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Capellini com camarão e tomate cereja

Novembro 16, 2009

Faz um tempo que não cozinho (só café da manhã nas carreras).

Sábado depois de uma maratona de supermercados resolvi fazer um almoço decente para mim e Bernardo.

Comprei os Camarões descascados e cozidos grandes da Netuno passei um limãozinho e um salzinho e deixei lá descansando.

Refoguei uma cabeça de alho espremida (uns três dentes deixei inteiros) e depois coloquei junto na frigideira uns 300g de tomate cereja cortados ao meio e sem sementes, depois de tudo bem refogadinho, coloquei o camarão. Enquanto isso acontecia o capellini cozinhou na água com sal e depois de escorrido coloquei um azeite nele.

Juntei 1/3 de uma lata de tomates pelados na frigideira e joguei o capellini nela, uma mexidinha depois foi só colocar no prato com queijo parmesão ralado em cima.

Ficou uma djilíça :) .

bjs – Tatty

 

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Rapidinhas…

Novembro 10, 2009

Roubei de Katsuki, que já roubou do Chicago Tribune. Achei engraçado e, logicamente, na parte da espuma, lembrei de Marquinhos Batista!

Sandra

10 piores tendências

Espuma? Chefs celebridades? Mesas comunitárias? Descubra as 10 piores tendências da gastronomia da década passada, pelo Chicago Tribune. E vire a página.

http://www.chicagotribune.com/entertainment/dining/chi-091021-worst-dining-trends-pictures,0,5192606.photogallery

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Na praia de Berna e Tatty (e da galera)

Novembro 6, 2009

tem o Ezequiel!

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“JC, 06/11/2009

Ezequiel está de volta às areias
E por falar em praia, esta é uma excelente notícia para os amantes da gastronomia à beira-mar. O nigeriano Ezequiel, depois de alguns meses de temporada em São Luís do Maranhão, está de volta à cidade que o acolheu quando pela primeira vez chegou ao Brasil. As areias de Boa Viagem/Pina voltam a ser os seus domínios. Ele circula com a simpatia de sempre e, tão imprescindível quanto, com um cardápio cuidadosamente elaborado. O carro-chefe é mesmo o mix feito com carne-de-sol e calabresa. Ele é o mote perfeito para os acompanhamentos: um purê de macaxeira encimado por alho dourado, farofa bem amarelinha, cebola refogada e (pode parecer decoração, mas faz a diferença na composição final) tomates frescos cortados em meia-lua. O melhor de tudo, considerando o tamanho da porção que serve com sobra três pessoas, é o precinho camarada: R$ 15. O carrinho de Ezequiel é opção tanto para beliscar ao lado de uma bela cerveja quando para almoçar ali mesmo, no cenário imbatível da melhor praia urbana do Brasil. Procurem por ele.”

Na versão impressa tem uma foto ÓTIMA dele, que, infelizmente, não tem na on line…

Bjs
Sandra

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CEVICHE

Novembro 5, 2009

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Num domingo desses, na casa dos meus pais, em piedade, eu e minha mãe fizemos um ceviche, usando uma receita que ela obteve ou pesquisou, não sei bem, num dos tantos livros ou cursos de gastronomia que lê e faz, como, aliás, o de agora, em SP, onde concluiu animadíssima, apesar do calorão, o curso Mesa Tendências/Semana Da Mesa  http://prazeresdamesa.uol.com.br/exibirMateria/2199/veja-como-foi-o-semana-mesa-sp

Pois bem, a receita original é assim:

Ingredientes: 

8 pessoas como entrada,

6 pessoas com prato principal,

 1kg de file de linguado, em cubos de 2 cm

Suco de 8 limões (o necessário para cobrir o peixe)

1pimenta dedo de moca sem sementes, em rodelinhas

2 dentes de alho picados

500g de cebolas em rodelas

3c. s. de salsão picado

1 ramo bem pequeno de coentro

3 espigas de milho cozidos em rodelas de 1 cm

Sal

Tomate em rodelas para decorar

Batata doce em rodelas pré-cozidas para decorar

Limão em rodelas para decorar

 

 Pra fazer: Tempere os files com sal, passe para uma tigela e cubra com o suco de limão. Junte a pimenta e o alho. Misture tudo cuidadosamente. Cubra com a cebola, salsão e coentro. Acrescente as rodelas de milho e deixe curtir por 1 hora, ate que o peixe fique branco. Sirva em pratos decorados com rodelas de tomate, a batata e limão.

Nós usamos cebola roxa, colocamos mais batata do que tomate e limão, e ficou DELÍCIA! Amei, almocei e jantei cecviche naquele domingo! No final de semana anterior, minha mãe havia feito a mesma receita, na casa da minha tia, e usou tilápia ao invés de linguado, todo mundo também gostou bastante.

Beijos

Sandra

PS.  Ceviche ou Cebiche???

Discussão sobre a etimologia do nome

Aparentemente, nem os próprios “donos” do prato sabem exactamente como se deve escrever, isto porque em espanhol o “b” e o “v” tem o mesmo som (informalmente, o espanhol culto, os sons dessas letras são iguais aos do portugués) e eles referem-se a esta letras como “b-larga” e “v-curta”. Já numa coisa, eles estão de acordo: a primeira letra “não pode” ser o “z” (que eles chamam zeta, mas que na maioria das variações do espanhol fora da Espanha, é pronunciado seta).

Mas há uma teoria interessante: embora a conservação do pescado com líquidos (como a salmoura, por exemplo) seja um conhecimento provavelmente pre-histórico, os citrinos foram introduzidos na Europa pelos árabes e daí foram levados para as colónias onde, aparentemente, lhes foram dados outros usos. No entanto, a teoria continua com uma variante do escabeche, que supostamente provém da palavra árabe “iskbꪔ (em vez da vizinha “sikb⪔, que é traduzida como “guisado de carne com vinagre e outros ingredientes”) ao qual os espanhóis começaram a adicionar bastante cebola, para o tornar menos ácido. Então, o “escabeche de cebola” teria-se tornado Cebiche.

Outra versão, mais “clássica”, seria do latim “cebo” que significava “comida abundante”.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cebiche

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PERNIL DE CORDEIRO COM ALHO E ALECRIM

Novembro 3, 2009

Pessoal,

Como disse Joana “mais um presente (dos highlanders) foi entregue, meu pra silvinha. foi ótimo. seguem as fotos e a receita. silvinha, não consegui lembrar a data com certeza… cheiros em todos, joana + 1″

Ingredientes

 * pernil de cordeiro Baby-Bode de 1,5 Kg

* 2 colheres (sopa) de manteiga

* 1 colher (sopa) de sal

* 3 cabeças de alho

* ½ colher (sopa) de pimenta do reino moída

* 1 colher (chá) de orégano em pó

* ½ colher (chá) de alecrim picado, moído

* 1 ramo de alecrim

Modo de Preparo:

Limpe bem o cordeiro, deixando toda a gordura numa assadeira à parte. Tempere o pernil com pimenta-do-reino, alecrim moído, orégano e sal. Descasque as cabeças de alho, parta cada dente ao meio e retire o veio central. Coloque o alho numa peneira e escalde, rapidamente, por três vezes em água fervente (suaviza o gosto do alho). Faça furinhos no pernil e coloque 2/3 do alho dentro da carne. Asse o pernil em uma grelha colocada sobre uma fôrma com a gordura, por uma hora, em forno bem quente. Regue com água de vez em quando. Acrescente o alho. Decore o pernil com o ramo de alecrim.

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Salada de Atum

Outubro 29, 2009

Hoje a noite quando cheguei da yoga, tava querendo comer alguma coisa leve e fácil de preparar.

Dei uma olhada na geladeira e na dispensa, e resolvi preparar uma salada de atum.

Usei um atum daqueles enlatados, conservados na água e sal.

Na hora de montar a salada, separei os outros ingredientes e fui misturando numa vasilha.

O primeiro foi pepino tipo japonês, cortei em pedacinhos pequenos. Em seguida, coloquei folhas de hortelã, picadas na mão. Temperei com sal grosso picado e reguei com azeite. Depois, acrescentei um pouquinho de nozes picadas, queijo ricota em pedaços e gengibre ralado. Misturei tudo e fui preparar o atum.

Atum escorrido e fora da lata, coloquei no centro do prato e joguei a mistura de pepino ao redor do atum.

Ficou pronta a salada que, por sinal, ficou ótima. CIMG2358

Experimente e façam bom proveito.

Abraços,

Tiago

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Grão-Vizir Especiarias

Outubro 23, 2009

Pessoal,

Segue uma dica para quem gosta de especiarias.

Visitem o site da Grão-Vizir Especiarias e se deliciem com os temperos e as possibilidades de sabores oferecidos.

Grão Vizir

Beijos e abraços,

Tiago

http://www.graovizirespeciarias.com.br/

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Fillet ao alho com risoto de aspargos e batatas

Outubro 22, 2009

Todos que me conhecem sabem bem que cozinhar não é o meu forte. Adoro uma boa mesa rodeada de amigos e uma bebidinha. Pois bem, resolvi que é preciso aprimorar as habilidades para receber em minha casa, ou melhor, na nossa casa: né Silvinha! Criei o Programa Ensine Paulinha a Cozinhar – sim, é um programa pois trata-se de algo a longo prazo.
Meus primeiros professores se garantiram na cozinha – Vans e Edu mandaram muito bem. Mas vamos ao que interessa, vou compartilhar a receita e dentro em breve comentarei se aprendi ou não.

As batatas:
Parta as batatas em rodelas bem grandes e cozinhe na água e sal (cuidado para não ficar molenga). Depois de cozinhadas, frite-as no azeite virando o lado até ficar dourada. Quando as outras coisas estiverem quase boas, coloque as batatas no forno com queijo parmesão do bom.

Risoto:
Lava os aspargos e tira o talinho branco. Cozinha no vapor até ficar ao dente. Depois corta em cilindro e reserva.
Doura cebola no azeite, acrescenta o arroz arbório (uma xícara para duas pessoas) e coloca um copo de vinho branco seco. O caldo foi feito com Sazon do vermelho, mas pode ser outro ou quem tiver tempo e for prendado (não é o meu caso) pode fazer um caldo de legumes. Vai colocando o caldo aos poucos e mexe. Quando tiver quase bom o ponto do arroz, coloca os aspargos e quando tiver bom insere o queijo brie.

A carne:
Corta o fillet ao tornedor (2 dedos), tempera com sal e pimenta do reino. Esquenta o azeite numa frigideira e quando tiver muito quente joga muito alho cortadinho. Tira o alho quando tiver dourado e frita o fillet no azeite do alho.

Na hora de servir, optamos por fazer pratos individuais – uma porção de carne com muito alho em cima, risoto e batata.

Esperem as próximas edições e podem ir pensando o que vocês vão me ensinar a cozinhar.

Beijos, Paulinha.

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As 50 melhores coisas pra se comer no mundo e onde comê-las

Outubro 21, 2009

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Oi :)
Achei esse link massa, deu vontade de comer um bocado dessas coisas. bjs Tatty

http://marketingnacozinha.virgula.uol.com.br/2009/10/as-50-melhores-coisas-pra-se-comer-no-mundo-e-onde-come-las/

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ARROZ VERMELHO

Outubro 19, 2009

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A Fazenda Boa Vista, no município de Catingueira, sobre a qual já falei algumas vezes aqui no blog, fica no Vale do Piancó, e dá, além de ovinos e caprinos, feijão de corda, milho etc, e arroz vermelho, também chamado de arroz da terra etc.

Lá na fazenda, na época da colheita, tiram-se algumas sacas do arroz e minha mãe e tias levam para o Moinho em Patos, onde vendem o arroz bruto e, levam, em contrapartida, alguns sacos dele já descascado, ficando a maior parte com o moinho mesmo. Este processo só se faz num moinho e o mais próximo da Fazenda fica em Patos, e não em Piancó, como eu já imaginei.

Este arroz é o melhor pra se fazer o famoso arroz de leite, muitíssimo comido no sertão, acompanhamento quase obrigatório do almoço do sertanejo daquela região, e também o que se usa por lá pra fazer o rubacão, entre outros pratos. (OBS.: O prato rubacão tem este nome porque, antigamente, se usava a carne da ave Arribaça no prato, hoje, em extinção, mas que acabou dando origem ao nome do prato).

Minha mãe aprendeu com minha avó, lá na fazenda, a fazer o arroz de leite básico da seguinte forma:

 Lava o arroz, deixa secar numa peneira e, em seguida, cozinha ele em água fervente, com sal, como qualquer arroz. Quando a água secar, mas ainda estiver úmido, acrescenta 2 xícaras de leite integral (para 2 xícaras de arroz) e também uma colher de sopa de nata (pode substituir por manteiga ou creme de leite), mexe bem, deixa ferver e apaga o fogo. O arroz fica bem cremoso. Se só for servir depois, coloca mais um pinguinho de leite e mexe um pouco antes para esquentar.

 

No site paraibano gourmetidos, que é de uma amiga de Duina, encontrei também uma outra receita:

 

2 xícaras de arroz da terra (arroz vermelho); 3 xícaras de leite in natura; Sal a gosto; 1 col. de chá de manteiga; e ½ xícara de coentro cortadinho

 Lave o arroz e escorra numa peneira. Ferva ½ litro de água e coloque o arroz para cozinhar, com sal a gosto, e uma colher de chá de manteiga. Com o arroz cozido acrescente as três xícaras de leite, mexendo com cuidado para o leite incorporar e apurar. Para finalizar, acrescente pedaços de queijo de coalho e o coentro, mais alguns minutos de fogo. Pronto, é só servir! O arroz de leite é comumente acompanhado por carne de sol assada.

 Há uns meses atrás, pesquisei mais sobre o arroz vermelho e, nos sites da Embrapa e Slow Food, achei os textos abaixo.

 Beijos

Sandra

 

Arroz vermelho em extinção

Divulgação

 Arroz vermelho, precioso recurso genético

Apesar de ser uma cultura desconhecida de parte da população brasileira, o arroz vermelho (Oryza sativa L.) é considerado um dos principais componentes na dieta alimentar dos habitantes do sertão nordestino. O alimento é cultivado principalmente na Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Bahia e Alagoas. A Embrapa Meio-Norte (Teresina/PI) resolveu aprofundar o assunto e acaba de lançar o livro O arroz vermelho cultivado no Brasil, do pesquisador José Almeida Pereira. A obra tem o objetivo de divulgar informações gerais e técnicas sobre esse patrimônio alimentar e genético.

“O arroz vermelho foi trazido pelos portugueses em 1535, por meio da capitania de Ilhéus, na Bahia. Foi o primeiro tipo de arroz a chegar ao Brasil. O arroz branco só chegou em 1765, principalmente pelo Maranhão”, disse Pereira.

Segundo ele, o arroz vermelho, hoje, é plantado por pequenos agricultores em sistemas de produção bastante precários. “Mas trata-se de um alimento altamente saboroso e consumido por todas as classes sociais nordestinas. O mercado é muito grande e a produção muito pequena”, explica Pereira. Atualmente, a maior área plantada fica no Vale do Piancó, na Paraíba. “Esse local é considerado o refúgio do arroz vermelho no Brasil.”

Uma das principais preocupações com o livro, segundo o pesquisador da Embrapa Meio-Norte, é chamar a atenção para o processo de extinção que o alimento tem sofrido. A forte concorrência da indústria do arroz branco e o acelerado êxodo rural são algumas razões. Isso faz com que seu valor de mercado seja bem superior ao arroz tradicional. “O vermelho chega a custar o dobro do melhor arroz branco vendido no país”, conta Pereira.

A importância da preservação da variabilidade genética do arroz vermelho, de modo a manter a qualidade do alimento e promover seu melhoramento genético, também é alvo de discussões. “Infelizmente, a tendência aponta para a extinção do arroz vermelho. E a falta de pesquisas nessa área pode contribuir para o desaparecimento de vários genes de interesse importantes para a segurança alimentar das famílias nordestinas”, afirma o autor.

O livro mostra ainda que as formas de se consumir o arroz vermelho variam de região para região. No sertão paraibano, por exemplo, ele é consumido principalmente com feijão-de-corda e queijo coalho, num prato conhecido como “arrubacão”. Em outros locais, ele é utilizado na alimentação de crianças, na forma de caldo de arroz.

Mais informações sobre o livro O arroz vermelho cultivado no Brasil podem ser obtidas pelo telefone (86) 3225-1141 ou pelo e-mail sac@cpamn.embrapa.br

http://www.cnpaf.embrapa.br/eventosenoticias/anteriores/anteriores2006/060109.htm

 

Fortaleza do Arroz Vermelho

O arroz vermelho foi introduzido no Brasil pelos portugueses no século XVI, na então Capitania de Ilhéus, atualmente Estado da Bahia. Ali ele não chegou a prosperar, mas teve grande aceitação no Maranhão nos dois séculos seguintes. Em 1772, por determinação da Coroa de Portugal, que só tinha interesse na produção do arroz branco para suprir a metrópole, os agricultores foram proibidos de plantar o arroz vermelho no Maranhão. Com isso, a produção migrou para a região Semi-Árida, onde ainda é encontrado, principalmente no Estado da Paraíba.

Na Paraíba, o arroz vermelho constitui um dos principais ingredientes da culinária regional, sendo portanto considerado um alimento especial nas casas das famílias e restaurantes do interior. Além disso, em alguns municípios do Sul do Ceará, o arroz vermelho já foi um importante componente da dieta alimentar das mulheres parturientes, pois se acredita que o produto possua propriedades que propiciam o aumento da produção de leite materno.

 

Estima-se que a superfície atualmente cultivada com arroz vermelho esteja reduzida a um terço do que já foi no passado, muito embora a demanda por parte dos consumidores não tenha diminuído. Na Paraíba, o Estado maior produtor de arroz vermelho do Brasil e onde ele ainda é conhecido também como arroz-da-terra e arroz de veneza, o arroz vermelho tem especial destaque no Vale do Rio Piancó, uma bacia hidrográfica de solos naturalmente muito férteis, cujo isolamento geográfico e a completa inexistência de tecnologias para esse cereal não permitiram até hoje a introdução de qualquer outro arroz. Com uma área anualmente plantada em torno de 5 mil hectares, o Vale do Piancó constitui o verdadeiro refúgio do arroz vermelho no Brasil.

O arroz vermelho cultivado no Vale do Piancó pode ser considerado um produto ecologicamente limpo, pois nunca recebeu qualquer tratamento com agrotóxicos. Os sistemas de cultivo praticados até hoje são bastante rudimentares. Plantado predominantemente por pequenos agricultores, como lavoura de subsistência, sem o uso de qualquer tecnologia, esse arroz apresenta baixos níveis de produtividade.

Além de ser o componente básico da dieta alimentar das populações que habitam grande parte do Semi-Árido nordestino, ultimamente vem se verificando uma demanda crescente por parte de restaurantes localizados em grandes centros consumidores do País, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

http://www.slowfoodbrasil.com/content/view/130/60/