Archive for the ‘Frutos do Mar’ Category

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Essa bateria do iPad tem duração mesmo de 9 horas? Em que condições?

julho 12, 2011

Não tenho Ipad, mas minha amiga Paula Magalhães tem, e tem também internet rápida, iphone e um modem extra na sua casa… É, de fato, uma pessoa conectadíssima, aluna brilhante do larissez! Além de tudo, a bicha é curiosa ou seria encrenqueira?!, enfim, só sei que, sábado passado, ela acordou a fim de alterar com Steve Jobs e duvidando da alardeada duração da bateria do Ipad, postou logo cedo no facebook a sua dúvida existencial do dia.

Parece que até agora ela está sem resposta, não tenho certeza, mas isto não foi porque seu post matinal ficou sem comentários, muito pelo contrário!

Alterados e aloprados aparecemos logo cedo no mundo virtual, no caso, a blogueira que vos escreve e o cozinheiro que meteu a mão nas caçarolas, Vilmar/Gilmar/Wilmar/Jr, verdadeiros hackers dos murais alheios do facebook, que fomos bagunçar o coreto e, sem nem mencionarmos ipad, apple ou afins, danamo-nos a combinar algum programa para aquele sábadão. De cara, excluímos logo a praia, tava muito vento, e acabamos combinando um almocinho, uma massinha inocente lá em casa, no pedaço mais animado da riviera naquele sábado, não tenho a menor dúvida.

Antes de sair para comprar os essenciais gelo e cerveja, ainda mantive mais umas conversas matinais e, pelo Facebook, disse para Rosa e Paulinho virem ver o jogo (sim, tinha também a desculpa do jogo Brasil X Paraguai pela Copa América); e pelo telefone, falei com os vizinhos pernambucanos mas ainda meio paulistanos Valentina e Jorge, que, ignorando a ventania, estavam na praia, e ficaram de aparecer na sequência.

Tava feita a farrinha, 8 pessoas, uma massinha, jogo do Brasil, tudo bem inocente (ou eu que o fui?!). Rapaz, o negócio desandou ou andou bem, não sei, depende do gosto do freguês (sendo que, pro meu, andou super bem), enfim,  bombou!  A massa de Vilmar, esta, meu amigo, foi o que andou melhor, ela arrebentou! E olhe que o sarapatel de Jorge não tava careta não, viu!?

Eu nem sei se todo mundo comeu da massa, até porque era gente pra burro, foi meio assim uma sucursal da Fenearte em Cannes! Teve gente que foi e eu nem vi, juro. Não vou listar todos, mas lembro que vieram os meninos do boné e o da sacola plástica; Gil, da barraca de coco da praia; Dani milk shake; o famoso Jesse James com seu amigo Gary, que não entendia patavinas de português;  e também M.R.P., que, por sua vez, não compreendia nada de inglês, nem o nome de D-A-R-I-N-G, o “Garry” amigo de Jesse.

Vilmar não decepcionou e botou quente na massa, que, mesmo sendo segredo de família lá de Flores, foi autorizada a ter a receita postada aqui no blog!

O negócio entrou pela madrugada e o pessoal saiu de quatro, esquecendo o juízo (segurei um para Dani milk shake), a carteira, brincos, cabos, celular, presentes mil e não comentemos mais o quê, é melhor esquecer!

Ah, sim, antes que eu me esqueça, Paula Magalhães, embora convidada, não apareceu… acho que passou o dia em casa esperando as 9 horas da bateria! (Paula, rapaz, tinha dado tempo, visse?! A galera é mais do que Mastruz com Leite e iPad juntos, dura pra lá de 5, 6, 9 horas).

Beijos

Sandra

PS. E como quem ri por último, ri melhor, a receita:

Massa de Vilmar

INGREDIENTES / 04 PORÇÕES
01 – Pacote de sua escolha – Farfale / penne / fusili 
01 – Ramo de manjericão
01 – Cebola (ralada)
01 – Cenoura (ralada)
01 – Talo de alho poró (picado)
0,5 kg – Camarão descascado
0,1 kg – Parmesão (do bom)
100 ml – Vinho branco (o resto, o chef bebe, toma no gargalo mesmo, é um cozinheiro rústico)
500 ml – Creme de leite fresco
Sal e Pimenta moída a gosto
Azeite e manteiga
 
MODO DE PREPARO
Adicione o azeite e a manteiga numa panela e pré aqueça, em seguida refogue a cebola, a cenoura e o alho poró, mexa para evitar que grude.
Quando estiver perto de dourar adicione o vinho branco, um punhado de sal a gosto e continue mexendo, quando o vinho evaporar, ponha o creme de leite fresco e vá mexendo até apurar o sabor.
Coloque um pedaço pequeno do queijo parmesão no molho pra dar mais cremosidade e liga.
Seque os camarões com papel toalha antes de cozinhá-los dentro do próprio molho provando continuamente até chegar a textura desejada (hummm!).
Pronto, daí, é só cozinhar a massa, misturar ao molho, colocar queijo ralado, manjericão e dá-lhe.
 
Qualquer dúvida, me acione.
 
Jr.
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CAMARÃO COM GOIABADA

outubro 15, 2010

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Ontem, conversando com Cla, Tatty e Daniela sobre assuntos variados, surgiu umas histórias envolvendo o Chef super simpático Claude  Troisgros  e acabei me lembrando que havia esquecido de postar aqui uma receita dele que fiz na praia dos Carneiros, num sábado de sol deste nosso inverno nordestino já findo.

Quando li a receita pela primeira vez, vi logo que não tinha como não ser dvino misturar camarão com goiabada cascão!

A receita é a seguinte:

MOLHO BARBECUE GOIABADA
Ingredientes:
300gr de goiabada
40gr de molho inglês
3gr de alho picado
5gr de gengibre picado
200 ml de ketchup apimentado
Sal à gosto

Modo de fazer:
Derreta a goiabada com um pouco de água, acrescente o molho inglês, o alho e o gengibre picados. Adicione o ketchup e deixe ferver por mais 5 minutos. Pegue a mistura e bata tudo no mixer. Para finalizar, peneire a mistura e o molho está pronto.

CAMARÕES
Ingredientes:
4 camarões VG
1 colher de azeite
1 colher de alho picado
1 colher de salsa picada
Suco de 1 limão
Sal e pimenta à gosto

Modo de fazer:
Comece descascando os camarões, mas deixe-os com a cabeça. Tempere os camarões com sal e pimenta à gosto. Coloque num recipiente e deixe marinar por 10 minutos no molho barbecue, já preparado anteriormente. Após esse tempo grelhe os camarões na chapa. E para finalizar tempere com alho, salsa e limão.

Ficou DELICIOSO!!!!!!!!!! Só não é dos mais lights!

Bom verão pra todos,

Sandra

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Peixe bêbo do Atala

setembro 9, 2010

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Um dia desses comi um peixe maravilhoso no Dalva e Dito, novo restaurante do nosso amigo Alex, o Atala. Sim, ficamos todos amigos do badaladérrimo Chef no dia em que ele, tendo nos visto antes tentando uma mesa no Dom, mandou o maitre do dito (com trocadilho) restaurante nos mimar bastante com entradinhas e tais, e ao final ainda voltou pra saber se tinha corrido tudo bem e jogar um pouco de conversa fora, ocasião em que foi convidado pra ir pra Sem Loção, a festinha para a qual estávamos nos esquentando. Apesar de ter sido DJ e de ter a maior cara (e corpo) de animado, Alex não quis deixar o pessoal de casa esperando e declinou do convite pra ficar com a família.

O peixe, além de delicioso, era um espetáculo completo: uns três garçons segurando uma assadeira onde o (novamente o trocadilho) dito cujo repousava todo coberto de sal grosso, após verterem uma boa quantidade de cachaça sobre o verdadeiro iglu que viria a ser o meu jantar, atearam fogo, flambando tudo bem ali na nossa frente. Acompanhava o peixe (acho que era um Pargo), um bom pedaço de pupunha na brasa. Estava tão bom que resolvi experimentar fazer em casa. No caso, em Carneiros.

Escolhi um belo Sirigado, comprado fresco e tratado na excelente Pescadero (por quem peço sempre aos céus pra que não feche); por sugestão de Sandra, a da Cozinha Inteligente, foi o bucho do peixe estofado com cebola e cheiro verde, além de azeite; uma camada de sal grosso na assadeira pra forrar e outra por cima, pra cobrir ele todinho.

Depois de assado no forno alto até a hora em que julguei, pelo cheiro e pela cor do rabo, estivesse pronto, danei a Dalva, digo, a cachaça pra cima e tasquei fogo. Foi lindo! Não tinha o glamour dos garçons de Atala, mas pelo menos a cachaça era a Dalva, digo, a Rainha! Acompanhou o peixe bêbo, batatas e cebolas assadas igualmente no forno.

Tati

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Lagosta aos Carneiros

agosto 4, 2010

lagosta

Muita gente me diz não gostar de lagosta. Eu mesma não gostava tanto assim. De uns tempos pra cá, porém,  tenho invistido nelas e os resultados têm sido bastante satisfatórios. Em geral, trago as lagostas do mercado de Cabedelo, onde as compro bem fresquinhas, mas sei que no mercado público de BV tb tem lagosta fresca, e as que Neilde, mãe de Valentina, levou pra Carneiros esse verão estavam ótimas, enormes (!), e eram de lá.

Nas minhas tentativas, observei que fogo alto e manteiga são as coisas mais importantes pra elas não ficarem borrachudas e, ao contrário, ficarem bem crocantes por fora e macias por dentro. Com aquela consistência ótima que todo camarão deveria ter, estalando quando a gente morde.

As lagostas à moda de Carneiros foram feitas na brasa, besuntando as lagostas, sem as cascas e sem vísceras, com manteiga e, depois de prontas, molhando-as no molho das Bermudas, que vem a ser um molho de manga com curry.

Pode ser manteiga comum ou de garrafa. Já usei as duas e sempre fica muito bom. Só isso e brasa já dá uma lagosta ótima. A propósito, isso tb pode ser feito no forno (alto) ou fritando a lagosta na manteiga super quente, na frigideira mesmo. Nesse caso, como na brasa, é importante não ficar virando as bichinhas, deixar elas pegaram cor pra poder virar.

O molho das Bermudas foi tirado de um livro que adoro, do jornalista Sílvio Lancellotti, chamado “160 Receitas de Molhos”, que é uma versão mais resumida e simples de um outro livro dele, “O Livro dos Molhos”. Só conheço o primeiro, edição da L&PM Pocket, que recomendo com entusiasmo.

Ele faz a receita em banho maria, eu faço na grosseria mesmo, afinal, em Carneiros, naquelas cozinhas de quem não tem apreço pela arte, não tem quem aguente ficar esperando dona maria tomar banho.

As quantidades variam conforme o doce ou azedo das frutas da ocasião, mas a proporção é mais ou menos a seguinte:

5 xícaras de chá de suco de manga, sem água, e peneirado;

2/3 de xícara de chá de suco de laranjas, tb peneirado;

1/3 de xícara de chá de suco de maracujá, tb peneirado, claro;

1/2  sumo de um limão, tb peneirado, evidentemente;

curry picante a  gosto, no nosso caso, a muito gosto, e sal.

Sílvio, além de fazer em banho maria, acrescenta aspartame (argh)

Coloco primeiro o suco da manga, quando começa a borbulhar, provo e vejo se está muito ou pouco doce; de conforme, acrescento o suco de larajna em maior ou menor quantidade; faço o mesmo antes de colocar o maracujá e o limão. Por fim, coloco bastante curry, um bem picante que trouxe da inglaterra, e sal.

Gosto de usar manga Espada, especialmente em Carneiros, porque lá é a manga que mais tem nos sítios (embora esse ano não tenha tido manga alguma dessa marca), ou Tommy porque são docinhas e não têm muita fibra. Não gosto muito da Rosa justamente por causa da fibra. 

E pronto. Com o molho feito, asso as lagostas na brasa, Sandry abre o espumante e Ana vai ao delírio!

Aí, Berna e Sandry, finalmente as Lagostas de Carneiros.

Tati.

PS. Estas lagostas vem sendo feitas várias vezes ao longo dos anos, com e sem casca, sempre fazem sucesso e sempre também com o molho de manga e curry para acompanhamento. Ontem, foi registrado o preparo das lagostas que recebi de presente de Marina Mendonça e Leo Zeba, super hiper deliciosas! Beijos, Sandra.

 

 

 

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Bacalhau com Kokotchas e Almejas

junho 27, 2010

Na última noite que passei neste ano em Madri, na casa de Paulinho e Rosinha (mi casa también), eu, Tati, Rosa e Fernando, o Calchadora, Ferds, não confundam, resolvemos fazer um jantar de despedida (tudo é motivo para uma farrinha…). Ficamos pensando na receita, coisa e tal, até que Fernando sugeriu este prato de bacalhau. Quando a receita veio por e-mail, eu, Rosinha e Tati corremos para o salvador de todas as horas, “São Google”, e deciframos os ingredientes do prato. Aí, a gente foi na peixaria do nosso bairro madrilenho (!), uma coisa pequena, simples, mas que tinha TUDOOOOO, todo tipo de pescado que se possa imaginar, inclusive, ali bem longe do Oceano, camarões enormes vivinhos da silva e melo pulando da caixa, pulando mesmo! Como o jantar seria à noite, resolvemos substituir o Bacalhau seco pelo fresco, que, obviamente, tinha na peixaria! O pedido de maior suspense foi quando Rosa perguntou se havia “kokotchas”, sim, kokotxas, que, nós, já muito sabidas, já sabíamos que são as bochechas do bacalhau! O vendedor, bem blasé, foi lá dentro, voltou e perguntou, 1kg ou quanto?!

Compramos tudo, paramos para umas cañas com uma fabada – prato típico da região da Astúrias que eu já havia comido em Buenos Aires, no restaurante (ótimo) El Preferido de Palermo http://www.guiaoleo.com.ar/detail.php?ID=411, e que, em Madri, comemos MUITO BEM na Casa Lastra, calle OLivar, 3, Lavapies/Madrid.

Bem, à noite, com cavas geladas, nós 4 e mais Paulinho e Vans nos deliciamos com o prato, ficou super!!! Eu, que já amo bacalhau, me fartei, acho que foi um dos melhores que já comi!

Para 4 pessoas, os ingredientes são:

1/2 kg de bacalhau fresco (na receita original, o seco);

1/2 kg de kokotchas

20 almejas

6  dentes de alho

1 copo pequeno de Cava (na receita original, vinho branco)

Salsinha

sal

Azeite de Oliva.

O preparo começa pela limpeza da peça de bacalhau (se for o seco, será preciso dessalgar ele,  com 24hs de antecedência, trocando a água uma4 vezes, guardando um copo pequeno da água utilizada por último). Nós limpamos o nosso bacalhau fresco, tiramos as espinhas e cortamos o bicho em mais ou menos 6 pedaços (usamos um pouco mais do que as quantidades sugeridas na receita, já que, além de sermos exagerados por natureza, éramos seis). Antes,  já havíamos picado a salsinha e o alho.

Entonces, no fogo baixo, colocamos o alho para dourar no azeite. Quando começaram a dourar, acrescentamos metade da salsinha picada, e sacudimos a panela, dando umas voltas. Em seguida, colocamos os pedaços do bacalhau, com a parte da pele para baixo. Deixamos alguns minutos no fogo baixo e, na sequência, vieram as famosas kokotxas, por cima do bacalhau, também com a pele para baixo. Com as kokotxas e o baca na panela, fizemos várias vezes o movimento circular com a panela fora do fogo, balançando, para que o bacalhau e as kokotchas formassem uma gelatina. Quando achamos que estava mais perto do que longe, colocamos a cava e as almejas (na receita original, nesta hora, coloca-se também o copo da água do bacalhau, mas como não tínhamos esta, a gente usou mais de um copo de cava) e tampamos a panela. Abertas as almejas, salpicamos o resto da salsinha, sacudimos mais um pouco a panela e voilá, kokotxas en la mesa!!!!!

Para acompanhar, batatas cozidas e aspargos frescos e belos salteados!

Sandra

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CONFIT DE BACALHAU

fevereiro 22, 2010

No jantar de um grupo de amigos intitulado “highlanders”, teve no Natal de 2008 um amigo secreto gastronômico, cujo presente deveria ser entregue no decorrer do ano de 2009, Tiago tirou Maria e o prato dele era a base de bacalhau. Na época, eu pedi ao meu irmão, João Cabeção, para comprar o bacalhau em SP, no Mercadão Municipal. Para tanto, peguei uma super dica de Luciana, cunhada de Ana e Lula, sobre um box lá em que você compra a peça do bacalhau inteira (e não apenas o filé) e pede para o cara fazer o filé e as lascas, de forma que o preço do kg fica bem melhor do que se se comprasse só o filé (do mesmo tipo de baca). (Ficarei devendo o contato do Mercadão).

O baca veio e o bicho era bonito! Ficou, uma semana mais ou menos antes do jantar, embalado na despensa e, 3 dias antes, ficou de molho, na geladeira, com a água sendo trocada sempre que possível.

Houve muito estudo de receitas de bacalhau e minha mãe ajudou muito nisto; lá na casa dela, por algumas noites, eu e ela separamos muitos livros e revistas sobre a iguaria aí, depois, Tiago se enamorou principalmente da receita de Confit de Bacalhau. Nos estudos, aprendemos que “confit” vem a ser um método de cozimento, uma maneira bemmmmm lenta de se cozinhar algo, normalmente submersa no azeite, que não pode ferver de forma alguma. Ou ainda, cozinhar uma carne em sua própria gordura, de maneira muito lenta, e depois deixá-la acondicionada imersa nesta mesma gordura.

No dia do jantar, Tiago tirou cedo o bacalhau da água, que já estava cortado, desde o mercadão, em postas bem altas, tipo “pirâmide”, como diz minha amiga Duina, e as postas ficaram sequinhas; depois, mergulhamos as bichas no azeite, até que ficassem submersas mesmo; é bastante azeite, gente, não pode ter pena. Ficaram ali afogadas a tarde toda.

Seguimos direitinho, com medo, a bem da verdade, as orientações dos livros e receitas sobre o confit, e sem tempero algum, no fogo BEMMMMMMM baixo, mais baixo possível, colocamos a panela no fogo (fogão), sem nunca o azeite ter fervido, e em 1 hora e alguns minutos – Tiago pode lembrar o tempo exato – o bacalhau estava no ponto e simplesmente uma delícia!

Ficou maravilhoso, o sal tava bom, a textura, tudo! Os acompanhamentos foram legumes (aspargos, vagem, cenoura baby, brocolis, ervilha), alguns foram só no vapor e outros, também salteados rapidamente no alho e azeite, além de um gateau de batata doce, cuja receita coloco aqui depois.

Beijos,

Sandra

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CEVICHE

novembro 5, 2009

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Num domingo desses, na casa dos meus pais, em piedade, eu e minha mãe fizemos um ceviche, usando uma receita que ela obteve ou pesquisou, não sei bem, num dos tantos livros ou cursos de gastronomia que lê e faz, como, aliás, o de agora, em SP, onde concluiu animadíssima, apesar do calorão, o curso Mesa Tendências/Semana Da Mesa  http://prazeresdamesa.uol.com.br/exibirMateria/2199/veja-como-foi-o-semana-mesa-sp

Pois bem, a receita original é assim:

Ingredientes: 

8 pessoas como entrada,

6 pessoas com prato principal,

 1kg de file de linguado, em cubos de 2 cm (uso camurim)

Suco de 8 limões (o necessário para cobrir o peixe)

1pimenta dedo de moca sem sementes, em rodelinhas

2 dentes de alho picados

500g de cebolas em rodelas

3c. s. de salsão picado

1 ramo bem pequeno de coentro

3 espigas de milho cozidos em rodelas de 1 cm

Sal

Tomate em rodelas para decorar

Batata doce em rodelas pré-cozidas para decorar

Limão em rodelas para decorar

 

 Pra fazer: Tempere os files com sal, passe para uma tigela e cubra com o suco de limão. Junte a pimenta e o alho. Misture tudo cuidadosamente. Cubra com a cebola, salsão e coentro. Acrescente as rodelas de milho e deixe curtir por 1 hora, ate que o peixe fique branco. Sirva em pratos decorados com rodelas de tomate, a batata e limão.

Nós usamos cebola roxa, colocamos mais batata do que tomate e limão, e ficou DELÍCIA! Amei, almocei e jantei cecviche naquele domingo! No final de semana anterior, minha mãe havia feito a mesma receita, na casa da minha tia, e usou tilápia ao invés de linguado, todo mundo também gostou bastante.

Beijos

Sandra

PS.  Ceviche ou Cebiche???

Discussão sobre a etimologia do nome

Aparentemente, nem os próprios “donos” do prato sabem exactamente como se deve escrever, isto porque em espanhol o “b” e o “v” tem o mesmo som (informalmente, o espanhol culto, os sons dessas letras são iguais aos do portugués) e eles referem-se a esta letras como “b-larga” e “v-curta”. Já numa coisa, eles estão de acordo: a primeira letra “não pode” ser o “z” (que eles chamam zeta, mas que na maioria das variações do espanhol fora da Espanha, é pronunciado seta).

Mas há uma teoria interessante: embora a conservação do pescado com líquidos (como a salmoura, por exemplo) seja um conhecimento provavelmente pre-histórico, os citrinos foram introduzidos na Europa pelos árabes e daí foram levados para as colónias onde, aparentemente, lhes foram dados outros usos. No entanto, a teoria continua com uma variante do escabeche, que supostamente provém da palavra árabe “iskbꪔ (em vez da vizinha “sikb⪔, que é traduzida como “guisado de carne com vinagre e outros ingredientes”) ao qual os espanhóis começaram a adicionar bastante cebola, para o tornar menos ácido. Então, o “escabeche de cebola” teria-se tornado Cebiche.

Outra versão, mais “clássica”, seria do latim “cebo” que significava “comida abundante”.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cebiche

PS2. Na última vez que fiz, debulhei o milho já cozido (que, infelizmene, não era dos mais verdinhos) e coloquei só os grãos, o que facilita pra comer.