Posts Tagged ‘Ervas’

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MAIONESE VERDE DE BATATA

junho 8, 2008

Uma vez, para algum churrasco, tentando fugir da básica maionese de batata, eu resolvi fazer umas 3 receitas diferentes com batatas, frias, quentes, com ou sem maionese. Numa das receitas, que não lembro bem de onde era, mandava fazer um molho com várias ervas, que deveria ser quente e jogado nas batatas cozidas. Ocorre que, houve um erro, pois, li a receita na pressa, e acabei fazendo de outro modo, só descobrindo o erro no final!

Ocorre que, naquele churrasco, dentre as 3 ou 4 saladas com batatas, esta foi a preferida!

Nós fizemos, verdadeiramente, uma maionese verde de batata, tipo maionese de batata mesmo, gelada e tal, só que verde!  Para tanto, tem que separar várias ervas frescas, picar e misturar, no liquidificador, com um tanto de maionese, suficiente para cobrir bem todos os pedacinhos de batata, além de  azeite, sal e pimenta do reino. Eu coloco de tudo: alecrim, salsinha, cebolinho, manjericão, coentro e até hortelã. Um tantão de cada uma destas que estiver disponível no dia. O interessante é colocar, no mínimo, umas 3, e, com o passar do tempo, vai harmonizando as misturas. Alecrim, Coentro e Hortelã acabam sempre predominando, dependendo da quantidade de um ou de outro. Já o cebolinho e a salsinha são mais neutros. Mistura as folhas picadinhas (e não os talos) com a maionese no liqudificador e, quando estiver homogêneo, coloca nas batatas cozidas, já frias, cortadas em cubos, exatamente como na boa e velha maionese de batata. Pode, como na tradicional, colocar, além das batatas, uma cebola cortada em pedacinhos bem miúdos.

Depois, é só deixar na geladeira e servir na hora da carne!

Uma última dica: convém colocar as ervas, aos poucos e bem picadas, no liquidificador, acrescentando, antes e depois, a maionese, o sal e a pimenta do reino, pois, se não picar bem e  colocar tudo de uma vez, corre o risco de enganchar no fundo e a hélice não girar. Se a pessoa tiver um processador, o trabalho, provavelmente, ficará mais fácil…. ou não!

Beijos

Sandra

 

 

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Cabrito Bêbado

novembro 18, 2007

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Essa receita de cabrito é inspirada na da mãe de Lea Wanderley, que experimentei na casa dela, e que foi o melhor cabrito guisado que já comi na vida. Lea nunca soube dizer direito o que é que realmente vai no cabrito, quais as ervas que lhe dão o gosto tão bom. Imaginei que quando a mãe dela o fazia, lá na Paraíba, não tinha acesso a ervas exóticas  e pensei que o conceito da receita era, na verdade, nunca dar de beber água ao cabrito, por isso o nome: cabrito bêbado. Mantive os princípios da receita, só acrescentar cebola e alecrim já depois da marinada, e resolvi usar as ervas frescas que encontrei naquele dia. Lá pras tantas, quando já estava quase pronto, achei que faltava alguma coisa e acrescentei mel de engenho. Ficou bom demais!

 

Pegue uma perna de cabrito, bem jovem e gordinho. Peça ao açougueiro pra cortá-la em pedaços de uns dois dedos de largura. Quem gosta, pode acrescentar umas costelinhas.

Coloque pra marinar com vinho branco (quanto melhor o vinho…) e as várias ervas frescas que você encontrar. A última vez eu fiz com manjericão roxo e do verdinho, hortelã, manjerona, coentro, salsa, o talo da salsa picadinho (era uma salsa de talo mais pra salsão) e folhas de canela ainda verdes, que encontrei pela primeira vez em um supermercado. Rale um pouco de pimenta na marinada e deixe descansar de um dia pro outro na geladeira. Pode ser até mais de um dia. Garanta que o cabrito vá ficar bem envolvido em ervas e vinho branco.

Pique bem muita cebola, um pimentão (da última vez usei só verde), uns dentes de alho, não precisa ser muito, e refogue. Comece refogando a cebola. Use o fogo baixo que é pra ela ficar bem transparente, sem muita acidez, mas sem tostar; quando a cebola já estiver encaminhada, acrescente o pimentão. Se for o verde tem que ser antes um pouco do que se forem amarelos ou vermelhos, depois o alho.

Coloque os pedaços do cabrito em uma panela funda, de preferência de fundo grosso, para dar uma selada, em ambos os lados. Se a panela não couber (nunca cabe), faça por etapas pra evitar fazer caldo.

 

Feito isso, acrescente o caldo da marinada na panela e coloque uns ramos de alecrim por cima. Da última vez coloquei também agrião. Se o caldo da marinada não der pra cobrir todos os pedaços de carne, acrescente mais vinho, nunca água. Cozinhe um pouco com a panela fechada; depois que der uma boa fervida, destampe a panela, baixe o fogo e vá acrescentando vinho sempre que for necessário.

Quando estiver praticamente pronto, ou seja, quando a carne estiver suficientemente macia, acrescente duas boas colheradas de mel de engenho e deixe cozinhar mais um pouco. Pronto, pode servir!

Da última vez que fiz esse cabrito (na verdade, a segunda vez em toda a minha vida que cozinhei um cabritinho, coitado), comemos ele com couscus marroquino, que hidratei com um pouco do caldo do carneiro e um pouco de caldo de legumes desses de tablete mesmo, botei um pedacinho só em bastante água, só pra não ficar sem gosto de nada.

Na hora de servir o couscus, joguei uns pedaços de castanhas portugueses por cima e era pra ter colocado também pedaços de damasco seco, mas eu esqueci.

 

Tati