Archive for setembro \24\UTC 2007

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Pesto, Queijo de Cabra, Maçã….

setembro 24, 2007

No casamento de nossos primos Lule e Cat, no mês de agosto deste ano de 2007, lá na casa de Trude, Claudinha e Silvinha, tinha, entre tantos outros quitutes, um daqueles sanduiches frios, feitos com pão de caixa cortado em fatias longas e horizontais…. era simplesmente o pipoco! A receita foi criada por Trude e o diferencial é que, ao invés de usar maionese para cobrir todo o pão, usa-se pesto…. Fica delicioso! E não é só este o segredo do sucesso!

Sábado passado, peguei a receita com ela e, junto com meus auxiliares de cozinha, Tiago e Rosinha, ao som de otto, pedro miranda e secos e molhados, com umas cervas geladas, fiz o pão para levar para casa de Ana e Lula, onde rolou uma prévia para festinha do Eu Acho é Pouco. O pão fez sucesso! Vamos à receita..

Compra pão de caixa, já cortado especialmente para este tipo de “sanduba”. As camadas de recheios, entre as fatias, são de pesto, maçã cozida e queijo de cabra. Para o Pesto: 60gr de manjericão, só as folhas; 120 ml de azeite; 2 dentes de alho amassados; 2 col. sopa de pignoli ou castanha do pará (triturada) (usei a nossa brazilian nut); e 1 col. chá de sal.  Bate tudo no liquidificador. Depois, acrescenta 45 gr de manteiga derretida e 50gr de parmesão ralado na hora, mexe e está pronto (Se quiser fazer mais pesto do que o necessário para receita, pode congelar na boa, só é deixar para acrescentar estes 2 ingredientes finais quando for usar).

Outro recheio é de maçã: a argentina, segundo Trude, é melhor, pois a nacional é mais aquosa.  Eu usei umas 3 maçãs, salvo engano. Corta em fatias finas e sem casca. Unta um tabuleiro com manteiga e coloca as fatias.Por cima, salpica manteiga em pedacinhos  e leva ao forno ou fogo, até que cozinhe. O resultado é meio um doce de maçã, o tabuleiro, aliás,  fica com um caramelo no fundo. As maçãs não chegam a se desmanchar. Algumas, ficaram bem moles e outras, por sua vez, já meio tostadinhas.

O terceiro e último recheio é de queijo de cabra. Usamos mais ou menos 250gr. Machuca e amolece com requeijão comum, quase um copo todo.

Com os 3 recheios prontos, começa a montagem. Forrei o prato com folhas de rúcula, que ficaram meio que saindo para os lados da travessa e fui colocando as fatias do pão em cima. Antes, umedece uma a uma no leite com sal e pimenta. Coloquei os recheios na ordem pesto, maçã e queijo de cabra. Nas camadas com o queijo, ainda coloquei pedacinhos de nozes. A última camada tem que ser de pesto, que, aliás, é a cobertura do pão todo, inclusive para as laterais.  Para finalizar, joguei o restante das nozes.

Antes de servir, deixa na geladeira. O pesto escurecerá, é inevitável, pois oxida quase que imediatamente.

 Bom apetite!

Sandra

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O TAHINE

setembro 16, 2007

O Tahine é uma pasta feita de sementes de gergelim muito usada na cozinha do Oriente Médio e na daqui de casa.

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Do tahine faz-se o Taratur:

2 colheres se sopa de tahine / 1 dentes de alho socado / suco de ½ limão / 1 colher de azeite / sal e pimenta síria a gosto.

Misture o tahine, o alho e o limão. Vá batendo e acrescentando água gelada aos poucos até a consistência que você desejar, a depender do uso que você vai fazer dele. Salgue e apimente. Bote o azeite.

 

Do taratur faz-se Hummus:

2 x a receita de taratur acima / 1 latinha de grão-de-bico Bonduelle.

Faça o taratur em consistência de patê. Bata tudo no liquidificador, corrija o sal e o azeite.

 

Faz-se também Baba ganoush:

A receita de taratur acima / 1 berinjela grande.

A beringela é primeiramente assada no forno ou queimada diretamente no fogo (tem gente que gosta do queimado e gente que não. Eu gosto). Depois, retira-se a casca e mitura-se seu interior com o taratur em consistência de patê.

Em nossa casa fazemos taratur para quase qualquer coisa:

Ralinho é um molho perfeito para saladas cruas.

Um pouco mais consistente serve para mergulhar legumes grelhados ou regar uma couve-flor cozida “al dente” no vapor. Foda!

Mais consistente um pouco e podemos assar carne, frango ou peixe com ele por cima.

 

E tudo isso aí se come com pão árabe, aqui usamos o integral, e coalhada fresca comprada no super.

 

m.

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“De mole aqui só o siri!”*

setembro 11, 2007

Por Bob Moustache

Uma dupla gastronômica que logo se apresenta aos imigrantes nordestinos que tentam ganhar a vida nas bandas d’além Bahia é a formada pela hortaliça rúcula e pelo tomate seco.
E num é que agora essa dupla virou “arroz-de-festa” em reuniões nas casas de bacanas recifenses?! A falta de um deles nas saladas de entrada dos jantares e saraus pode dar como certa a ausência do anfitrião na coluna do Orismar!
Pois é, mas não é todo cabôco que conhece essas iguarias não.
Vejam o caso que se desenrola aqui, tendo como protagonistas Tiago Andrade, hoje mais conhecido pela alcunha de Zé Cafofinho, e o nosso representante da raça, o marinheiro Gustavo Peixoto, famoso nas praias de Pau-Amarelo por sua habilidade em subir coqueiros e por seu talento como luthier (é o freeescooo!) de bombos de macaíba.

Desacostumados a andar pelas áreas nobres do Recife, lá iam nossos dois ilustres rumo a uma festança de reveillon numa casa localizada no abastado bairro do Parnamirim. Chegando na função, o nosso homem dos mares (na época sua maior travessia ainda era o rio Timbó) se deparou com uma farta mesa de frios e sem nenhuma hesitação entrou abaixadinho que nem mecânico de skate, calibrando seu prato com uma quantidade “razoável” de tomates secos. Cafofinho, um pouco mais rodado pois já tinha tentado a sorte na capital paulista, se aproximou do companheiro e deu a chamada:
– Guga véi, tem muito aí! Tu não sabe o que é isso não é?!
Ôi, e num é siri mole não é?!

Foi-se o tempo em que nosso aclamado siri mole tinha vez nas mesas da sociedade pernambucana.
Em memória do prato esquecido, uma receita de moqueca com o crustáceo saída das páginas do livro de cozinha de Zélia Suassuna, fiel escudeira do nosso escritor Ariano, que mantém a nossa tradição culinária de pé (“de mole aqui só o siri!”, costuma ameaçar o ilustre paraibano aqueles mais modernos):

MOQUECA DE SIRI MOLE
INGREDIENTES:
500g de siri mole
3 tomates grandes picados
2 cebolas grandes picadas
1 pimentão médio picado
1 molho de coentro
3 galhos de cebolinha
Leite grosso de 3 cocos
Suco de limão
4 colheres de sopa de azeite de oliva
2 colheres de sopa de azeite de dendê
Sal a gosto

MODO DE PREPARAR:
Machuque o alho, o sal e o coentro e misture ao siri mole. Deixe descansar.
Machuque o restante dos temperos, adicione o suco de limão e divida em
duas partes. Numa panela aberta, coloque o siri mole com uma parte dos temperos
e leve ao fogo para refogar durante 3 minutos. Em seguida acrescente o leite
de coco, mexendo. Junte a segunda parte do tempero, o azeite de oliva e deixe
no fogo por mais 15 minutos. Antes de retirar do fogo, adicione o azeite de dendê.
Decore com tomate, cebola, pimentão em rodelas e folhas de coentro. Sirva com
arroz branco e farofa.

* texto/receita publicado no extinto site O Carapuceiro (hoje em pleno funcionamento no formato blog – http://www.carapuceiro.zip.net), acho que era idos de 2002…

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Salmão Marinado Com Manga

setembro 7, 2007

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Não, Berna! Não é para limpar a boca na manga da camisa depois de comer o salmão.

 

Corte o filé de salmão e a manga em pedaços + ou – do mesmo tamanho, e ponha em um recipiente. Junte o suco de ½ limão e tempere com sal fino. Deixe na geladeira, coberto, por pelo menos ½ hora.

Perto da hora de comer, pique bem um tanto de coentro fresco, cebolinha e ½ pimenta dedo-de-moça (evite as sementes).

Retire o salmão da geladeira, acrescente a pica (o que você acabou de picar, né Bolo?) e um pouco de vinagre balsâmico e então regue de um bom azeite.

Sirva com uma saladinha de folhas.

m.

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Massa e aliche

setembro 5, 2007

Lembrei desta receita por causa de um post que li num blog que adoro… 

Eu acho que muitos de vcs já devem ter comido esse prato, uma massa com aliche e alho-poró que faço, já que é figurinha repetida lá em casa… Eu recordo, inclusive, de uma noite em que Berna, Ceo e Marquinhos estavam lá em casa e a massa veio à mesa.

Eu e Tiago inventamos a receita faz uns anos e a invenção decorreu daquele vazio na geladeira aliado à imaginação fértil que a fome cria!

A escassez de ingredientes era grande… Todavia, entre os poucos itens de comida e as muitas garrafas da geladeira, havia um potinho de aliche, potinho este, salvo engano, que alguém – acho que Berna – tinha levado para uma farrinha mas que acabou sobrando.

Daí, a gente catou e cortou MUITO (mesmo) alho-poró, bem fininho, em rodelinhas,  e colocou p/ refogar no azeite quente, que também era uma porção generosa. Tem que ter paciência e deixar, mas sem queimar ou ficar amarelado demais.

Quando começou a dourar, jogamos o aliche, meio desfiado grosseiramente mesmo. Para variar, eu não lembro a  quantidade exata do aliche, mas eu acho que uma boa medida é um potinho de vidro (igual aos de patê sadia) para um pacote de penne. Tudo vai depender do quanto se gosta de aliche… mas se passar da conta, não rola nem para quem adora!  Sinceramente, esta medida varia cada vez que a gente faz, que, segundo Tiago, já cansou 😦

Depois de jogar o aliche, seguido de uma refogada básica de alguns minutos, jogamos uma garrafinha de creme de leite fresco, deixamos ferver e pronto,  jogamos no macarrão, que era 1 pacote de penne inteiro!

Noutra vez que fizemos, eu lembro que colocamos algum tipo de castanha ou eram nozes e também ficou legal, mas eu prefiro a receita original.

Enfim, o tal blog que adoro é o de Marcelo Katsuki, da folhaonline, http://marcelokatsuki.folha.blog.uol.com.br/ .

Hoje, ele escreveu por lá um post ótimo, intitulado “massa na madrugada”, que tomo a liberdade de copiar aqui no p.s. abaixo.

Sandra

PS.

Massa na madrugada

Tenho o hábito de voltar da balada e preparar algo para dar aquela aquecida no estômago antes de me jogar na cama. Sei que é péssimo, mas nessa hora dificilmente me lembro de dietas, ‘carbos’ ou daquela fruta perdida no fundo da geladeira. Invariavelmente faço uma massa e a receita recorrente é um espaguete ao sugo ou só com azeite mesmo (e um pouco de pimenta caiena para dar aquela barbarizada no estômago, hehe).

Pois nessa semana resolvi improvisar (o que não é a criatividade na vida de uma pessoa, minha gente?). Ganhei do chef Carlos alguns sachês de aliche Ubatuba, em porções individuais de 30 gramas e adorei. Fiz meu espaguete ao sugo acrescido de aliche e o resultado foi surpreendente, quase uma alichela, hehe! Quer provar?

Espaguete com aliche

– Frite um alho picado em 2 colheres de sopa de azeite
– Junte um sachê de 30g de aliche
– Bata no processador ou pique 200g de tomate (usei cereja, com pele e semente!) e adicione ao molho
– Tempere com sal, pimenta, salsinha picada e algumas azeitonas pretas (opcional)
– Prepare 1 porção de massa al dente e finalize o cozimento no molho rapidamente
– Um fio de azeite pode completar o prato, mas na madrugada vale tudo e eu caprichei no parmesão (uih)! Bons sonhos!!!

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Bolotur na praia – salada verde e tartar de salmão

setembro 5, 2007

Oi pessoal,

A Bolotur sai em mais uma aventura. Dessa vez ao litoral norte alagoano.

Dentro da nossa programação terá a receita abaixo, divulgada pela nossa amiga Adriana.

Salada verde e Tartar de Salmão com perfume de Mostarda e Gengibre

– 400 gr de salmão– quanto baste de rúcula

– 1/4 unidade(s) de cebola picada(s)

– 6 colher(es) (sopa) de azeite extra-virgem

– 3 colher(es) (sopa) de suco de limão

– 1/2 colher(es) (sopa) de gengibre picado(s)

– 2 colher(es) (chá) de mostarda dijon

– 2 colher(es) (chá) de mostarda em grãos

– quanto baste de sa

l– quanto baste de tabasco

Corte o salmão em cubinhos. Misture bem o restante dos ingredientes em uma tigela e acrescente ao salmão. Tempere as folhas com azeite, sal e pimenta-do-reino moída na hora e coloque-as em um prato. Modele o tartar em fôrma redonda e disponha sobre as folhas.

Dicas  

· Você pode usar um anel de metal vendido em lojas de confeitaria para modelar o tartar de salmão.  

· Deixe a cebola cortada em água morna por alguns minutos para tirar o excesso de ardor.  

· Folhas para a salada: – Alface friseé – Alface americana – Alface roxa – Alaface crespa – Radiccio – Rúcula – Agrião

Se quiserem ver a programação da Bolotur em Porto de Pedras, vejam o Blog da Bolotur (apertem o link da Bolotur na lista Blogroll)

Beijos e Abraços,

Bolo

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Domingão, vontade de ficar em casa, futebol na TV, cerveja gelada e um belo rango!

setembro 2, 2007

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O FRANGO ASSADO

TV de cachorro é o melhor, mas pode ser o famoso “galeto fuligem” também. Leve para casa um franguinho bem gordo e ainda meio cru. Na verdade queremos terminar de assar ele lá.

Soque, num pilão, alho, sal grosso, pimenta do reino e semente de coentro e esfregue bem o danado com a mistura.

AS BATATINHAS

Escolha batatinhas inglesas pequeninas e bem redondinhas. Lave bem e enxugue.

Para assar, pense num lance tipo uma grelha sobre um tabuleiro. Na grelha você coloca o frango e no tabuleiro as batatas.

Ponha no forno para assar, de modo que a grelha deixe escorrer a gordura do frango para onde estão as batatinhas.

O espírito da coisa é que elas vão assar regadas por esta gordura impreguinada do tempero. Fica alucinante!

A SALADA

O abacate é aquele “de vez”, sabe? Já maduro, porém ainda bem firme, assim como este que vos escreve.

O palmito eu recomendo o de açaí. Um vidro deste de supermercado. Não economize!

O segredo desta salada é a delicadeza. E uma faca bem afiada. Coisas que se complementam. Naturalmente.

Corte o abacate ao meio longitudinalmente e depois cada metade de novo no mesmo sentido. Você terá então 4 gomos e o melhor momento para retirar a casca do bicho. Normalmente a casca se solta facilmente e a polpa fica inteirinha. Corte todo o abacate em fatias da largura do seu dedo indicador e arrume numa travessa de forma que elas não se sobreponham muito. Não pode amontoar tudo.

Lembre que você já deixou o palmito escorrendo numa peneira enquanto trabalhava no abacate. Agora pegue cada pedaço e parta ao meio no sentido transversal e de novo, desta vez diagonalmente. Cada pedaço que vem no vidro vira 4, todos eles com um lado reto e outro chanfrado. Arrume na travessa todos “em pezinho” com o chanfro para cima, lógico!

Polvilhe tudo com sal fino sem exagerar e reserve um pouco. Enquanto isto, esprema um limão em uma cumbuca boa para bater com garfo e vá adicionando o melhor azeite disponível em fio e sem parar de bater. É lindo! Isto vira uma emulsão cheirosa e gostosa que vai regar a salada e fazer as papilas gustativas se excitarem.

FINAL

Dependendo da companhia talvez vocês tenham que juntar a fome c/ a vontade de comer, mas segure a onda mais um pouquinho. Tudo bem, neste caso, abrir mão do futebol, mas lembre da cerveja gelada!

Retire o galetinho do forno, jogue numa travessa junto com as batatas e sirva acompanhado da salada. No chão em frente a TV.

m.