Posts Tagged ‘Ragu’

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Fusilli com ragu à napolitana

dezembro 1, 2009

Galera,

sexta feira passada(20/11) rolou lá em casa a entrega do jantar meu para Carolf, com a presença do DJ Nego Nu e SUAS respectivas, Bolinho e Inês, além de claro a presença de Joana M e Antônia(que já está no seu terceiro Highlanders).
Tivemos Bruchettas de entrada, depois o prato principal que foi um Fusile com Ragu de Filé Mingon e sobremesa surpresa que inventei na hora. Para harmonizar com o prato tivemos dois vinho do Alentejo.
Segue as receitas e as fotos.

ENTRADA:

BRUSCHETTA

INGREDIENTES

Pão Baguete
Manteiga 
Alecrin
Molho de tomate
Tomate cortado em cubos
Magericão Fresco
Queijo Parmesão

PREPARO:
Corte o pão em fatias de 1,5cm, passe a manteiga com o alecrin,  um pouco de molho de tomate(não exagere no molho!). Corte os tomates em cubos pequenos e coloque em cima do molho, pouvilhe com queijo parmesão e leve ao forno. Quando o queijo derreter retire do forno e decore com o manjericão fresco. Depois, É só servir.

PRATO PRINCIPAL:

Fusilli com ragù à napolitana

 

INGREDIENTES (4 porções)

 

500 g de fusilli (use massa fresca)

400 g de filet mignon

12 folhas de sálvia cortadas à julienne (tiras finas)

1 colher (sopa) de orégano

160 ml de óleo extravirgem de oliva

80 g de cenoura cortada em cubos pequenos

80 g de salsão cortado em cubos pequenos

40 g de cebola cortada em cubos pequenos

4 filets de anchova em conserva

1 kg de tomate pelado italiano San Marzano (vermelho, alongado e carnudo)

1 colher (sopa) de salsinha picada

Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

 

Decoração

 

Salsinha picada 1 fio de óleo extravirgem de oliva (PASSEI UM TEMPÃO PICANDO A SALSINHA E ESQUECI DE COLOCAR!!)

 

PREPARO

 

Para a carne enrolada, divida o filet mignon em 12 fatias, contando três fatias para cada pessoa.

Bata com o batedor de carne até obter uma espessura de 3 milímetros, aproximadamente.

Recheie cada fatia de carne com a sálvia e um pouco de orégano.

Enrole as fatias nesses temperos e feche cada uma delas com um palito.

Tempere os enroladinhos com sal, pimenta e, numa frigideira, doure-os em 100 ml do óleo. Retire e reserve.

Para o molho, refogue a cenoura, o salsão e a cebola no óleo restante. Junte as anchovas e deixe um pouco mais no fogo. Adicione os enroladinhos e os tomates pelados. Tempere com sal, pimenta-do-reino e deixe cozinhar em fogo médio, por aproximadamente 15 minutos. Descarte os palitos da carne.

Numa panela, cozinhe a massa em água fervente com sal, por 3 minutos. Escorra-a e junte-a ao molho, misturando bem.

Sirva em pratos rasos e decore com salsinha picada e um fio de óleo extravirgem.

SOBREMESA:

LARICA DO HIGHLANDER

INGREDIENTES:

Sorvete de creme
Bolo de Rolo
Nutela
Limão siciliano
Hortelã

PREPARO:

Corte as fatias de Bolo de Rolo(fininhas por favor!!), passe uma fina camada de Nutela, raspe o Limão Siciliano em cima da camada de Nutela, depois coloque uma bola de sorteve em cima. Decore com uma folha de Hortelã(eu não tinha coloquei de majericão, não ficou bom claro)

Tivemos ainda a vitrola e os disco do DJ convidado Nego Nu.

MARRECO ABATIDO!!

Bjs em todos,

NARA

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DICA DE SIMONE

abril 14, 2009

Pessoal, de longe, caladinha, minha mãe tem acompanhado nosso blog e, nesta semana, ela mandou o seguinte email para mim

Oi,
tenho lido no Nacozinha que vcs gostam muito de boeuf bourguignon. (ragu). Aí vai uma receita do Claude Troisgros. A cachaça é tendência!
Não coloque o vinho de vez, mas aos poucos e ao lado bem devagar para não lavar a carne!
Fogo bem baixo, extrai muito mais sabor!!
bjs
Simone

From: simone_crisanto@hotmail.com
To: simone_crisanto@hotmail.com
Subject: boeuf bourguignon troisgros
Date: Mon, 13 Apr 2009 00:04:48 +0000

Bouef Bourguignon (receita para quatro pessoas)

Ingredientes:

1,5 kg peito de boi
1 garrafa bom vinho tinto da Bourgonha
1 cebola picada
1 cenoura em cubos
4 dentes de alho amassados
4 cravos
10 grãos pimenta mignonette
200 g toucinho em cubos
1 colher alho picado
1 colher cachaça
1 bouquet garni
12 cebolas miúdas cozidas e puxadas
salsa picada
sal, pimenta, noz de moscada

Modo de preparo:

Corte a carne em cubos grandes e tempere com sal e pimenta. Deixe marinando por 12 horas com a cebola picada, cenoura, alho, cravo, pimenta mignonette e a noz moscada e o vinho tinto numa cassarola. Refogar o toucinho no azeite e coloque o alho picado. Adicione a carne e deixe reduzir até caramelar. Agora a melhor parte: deixe flambar com cachaça e deglacer com a marinada peneirada. Feito isso, cozinhe numa panela com tampa, bem devagazinho durante 4 horas. Junte as cebolas miúdas e finalize com salsa. E agora é só servir. Bom apetite.

simone   
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Ragú de Maminha

abril 7, 2009

Oi, minha gente. Ontem me joguei na cozinha pra fazer um jantar pra Tatty, q passou um dia cheio de eventos q ela organizara na semana passada, e q, com a chuva q cobriu a cidade, estavam sob riscos iminentes de dar merda.

Pra ela relaxar, bombei na inspiração e comecei uma receita q inventei na hora e também tava afim de fazer a um tempo, o tal do Ragú.

Bom, tinha uma maminha q sobrou de um churrasco q morgou no domingo, a partir da confirmação da conquista do campeonato PE 2009 pela Coisa no Chiqueiro (e bote chiqueiro nisso, cenas horríveis prum fim de tarde do domingão). Notícia nada agradável…

Peguei a peça e temperei com diversos temperos q tinha aqui em casa. Acho q essa parte fica a gosto do freguês, com alguns específicos q ficaram presentes no resultado final como o COMINHO (vou colocar em maiúscula os mais destacados) e um CHILI MEXICANO SECO q tenho aqui em casa. Coloquei o sal grosso e esfreguei bem com a mão os temperos secos na carne.

Despejei 2/3 de um VINHO STA FELICIDADE q tinha sobrado aqui em casa, o adocicado dele fez bem pra receita. E deixei marinando por umas 3 hs na geladeira.

Esquentei bastante a panela de pressão e comecei a selar a maminha.

Selei até de mais…

Depois despejei a marinada soltanto a graxa do fundo da panela, e coloquei a mesma quantidade de vinho de água. Ainda acrescentei uma cebola inteira com CRAVOS enfiados nela (como Tati já fez num outro Ragú presente nesse blog).

Deixei por 40 min, baixando totalmente o fogo depois da panela começar a chiar.

Após os 40, tirei a carne desfiei e voltei ela pra panela q cozinhava agora destampada pra reduzir o molho.

Comecei a refogar 3 dentes bem grandes de alho, com um azeite trufado. Cortei (amassei, sei lá…) a cebola inteira e cozida com uns pedaços da carne, qdo os alhos douraram coloquei a cebola amassada.

Pinguei um pouco de vinagre de arroz, junto com umas 4 colheres de sopa de um MOLHO DE TOMATE APIMENTADO HUNT’S, q agente ficou fã aqui em casa. Enquanto fervia coloquei umas folhas frescas de hortelã e uma pitada de orégano seco. Deixei ferver mais um pouco e despejei na panela de pressão.

Reduzi mais e desliguei o fogo.

Tampei a panela e aguardei a chegada de Tatty. Esse tempo foi bom pro molho dar uma engrossada.

Cozinhamos um pouco de fusili e servimos. Tava muito bom!

Duas coisas engraçadas, o cravo aparecia de surpresa de vez em qdo durante a degustação e a pimenta foi aumentando dando uma bombada gostosa (como diria Serginho) no final do prato.

Tatty, depois de um dia longo de trampo, adorou a surpresa.

E pra mim, agora, é curtir a Copa do Brasil e o Brasileirão, sofrendo como sempre. Cada um com seus pobrema!

Parabéns ao Náutico pelos 108 anos, e saudações alvirrubras!

…abraços e beijos, Berna

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Sobre Ragu, li o seguinte

novembro 4, 2008
na Revista Gula, lá na casa da minha mãe:
Nas primeiras cenas do filme Sábado, Domingo e Segunda, da diretora italiana Lina Wertmüller, lançado em 1990, a personagem Rosa Priore, uma dona de casa vivida pela atriz Sophia Loren, envolve-se em confusão no açougue. Discute com outras donas de casa sobre a melhor maneira de fazer o ragù, um dos molhos antológicos da massa, e as divergências acaloradas terminam em pancadaria. Como a fita se passa em Nápoles, a cena envolve a famosa receita local. Era sábado, e Rosa (Sophia) foi comprar os ingredientes para começar a fazer o ragù naquele dia e servi-lo no almoço familiar do domingo. A refeição, porém, é interrompida por novo incidente. Seu marido, o comerciante de tecidos Peppino Priore, protagonizado pelo ator Luca de Filippo, acusa-a diante de todos de traí-lo. Não existia motivo concreto para isso, mas o ciúme o tira do sério, fazendo-o esbravejar e ameaçar. Ofendida na honra e na alma, Rosa desmaia, o marido se arrepende da agressão, porém se sente incompreendido. Na segunda-feira, já com a cabeça fria, os Priore refletem sobre o episódio e concluem que, paradoxalmente, o motivo da briga havia sido o amor ainda vivo entre o casal.

A Grande Enciclopedia Illustrata della Gastronomia (Selezione dal Reader’s Digest, Milão, 2000) informa que a palavra italiana ragù deriva da francesa ragoût e designa “preparações diversas entre si, mas apresentando em comum o uso da carne cozida em molho destinado a temperar a massa”. A receita napolitana, que para muitos é a melhor, requer elaboração demorada. Harmoniza horas a fio cortes das carnes bovina e suína com vinho tinto, óleo de oliva, cebola, extrato e purê de tomate, manjericão e segredos domésticos de cozinha. Sua preparação faz um perfume delicioso atravessar as janelas e inebriar quem transita nas calçadas de Nápoles nas manhãs de domingo. Segundo o escritor e jornalista napolitano Guiseppe Marotta, autor do livro L’oro di Napoli, de 1947, filmado por Vittorio de Sica em 1954, o suave vapor vindo “das panelas de terracota que alouram a cebola (…) fazem o recém-colhido raminho de manjericão emanar suas nobres essências”. O resultado é espetacular, para dizer o mínimo.

A mesma enciclopédia italiana diz que existem fundamentalmente dois tipos de ragù. Um é o “napoletano”, que grafamos napolitano em português. Resulta do cozimento de carne com tomate e ingredientes coadjuvantes. No final, vai geralmente sobre rigatoni ou fusilli. A carne, servida junto, vira “braciole al ragù”. O outro se chama “emiliano” ou “bolognese”. Leva carne moída, picada ou desfiada, misturada com o tomate. Combina com fettuccine ou pappardelle. Em outras regiões, com variações na receita, converte-se em “ragù sardo”, “barese” etc. Como o “napoletano” e “bolognese” incorporam tomate, ambos devem ter surgido no século XVIII, época em que o precioso fruto americano começou a se popularizar na Itália. Por extensão, agora também se fala em ragù “di seppie” (lulas), “di gamberi” (camarões) ou de vôngole. Harmonizam-se divinamente com gnocchi de batata, por exemplo. Entretanto, para a enciclopédia italiana, “são definições de fantasia”. O fato é que tais variações pegaram. A família do ragù cresceu e se multiplicou. Na França, onde existe desde o século XVII, continua a ser uma preparação à base de pedaços de carne, ave, caça, peixe ou legume, cozidos em líquido, servidos com uma guarnição aromática e também empregada no recheio do vol-au-vent, pastel e empada. Nem é preciso dizer: é igualmente maravilhosa.

No link http://www.gula.com.br/revista/192/textos/3085 , está o restante da matéria, com as respectivas receitas.

Beijos

Sandra