é a continuação natural do contrafilé e é reconhecida na maior parte do mundo como a mais suculenta das carnes.”

Ela é chamada também de Bife-Ancho (Bolo, até procurei poraqui se tu já num tinha postado alguma coisa sobre o assunto, pois se não me engano já ouvi tu falando desse Bife).

E com essa informação, resolvi mudar o processo e fazer ela na frigideira apenas dando aquela selada e mantendo a suculencia interior da carne, e digo q foi uma ótima atitude, pois a carne ficou uma delícia, acompanhada do macarrão e purê de batatas, também, todos uma delícia.

Ah, me esqueci, antes de temperar cortei a peça em 3, com bifes de mais ou menos um dedo e meio de largura. Realmente a carne é muito suculenta e macia, inclusive funcionando muito bem, desde mal passada até o ponto e bem passada, sem perder a maciez. Só num pode esturricar, mas isso nenhuma carne pode…

Sim! E depois vimos o outro filme, “Sete Vidas”, recomendo…

Abraços, Berna

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SANDUBAS

Junho 8, 2009

Navegando na interneta um dia desses, encontrei umas receitas de sanduíches, todos supostamente lights….
Amo sanduíches e resolvi replicar as receitas aqui para outros amantes do bom pão com queijo, carne, presunto, manteiga e açúcar, ovo (o velho “povo”), e por aí vai:

 
Rosbife e raiz-forte
Prepare com 1 colher (sopa) de maionese, 1 colher (sopa) de raiz-forte preparada, 115 g de rosbife, peito de peru, peito de frango ou presunto magro e duas fatias de 30 g de pão integral.

Atum
Prepare o sanduíche com 115 g de atum em lata (light) escorrido misturado a 1 colher (sopa) de maionese e 1 colher (sopa) de suco de limão. Adicione 30 g de aipo (salsão) ralado, 40 g de cebola picada e 1 colher (sopa) de ervas. Sirva em duas fatias de 30 g de pão de centeio.

Ovo com salada
Para comer um sanduíche de ovo com salada saudável, misture 1 ovo cozido picado, 2 gemas cozidas picadas, 1 colher (sopa) de maionese, 25 g de aipo (salsão) picado e 1 colher (sopa) de salsa picada. Passe a mistura em duas fatias de 30 g de pão integral.

Queijo roquefort e nozes
Este recheio sofisticado pode ser consumido, desde que não se exagere na quantidade. Misture 1 colher (sopa) de leite desnatado com 30 g de queijo roquefort. Espalhe em duas fatias de 30 g de pão integral e adicione 1 colher (sopa) de nozes picadas e 1/2 maçã fatiada.

Sanduíche de camarão
Pique 115 g de camarões limpos e cozidos junto com 30 g de aipo (salsão). Misture com 1 colher (sopa) de maionese e 1 colher (sopa) de suco de limão. Passe em duas fatias de 30 g de pão de centeio.

Beijos
Sandra

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Risoto Rubro-Negro

Maio 29, 2009
 

DSC_7054No final do ano participamos da comemoração do natal dos highlanders. A festa aconteceu em Olinda, na casa de Guila e Baiaia. Foi uma noite muito divertida.

Foi a primeira vez que eu, Sandra, Paula e Tati participamos do natal dos Highlanders.

Neste ano, ocorreu uma inovação nos presentes, que deveriam resultar num novo encontro para continuarmos as celebrações durante o ano de 2009. A maioria dos presentes divulgados foram receitas. Esta foi preparada por Guila para presentar Vans. Guila e Baiaia receberam Vans, Edu, Nanda, Clara e Dudu para um jantar, servindo este risoto rubro-negro que, tamém, é uma homenagem ao Sport. A foto é da anfitriã Maria Chaves.

Experimentem, façam bom proveito e não esqueçam de deixar seu comentário.

Ps – Highlanders, sua receita será bem vinda ao Nacozinha.

 

Ingredientes

800 g de camarão

500 g de lula cozida em rodela

500 g de arroz

1,5 l de caldo de camarão quente

3 pimentões vermelhos

3 unidades de cebola picada

100 g de manteiga geladas

Tinta de lula

Sal

Pimenta-do-reino

Azeite extra-virgem

Páprica

Modo de Preparo

Limpe os camarões, mas conserve as cabeças e as cascas. Tempere com sal, pimenta e páprica e reserve. Em uma panela ferva as cabeças do camarão junto com as cascas em 1,5 l de água. Após a fervura, reserve o caldo e jogue o restante fora. Em outra panela, refogue a cebola em azeite. Quando ficar transparente, coloque o arroz e deixe fritar por aproximadamente 1 minuto. Acrescente a tinta de lula no caldo do camarão, misture e adicione o arroz. Abaixe o fogo, acrescente sal e deixe cozinhar. Administre o cozimento adicionando mais caldo de camarão quando necessário. Quando estiver quase seco, desligue o fogo, adicione a manteiga gelada e as rodelas de lulas cozidas. Mexa bem e reserve aquecido. Em uma frigideira antiaderente, frite rapidamente os camarões e os pimentões em tiras em um pouco de azeite. Quando estiverem opacos, estão no ponto. Não frite demais, senão ficam “borrachudos”. Monte o prato enformando o arroz negro com lulas no centro do prato. Coloque por cima os camarões e os pimentões e regue com azeite extra-virgem. 

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Espinhaço de Carneiro

Maio 16, 2009

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No sertão, pelo menos no da Paraíba, pelas bandas da Serra da Catingueira, quando o carneiro é abatido e esquartejado, além dos miúdos, pernis, paleta, cabeça, costelas, é cortado também o espinhaço do bicho, que corresponde, grosso modo, a nossa coluna. O espinhaço é tirado inteiro e cortado em pedaços de 5cm, em média, e têm muita carne entranhada.

Juntamente com algumas costelinhas  e também parte da cabeça, dá um maravilhoso guizado! Eu simplesmente amo e lembro demais da minha infância na fazenda, com uma mesa enorme lotada de primos lambuzados  comendo espinhaço com as mãos. Lembro também das minhas férias de julho, em João Pessoa, onde o espinhaço guizado feito por Lurdes, cozinheira antiga da casa da minha tia, era tão bom quanto o da fazenda.

 Hoje em dia, graças a minha mãe, também como um bom espinhaço guizado por aqui mesmo, o que, por outro lado, acaba me fazendo ir menos à fazenda…. :(

No 1º de maio, pedi para minha mãe escrever a receira e a levei para Carneiros, junto com o espinhaço e todo o resto do carneiro, como vocês já bem sabem. Lá, entreguei a receita a Lúcia e a danada, que nunca tinha nem experimentado carneiro, botou a mão na massa e arrasou no espinhaço, ficou delicioso!

A receita é assim:

1 espinhaço

tomate sem pele e em cubos

cebola em cubos

pimentão em cubos

alho

1 copo de vinho

óleo

sal

pimenta

 

Tempere com sal e frite bem os pedaços do espinhaço (e, no nosso caso, também a cabeça e algumas costelas, sob protestos de Tiago, que queria todas para assar na brasa)

Ponha na mesma panela, ( retirando a carne) alho, cebola,e ½ copo do vinho; ponha no fogo até dourar.

Acrescente a carne frita, os tomates e o pimentão (sem pele) em cubos.

Deixe ferver até a carne começar a desmanchar. Junte o resto do vinho e se necessário um pouco d’ água

Para finalizar ponha cheiro verde picado.

Beijos

Sandra

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PERNIL e PALETA DE CARNEIRO.

Maio 13, 2009

Pernis

 

Já fazia um tempo que minha mãe tinha trazido um carneiro inteiro da fazenda para mim, devidamente abatido e esquartejado, logicamente! Todavia, antes do feriado do primeiro de maio, não tinha aparecido oportunidade de preparar nem um dos pedaços do bicho. Foi aí que, com o feriado e o fim do mestrado de Tiago, com a defesa da tese na segunda logo antes do 1º de maio, resolvi levar o bicho todo para Carneiros.

No menu do feriadão, programamos o dia do carneiro em carneiros!  Todas as partes foram preparadas para serem devoradas no sábado, dia 2 de maio, e foi petisco, almoço, jantar, e ainda rolou aquele risoto de damasco e quinua, com os restos, no domingo, já de volta ao Recife!

Na sexta à noite, acabada após um longo dia de churrasco e, coitada, ainda ressacada dos vinhos e cervejas misturados na quinta à noite quando do arrival em Carneiros, fui marinar os pernis e paletas. Ainda bem que Tati estava por perto e fez a parte mais chata, que foi limpar melhor as 4 peças.

Marinamos separadamente as paletas e os pernis, mas a diferença não foi grande: em ambas marinadas, colocamos cebola, salsão, salsinha, cebolinho, vinhos tinto e branco, bastante e misturados, e também folhas de louro, pimenta do reino e alho, que esfreguei nas peças; já diferença foi que, no pernil, colocamos bastante alecrim fresco, enquanto nas paletas, muitas folhas de hortelã.

As peças ficaram quase totalmente submersas e dormiram na geladeira.

No dia seguinte, antes de tomar café, coloquei conhaque nas marinadas, pois tinha me esquecido de colocar do danado na noite anterior.

Mais tarde, um pouco antes de tirar as peças da marinada, coloquei também manteiga de garrafa em cada uma das travessas, verdadeiras bacias!

Na hora de assar, peguei as peças de pernil, enxuguei cada uma, coloquei sal, e numa assadeira quente, selei no fogo bem alto. Depois de seladas, coloquei os pernis no forno já quente, junto com cabeças de alho, toradas só por cima, regadas com azeite, manteiga de garrafa e pimenta do reino. Os pernis assaram lindamente no forno e por lá ficaram até a hora de serem servidos.

Logo depois de colocar os pernis no fogo, enxuguei as paletas, reservei a marinada, e entreguei as 2 peças aos churrasqueiros. Elas foram assadas na brasa, comidas como tira-gosto e estavam ótimas, ainda mais com uma farofa feita com os restos dos sólidos da própria marinada (descartando apenas os galhos o o gorsso do salsão, alecrim, salsinha, enfim, do cheiro verde), com bastante manteiga de garrafa e farinha de mandioca.

Voltando à cozinha, depois de ter encaminhado as paletas para o churrasco, fui logo fazer os molhos dos pernis. Para tanto, separei os sólidos dos líquidos das duas marinadas, e, sem misturar, refoguei os sólidos, em duas panelas diferentes, com manteiga de garrafa quente. Em seguida, coloquei os respectivos líquidos, e deixei no fogo brando por uns 10 minutos. Depois, coei e coloquei só os líquidos de volta ao fogo, cada qual separadamente. Quando estavam quase fervendo, acrescentei, no líquido da marinada dos pernis, um pote de mel de engenho e, no caldo da marinada das paletas, um pote de geléia de menta. As duas panelas ficaram lá um longo e bom tempo, no fogo baixo, e os caldos foram reduzindo e engrossando, até ficarem em ponto de mel.

No decorrer da tarde, além das paletas para petisco, rolaram várias outras coisas, como o sarapatel, as costelinhas na brasa, os miolos, uns peixes temperados por Bahia etc., o que acabou enchendo bem o bucho de todo mundo, e servindo não só como tira, mas também almoço, de modos que os pernis foram adiados para o jantar.

A galera tomou banho, retornou à palhoça, rolou swing e, finalmente, lá pelas 11 da noite, a fome foi reaparecendo, e o jantar foi servido. Esquentamos os pernis, os molhos – aquelas reduções com mel de engenho e geléia de menta – e todos os acompanhamentos: arroz de pimenta, xerém de milho, sem falar no outro prato principal, o espinhaço guizado do carneiro, sobre o qual, dentro em breve, ainda volto a falar aqui no blog.  Ainda tinha daquela salada de pepino com hortelã e um restinho da farofa da tarde. Todos comeram e se fartaram.

Beijos

Sandra

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Miolos de Ernesto, o Carneiro.

Maio 10, 2009

E Ernesto, coitado, morreu pra nos fazer sorrir. ernesto

                

Ernesto era o carneiro de Sandra, morava lá na Catingueira, vidinha mansa de bicho bem cuidado, nem parecia que sua terra era árida. Mas Ernesto nem teve tempo pra pensar nisso. Nem em mais nada. Quando viu, já era, tinha ido pro sacrifício.

De Ernesto aproveitamos tudo! E sendo Ernesto o seu nome, não poderíamos deixar de lhe aproveitar o cérebro.

Ernesto tinha dois miolos, talvez esse o seu segredo. Já Ricardo, nenhum cérebro, talvez algum segredo. Adriana quem pode nos dizer.

O segredo dos miolos de Ernesto, conto agora, como me contou Simone, a herdeira do Capitão Crisanto:

 ernesto

“Miolos de cordeiro

p/ 6 pessoas:

 

3 pimentões vermelhos

3 pimentões verdes

500 g de tomate

250 g de cebolas

3 dentes de alho

1 colher de sopa de cominho

1 colher de café de cúrcuma

2 pitadas generosas  de pimenta do reino

suco de 1 limão

½ maço de coentro fresco

½ copo de azeite para o cozimento

 

 

Preparar os pimentões segundo o método tradicional: 20 minutos no forno quente; depois, deixá-los esfriar enrolados num papel. Assim é fácil descascá-los e retirar as sementes.

Cortá-los em lâminas.

Limpar os tomates e cortá-los em cubos, sem casca.

Refogar rapidamente no azeite os pimentões e as cebolas.

Depois, juntar os tres ingredientes.

Acrescentar as especiarias, o suco de limão, o alho picado finamente e o coentro cortado com tesoura.

Cozinhar em fogo lento, com a panela tampada pela metade, depois de ter tido o cuidado de acrescentar meio copo de água.

Acrescentar, então, os miolos previamente enxaguados num jato de água fria para retirar as membranas e vasos sanguíneos.

Cozinha em fogo lento entre 10 e 15 minutos, de forma que os miolos cozam homogeneamente.”

 

Essa quantidade de pimentão foi muita pra apenas os dois miolos de Ernesto. Poderiam ter sido bem uns seis miolos, um pra cada uma das seis pessoas da receita, mas Ernesto só tinha dois. E eu, depois de um dia inteiro saboreando Ernesto, assim como Ricardo, tb fiquei sem nenhum!