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Costela de Cabrito

maio 1, 2008

Um dia testei a costela de cabrito num churrasco, dei um vacilo e queimei as pobrezinhas, tive um profundo arrependimento, pois o sabor tava show de bola, tinha temperado com Black Pepper (q eu num sei, mas acho q é um derivado da pimenta do reino, só q preta), páprica picante (vermelha) e suco de laranja;…Putz, se num fosse o queimado…

Mas mesmo assim as costelas ficaram boas, e daquele jeitinho q agente separa as costelinhas e vem aqueles palitinhos dos deuses, q acompanham qualquer birita q se preze. Qualquer dia desses vou repetir e caprichar no preparo.

Nesse domingo tava nessa intenção, mas quando cheguei no Extra, pra minha surpresa, não tinha nenhuma costela, diferente de outros dias q sempre passei e vi a estante cheia. Lá sempre tem, ao contrário dos outros supermercados, mas nesse domingo tinha, mas tava faltando…

Tatty, sacando minha decepção, achou no Bompreço e comprou, fiz hoje no almoço e ficou muito bom, inclusive com os nhoques de ricota q ele postou aqui naCozinha, vamos lá antes q me esqueça:

<!–[if !supportEmptyParas]–><!–[endif]–> Peguei a costela e deixei marinando de um dia pro outro em cominho, tomilho, uma cabeça de alho cortada grosseiramente e com casca, um pouco de vinagre de arroz e conhaque Domec.

No outro dia, esquentei a frigideira bastante praquela selada de praxe. Antes de ir pro fogo se quiser q fique com aquela cara de carré, tipo as garras de Wolverine, vc dá uma arranhada com a faca naquela membrana (cartilagem?) q fica envolvendo o osso, somente do lado do osso e da parte onde a costela é mais fina, daí qdo for pro forno à carne vai soltar todinha e se concentrar do outro lado.

Bom, esquentei a frigideira e selei as costelas do lado da gordura apenas, até quase queimar. Depois botei numa assadeira untada com a gordura pra cima e o osso pra baixo, mandei pro forno e marquei 30 min de fogo baixo, a costela é fina e com pouca carne, cuidado pra num secar de mais.

Enquanto isso, peguei a marinada e despejei na frigideira pra soltar a graxinha, coloquei uma potoca de margarina e metade de um tablete de caldo de cominho com outras paradas lá, qdo tava tudo ficando uniforme despejei suco de maracujá, acho q era uns 300 ml ou mais. Deixei reduzir um pouco e qdo faltavam 15 min pra costela sair do forno, banhei-a-a com esse caldo deixando dar uma fervida.

Ficou show, minha gente, e acompanhada do nhoque, o molho de maracujá e adjacências por cima. O bagúio ficou chique no úrtimo, visse…

Abraços, Berna

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Cabrito Bêbado

novembro 18, 2007

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Essa receita de cabrito é inspirada na da mãe de Lea Wanderley, que experimentei na casa dela, e que foi o melhor cabrito guisado que já comi na vida. Lea nunca soube dizer direito o que é que realmente vai no cabrito, quais as ervas que lhe dão o gosto tão bom. Imaginei que quando a mãe dela o fazia, lá na Paraíba, não tinha acesso a ervas exóticas  e pensei que o conceito da receita era, na verdade, nunca dar de beber água ao cabrito, por isso o nome: cabrito bêbado. Mantive os princípios da receita, só acrescentar cebola e alecrim já depois da marinada, e resolvi usar as ervas frescas que encontrei naquele dia. Lá pras tantas, quando já estava quase pronto, achei que faltava alguma coisa e acrescentei mel de engenho. Ficou bom demais!

 

Pegue uma perna de cabrito, bem jovem e gordinho. Peça ao açougueiro pra cortá-la em pedaços de uns dois dedos de largura. Quem gosta, pode acrescentar umas costelinhas.

Coloque pra marinar com vinho branco (quanto melhor o vinho…) e as várias ervas frescas que você encontrar. A última vez eu fiz com manjericão roxo e do verdinho, hortelã, manjerona, coentro, salsa, o talo da salsa picadinho (era uma salsa de talo mais pra salsão) e folhas de canela ainda verdes, que encontrei pela primeira vez em um supermercado. Rale um pouco de pimenta na marinada e deixe descansar de um dia pro outro na geladeira. Pode ser até mais de um dia. Garanta que o cabrito vá ficar bem envolvido em ervas e vinho branco.

Pique bem muita cebola, um pimentão (da última vez usei só verde), uns dentes de alho, não precisa ser muito, e refogue. Comece refogando a cebola. Use o fogo baixo que é pra ela ficar bem transparente, sem muita acidez, mas sem tostar; quando a cebola já estiver encaminhada, acrescente o pimentão. Se for o verde tem que ser antes um pouco do que se forem amarelos ou vermelhos, depois o alho.

Coloque os pedaços do cabrito em uma panela funda, de preferência de fundo grosso, para dar uma selada, em ambos os lados. Se a panela não couber (nunca cabe), faça por etapas pra evitar fazer caldo.

 

Feito isso, acrescente o caldo da marinada na panela e coloque uns ramos de alecrim por cima. Da última vez coloquei também agrião. Se o caldo da marinada não der pra cobrir todos os pedaços de carne, acrescente mais vinho, nunca água. Cozinhe um pouco com a panela fechada; depois que der uma boa fervida, destampe a panela, baixe o fogo e vá acrescentando vinho sempre que for necessário.

Quando estiver praticamente pronto, ou seja, quando a carne estiver suficientemente macia, acrescente duas boas colheradas de mel de engenho e deixe cozinhar mais um pouco. Pronto, pode servir!

Da última vez que fiz esse cabrito (na verdade, a segunda vez em toda a minha vida que cozinhei um cabritinho, coitado), comemos ele com couscus marroquino, que hidratei com um pouco do caldo do carneiro e um pouco de caldo de legumes desses de tablete mesmo, botei um pedacinho só em bastante água, só pra não ficar sem gosto de nada.

Na hora de servir o couscus, joguei uns pedaços de castanhas portugueses por cima e era pra ter colocado também pedaços de damasco seco, mas eu esqueci.

 

Tati