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Picanha de forno sobre farofa com purê de ervilhas e wasabi

novembro 27, 2008

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Essa aí lembrou as antigas. Jam session total na cozinha, partiu de um momento criativo na semana passada (por conta dos temperos q compramos no Mercado Público de Sampa) e juntando com a leitura de um dos quitutes q constam na lista dos 100 postada abaixo…

Vamo lá, domingão de ressaca, mais de cansado q de birita, depois dum sabadão tentando participar de todos os eventos q apareceram, mas fechando com chave de ouro numa janta espetacular com os amigos (q jájá deve render um post aqui…).

Passamos, eu e Tatty, no supermercado e compramos:

uma picanha,

um pacote de bolacha integral,

um saquinho de castanha de caju,

um saquinho de queijo parmesão ralado grosso,

um saco de ervilha congelada,

um pote de manteiga

e um mói de agrião, bem bonito q achei por lá

alguns salgadinhos e um pote de sorvete Crunch (…já provaram esse…, …meirmão!!!)…

Levava comigo um sal grosso q temperei com umas ervas q comprei lá no mercado, q diz, “Tempero p/ cordeiro, cabrito. Ingredientes: alecrim, alho, cebola, hortelã, pimenta calabresa e sálvia”,

junto com o sal botei azeite trufado e deixei de um dia pro outro tentando agregar sabores, também misturei um tanto de Wasabi com o Bahar (todos do mercado) e reservei.

Fomos visitar minha sobrinha Malu, q fazia umas duas semanas q eu não via, tá grandona e rechonchuda a pirráia…

Chegando lá eu começaria a fazer o rango pois a rapasiada tava com fome (Reco q o diga…), mas Guto tinha preparado umas “Asas de Búfalo”(?) q tavam show (tem q postar aqui também) e agente saboreou acompanhado com umas Brahmas Extras estupidamente geladas (melhor cura pra ressaca não há!)…

Depois fui pra cozinha daí começamos o preparo.

Peguei a peça de picanha, passei a mistura de sal nela enquanto esquentava bastante a frigideira. Depois comecei a selar a carne, primeiro pela parte da gordura e depois o resto. Enquanto isso Tatty ia passando a bolacha, a castanha no liquidificador, e misturando com o queijo e a manteiga, fazendo uma massa.

Eu coloquei as ervilhas pra cozinhar em água e sal e deixei uns 8 minutos (+ou-) e misturei água com o wasabi, deixando até um pouco mais aguado q o normal.

Acendi o forno em 180 pra esquentar enquanto selava a carne.

Qdo a massa ficou pronta forrei o fundo da assadeira untada e prensei até ficar compacta.

Com a carne selada (bem selada mesmo, casquinha preta em alguns locais), coloquei com a gordura pra cima na assadeira e mandei pro forno, acho q o forno não tava devidamente quente, daí ela ficou uns 25 minutos lá, mas acho q se esquentar o forno corretamente antes o tempo é menor.

Enquanto isso Tatty dava um trato nas ervilhas, passando no liquidificador com um tiquinho de creme de leite e depois misturando com o wasabi e algumas ervilhas inteiras q eu tinha reservado.

A minha intenção no início era q a massa no fundo da assadeira ficasse feito um biscoito, mas não consegui dessa maneira, ela ficou mais pra uma farofa mesmo, mas bem gostosa e crocante. Servimos com uma salada de agrião, arroz bem soltinho de Dorinha e um penne q Guto disse q ia postar poraqui também. Segundo mamãe o penne com a farofa tava show.

Todo mundo gostou e inclusive papai q não é lá dessas novidades aprovou geral o purê de wasabi com a carne e a farofa.

Valeu, beijos e abraços e até mais…

OBS: esse purê de wasabi veio na minha cabeça no momento q li aquela história de “wasabi peas” nº 31 na lista dos 100, mas depois constatamos q se trata de uma receita totalmente diferente q testaremos adiante…

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Carne de Sol de Jacinto

fevereiro 15, 2008

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Carne de Sol de Jacinto

Carne de sol perfumada com purê de batata doce 

Esta receita comi pela primeira vez na casa da minha tia Mabel, em João Pessoa. Achei o máximo porque mudou totalmente o meu conceito sobre carne de sol.

Sempre gostei da dita cuja mas quase sempre a carne de sol que se come é igual a todas as outras já comidas antes, variando só a maciez e a qualidade do preparo.

Depois dessa receita, percebi que se pode ir bem além da carne assada, ou frita, com cebola, e acompanhada de feijão verde, vinagrete e todos os etecéteras que normalmente vêm junto.

Quem preparou a receita (e criou também, acho) foi meu primo Jacinto que, a propósito, e para felicidade de todos os que gostam de comer bem, está prestes a abrir um bar, lá em Jampa (João Pessoa para os íntimos ou Parahyba para os que são Dantas como ele), em que ele promete apresentar aos que não o conhecem tudo aquilo que nós, seus familiares, já desfrutamos há muito tempo: comida boa, mas boa mesmo, daquela de você não querer parar de comer.

Já fiz algumas vezes essa receita, a última foi na temporada de final de ano em Carneiros, em 2007, é sempre um sucesso absoluto. É facílima de fazer, mas requer certa previdência porque precisa deixar a carne de molho antes pra retirar o sal.

Nunca sei direito pra quantas pessoas são essa quantidade de carne, mas acho que servem mais de cinco pessoas porque o volume aumenta um bocado com as cebolas. E ainda tem o purê de batata doce de acompanhamento.

Para a carne:

Deixar 1 kg. de carne de sol de molho, de um dia pro outro, trocando a água de vez em quando.

Colocar a carne de sol, já dessalgada, na panela de pressão por volta de 20 minutos e desfiá-la logo em seguida. Sem nenhum tempero mesmo.

Refogar 1 (uma) cebola picada, gengibre e alecrim a gosto.

Colocar a carne desfiada na panela e adicionar 1 tablete de caldo de verdura dissolvido em um copo de água morna.

Refogar e acrescentar 1 copo de vinho branco. Quando ficar seco, colocar 2 (dois) tomates sem pele e sem sementes. Colocar em um refratário, cobrir com nata, salpicar parmesão e um pouco de salsa e levar ao forno.

Para o purê:

 Cozinhar a batata doce normalmente em água com sal. Descascar e amassar, acrescentando leite e manteiga, como qualquer purê.

Cozinhar em um pouco de água uns tantos cravos da índia, como se fosse um chá de cravo.

Depois que o purê está praticamente pronto, acrescentar a aguinha do cravo em quantidade suficiente pra ficar com o gosto de cravo no ponto (o ponto depende do freguês, claro).

Dicas: eu nunca consegui colocar o parmesão na carne porque fica sempre salgado o suficiente pra não aceitar mais nada salgado; quando eu falo cobrir com nata, eu quero dizer nata mesmo, daquela que aqui em Recife praticamente só vende no Mercado da Madalena, onde sempre tem fresquinha, vinda do sertão da Paraíba, no sábado, e às vezes acaba no sábado mesmo.

Muita gente não gosta muito de batata doce, então vale outro purê qualquer, mas, pra quem gosta um pouquinho que seja, vale a pena fazer de batata doce mesmo porque se harmoniza de forma perfeita com a carne perfumada pelo gengibre e alecrim.

Eu gosto de carregar no gengibre e no alecrim, por isso batizei a carne de sol de Jacinto de Perfumada.

Até a próxima!

Tati Mariz