Archive for fevereiro \18\UTC 2009

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“VINAGRETE” DE FRUTOS DO MAR

fevereiro 18, 2009

Amigos,

No fim de janeiro, a caminho de Galinhos (RN), estiveem Tibau do Sul e em Pipa, e nesta última, conheci um restaurante ótimo de um californiano que se estabeleceu na região.

Por lá, comi um vinagrete de frutos do mar delicioso, tão bom quanto o de polvo, de Lúcia, mas diferente. Levava polvo, lula e camarões, tinha um molho adocicado, cujos ingredientes acabaram sendo revelados pelo garçom, entre um grito e outro (coitado!),que  levava da provável e tresloucada esposa do californiano!

Lá, no  cardápio,  o prato, que é uma entrada, nem se chamava vinagrete, mas resolvi assim apelidá-lo.

Já aqui, resolvi fazer a receita, até para aproveitar um polvo que tinha em casa no congelador.  Decidi mudar algumas coisas: primeiro porque não sou muito fã de lula (salvo do Gama e do Da Silva!), e segundo,  porque fazia um tempo que queria também preparar ceviche, por causa de uma receita que saiu no jornal e que estava pregada na minha geladeira já há alguns meses. Resolvi misturar um pouco e deixar rolar…

Para começar, o polvo foi cozinhado como aprendi com Lúcia, de lá dos Carneiros: coloca o bicho numa panela, cobre com água, acrescenta uma ou duas cebolas cortadas ao meio, salpica sal, e cozinha por cerca de 40 minutos. Depois, corta em cubinhos e reserva.

Escolhi uns 10 camarões rosa de bom tamanho, temperei com sal e pimenta do reino e cozinhei no vapor, por poucos minutos.

Ao invés da lula, as tais que não gosto e que até já me renderam um certo constrangimento há uns anos atrás, coloquei camurim (2 postas pequenas) e atum (mais ou menos a mesma quantidade do camurim). Para estes, é que resolvi usar a técnica de cozimento do ceviche. Antes, Tati limpou e cortou em cubinhos pequenos e, na sequência, eles ficaram mergulhados no suco puro de limão taiti por uns 4 minutos.

Além do camarão, polvo e peixes, coloquei tomates (2 grandões), cebola roxa (duas), salsinha e coentro picados, como em qualquer vinagrete.

A diferença deste vinagrete é que vem agora, pois ele não leva vinagre (daí, talvez, o equívoco do apelido que escolhi, mas, enfim….), e sim suco de limão; usei suco puro de uns 6 limões sicilianos, que são menos ácidos. Além disto, a receita leva ainda 2 1/2 colheres de sopa de catchup, 3 colheres de sopa de açúcar mascavo (acabei colocando rapadura ralada, que é quase a mesma coisa), e também umas 6 pimentas de cheiro picadinhas, daquelas pequeninas, tipo malagueta (na receita original do restaurante, era  malagueta mesmo, mas usei as que tinha em casa,  da mini horta que Tiago fez no fim do ano).

Misturei tudo, acrescentei um tantão de azeite (que não sei se tinha na receita original), umas gotinhas de tabasco, estas por sugestão de jane, e levei à geladeira. 

Comeram puro e também com pão. Tava bom, bem bom, muito embora eu mal tenha provado, coitada…. pois fiquei doente. 

Sim, na próxima vez, vou lavar os cubinhos do polvo já cozido com água quente, que é para tirar totalmente uns pontinhos pretos que ficam grudados neles.

Beijos

Sandra

Ps.

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Voltando às lulas, realmente já tentei comê-las + de uma vez, mas não curto muito. Antes, odiava, e agora, até consigo engolir…. (aqueles anéis a milanesa são mais fáceis….por causa da milanesa!!!!!!!!). Na época em que ainda odiava, aconteceu um causo interessate: no começo de 97,  passei 3 meses na Argentina, num tipo de intercâmbio, e, certo dia,  o irmão do meu pai-anfitrião resolveu me ofecerer um almoço. Tava tudo agendado para um bom e farto churrasco argentino, num sábadão, mas, para meu azar, embora fosse pleno verão,  amanheceu chovendo muito, o céu cinza, cinza, de modo que transferiram o almoço do jardim para a sala e mudaram de churrasco para lula recheada…. O almoço era pra mim, mas mesmo assim comi só arroz com o molhinho da lula, e não consegui nem a pau (juvenal)  engolir as bichas, não deu mesmo!  Graças a Deus,  eram todos ótimos e acabamos o almoço fazendo piada do ocorrido…(e eu com uma fome de lascar!)!

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FESTIVAL DO ACARAJÉ!!!

fevereiro 12, 2009

Minha gente, tinha visto uma vez num programa de tv uma insinuação de uma caixa q tinha um pó pra fazer a massa do acarajé, mas passou batido.

Qdo Tatty foi na Bahia pedi pra ela dar uma procurada por lá, ela de primeira me disse q  não existia isso. Mas insisti, como sempre impregnando.

E num foi q ela achou e ainda trouxe uma caixa com um pó de vatapá. Daí marcamos de fazer um dia o festival do acarajé aqui em casa.

Não botamos muita fé naquela novidade, achando inclusive q não ia dar certo mesmo. Mas fomos em frente e acrescentando alguns adicionais pra incrementar o bagúio.

E pra surpresa de todos ficou bom demais, até porque confio nos especialistas em acarajé q compareceram ao evento (Valentina, Jorge, Ricardo e Lucas Solano Trajano Du Peixe q degustou por tabela), além desse q escreve e da chef Tatty. Clarice, Daniela e Dona Adriana não comeram.

Além de seguir as recomendações da caixa (que inclui uma malhação de 15 minutos pra misturar a massa) fizemos o seguinte:

Compramos o óleo de dendê no mercado pra manter a origem. Fritamos nele além de acrescentar um pouco no vatapá.

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As primeiras bolinhas não ficaram lá essas coisas, mas depois agente pegou a manha.

Batemos no liquidificador, amendoim e castanha de cajú pro vatapá e eu ainda dei uma torrada nessa farofa de amendoim e castanha com algumas cabeças de camarão e bati de novo, essa mistura agente acrescentou na massa do acarajé.

Tatty cortou bem pequeno cebola e tomate, e agente comprou 1 Kg de camarão pequeno e fresco, q eu dei uma assada no forno com bastante alho, azeite, sal e Tatty antes de servir passou na frigideira com um pouco de dendê.

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Ah, Tatty ainda colocou uns camarões limpos no vatapá. Antes ela passou eles no azeite com Lemmon Pepper, reservando um pouco também pro recheio do acarajé.

Como acarajé é mote pra comer pimenta. Servimos com dois tipos de pimenta q tinha aqui em casa, todas bem fortes, uma mais roots, de bar, com a mistura cozida e batida, e outra de uma conserva q fiz, com louro, cachaça, azeite e um pau de canela. Todos acordaram q a pimenta roots tinha mais a ver com o acarajé.

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Ricardo ainda trouxe uma assadeira com vários tipos de linguiça, avestrus, frango, etc acompanhadas de um molho q ele fez e q ficou muito show! Merece um post aqui.

Bom, então foi isso, e pra quem for na Bahia ou achar poraqui compre q vale a pena, economiza o trampo de descascar o feijão branco e com uns ingredientes a mais fica profissa de verdade. E agente tá com o óleo de dendê a postos.

Abraços, Berna

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Na cozinha

fevereiro 4, 2009

Pessoal, Marcelo Katsuki, um paulista que escreve bem demais sobre gastronomia num blog da folhaonline, que já linkei aqui no nacozinha, acaba de expandir seus horizontes profissionais e abriu um pequeno restaurante em SP, cujo nome é exatamente Na cozinha! Eu adoro o blog dele, sou fã (como, aliás, já disse pessoalmente a ele aqui no recife, quando o vi ao vivo no ano passado). Ele tem um texto ótimo, super divertido, um ótimo gosto, e, enfim,  por tudo isto acho que o restaurante também deve ser super bom.

Além do blog http://marcelokatsuki.folha.blog.uol.com.br/  (o melhor dos dele, na minha opinião), ele fez, no ano passado, um site, o http://www.sitegourmet.com.br/ , e, com a recentíssima abertura do restaurante, também abriu um blog para o estabelcimento, cujo endereço é http://blognacozinha.zip.net/

Nesta semana, naveguei por este último e deixei este recado lá pra ele:

  [sandra souto] [ssoutomaior@hotmail.com] [https://nacozinha.wordpress.com/]
Prezao Katsuki, Fico feliz pelo seu novo empreendimento e espero ansiosamente uma ida a SP para conhecê-lo. Tenho certeza que o seu sucesso está garantido, principalmente pelo seu talento e simpatia, e também pelo nome escolhido, que é o mesmo de um blog que mantenho com amigos aqui do Recife, desde meados de 2007, o https://nacozinha.wordpress.com/ Beijo grande, Sandra (do restaurante Nez, rsrsrsr)02/02/2009 17:08

RESPOSTA:
Obrigado, Sandra! E obrigado a todos os leitores que deixaram suas mensagens aqui! Valeu!
 

 É isto. No mais, no post “Enlouqueci fazendo um blog”, que ele escreveu no http://marcelokatsuki.folha.blog.uol.com.br/ ,  em 21/01/2009, tá bem explicado como se deu a evolução de tudo até o este novo ponto, o restaurante. Vale uma lida!

Beijos

Sandra