Archive for dezembro \19\UTC 2008

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VINAGRETE DE MELANCIA

dezembro 19, 2008

carneiros_4321Como já é uma tradição de quase 10 anos, alugamos uma casa em carneiros neste final de ano, que, a bem da verdade, começou mais cedo, já no primeiro final de semana de dezembro, com direito ao feriado de Nossa Senhora da Conceição (minha mãe, minha rainha), no dia 8/dez.

Foi uma turma ótima e abrimos a temporada em grande estilo, com lagostas trazidas da PB, muito espumante, e o delicioso arroz de polvo de lúcia, já postado aqui no blog, além de ostras frescas e o peixe “pescado” por Tiago e Caco!

Para acompanhar, além de maionese verde de batata, igualmente já postada, fizemos uma salada de folhas e um molho vinagrete especial para ela. Eu havia lido a respeito desse vinagrete na internet e estava apenas aguardando a melhor oportunidade para experimentar… a oportunidade não poderia ser melhor: beira mar da praia dos carneiros!

O  molho é super simples e o  resultado é divino! O segredo é substituir os tomates por melancia, cortada em cubinhos, exatamente como se faz com o tomate para o tradicional molho vinagrete. Daí, coloca cebola e cheiro verde e acrescenta azeite, sal, pimenta do reino e também uma porção de suco de limão e 2 do de laranja. Eu acho que usamos uns 2 limões e 4 laranjas….

Ficou ótimo, super refrescante! Todo mundo gostou! Deu um upgrade fenomenal na salada, ainda mais porque os follllhooooooooosos eram acompanhamento para as famosas lagostas grelhadas de tati e bebíamos um espumante rose bem geladinho…. tudo ao som dos coqueiros na praia, que coisa mágica!

Beijos

Sandra

ps. vamos repetir ainda nesta temporada, com certeza!

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Recesso?

dezembro 19, 2008

Parece que o número infindável de confraternizações está prejudicando não apenas o cérebro da galera, mas também o blog, que tá um marasmo só! Nem uma receitinha de peru de natal!! De minha parte, confesso que estou mesmo um pouco seqüelada depois de 1 semana em carneiros e 5 dias no rio, com direito a madonna  (sim, pedrinho, eu até viajo um pouquinho!), além de confraternização dia sim outro também desde que desembarquei da cidade maravilhosa!

Lá, não cozinhamos nada e, na verdade, mal comemos, mas, em compensação, bebemos a valer! Foi ótimo! Mas mesmo assim deu pra almoçar divinamente no Qadrifoglio (onde nos lembramos muito de toinho ), tomar sorvete na Mil Frutas (o tradicional queijo com goiabada e o inusitado de laranja com gengibre!), comer bolinhos com muitoosss chops no Bracarense, além  de almoçar no Aprazível, em Santa Tereza e jantar no Carlota, no Leblon, etc… A única bola fora foi o café da manhã na Confeitaria Colombo do Forte Copacabana: a gente foi no domingo de manhã, todos meio ressacados e com fome, esperamos um tempão por uma mesa, aproveitando para admirar a exposição de arte que estava no local, certamente com a curadoria de Moacir dos Anjos, e quando enfim sentamos, nada funcionava, o serviço era terrível, os pedidos vieram incompletos, uma tragédia!

Quadrifoglio – Rua J. J. Seabra, 19 – Jd Botânico – Tel: (21) 2294-1433

Mil Frutas – Rua JJ Seabra, s/nº – Jd Botânico -Tel: (21) 2511.2550

Bracarense – R. José Linhares, 85 – Leblon –  Tel: (21) 2294- 3549.

Aprazível – http://www.aprazivel.com.br/

No mais, pra mim, a sensação da viagem foi o carrinho de chops que tinha do lado de fora do maraca, antes do show de madonna! Um carrinho tipo de sorvete, só que muito melhor, já que era de chopp brahma, geladíssimo, por R$ 3,50 o copo de 400 (ou 500)ml. Nunca tinha visto um daqueles e adorei! Vamos importá-lo pra BV e Olinda? Podemos ficar ricos…. ou gordos!

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No mais, como não conseguimos chegar nunca no Pavão Azul, em Copacabana, pra tomar mais chops e comer o delicioso bolinho de bacalhau de lá, apresentado por Marquinhos, na penúltima viagem ao rio, teremos que voltar à cidade maravilhosa o quanto antes!

Beijos e Feliz Natal

Sandra

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Lombo de Porco

dezembro 10, 2008

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Cortei no meio um lombo, e passei uma mistura de temperos q, pelo q me lembro era, um tempero pra carne q compramos no mercado público (já dechavei esse tempero no post da picanha), pimenta Síria, cominho, alecrim em pó, misturado com um pouco de sal grosso, pilei tudo seco e depois misturei com azeite. Tinha feito algumas horas antes pro azeite agir e aglutinar/potencializar esses sabores.

Deixei a carne pegando gosto um bom tempo enquanto a frigideira ficava bem quente no fogo, selei todo o lombo e coloquei na assadeira, arrudiado com umas rodelas de batata, cortada com casca e com grossura de um dedinho.

No depósito onde a carne tinha ficado, misturei suco de 3 laranjas com o q tinha restado do tempero e despejei em cima do lombo, despejei depois quase a mesma quantidade do suco das laranjas de óleo de soja, fica um pouco demais mas acho isso importante pra textura e gosto da batata no final.

Coloquei no forno em 205ºC previamente aquecido, deixei a primeira meia hora com um papel alumínio, depois tirei e dei um banho na carne com o molho da assadeira. Depois da segunda meia-hora, dei outro banho, e depois de 15’ dei outro banho e pincelei mel de engenho, deixando passar mais 15 minutos antes de tirar do forno, nesses últimos minutos dei uma bombada no forno colocando no seu máximo pra rolar aquela queimadinha e a crosta com o mel.

Servi com a batata q tava tenra e em alguns momentos crocante, o lombo fica bem úmido e ainda tem o molho q serve por cima.

Esse foi teste pro jantar de final de ano, pragente começar 2009 fuçando pra frente!

Abraços e boas festas!!!

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Cebola Recheada

dezembro 9, 2008

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Essa eu fiz ontem,

Peguei 4 cebolas médias pra grande, quanto maior mais recheio, descasca e coloca pra cozinhar durante 20 minutos, mais ou menos.

Enquanto isso piquei bem pequena, uma linguiça portuguesa.

Depois de cozidas, escorri, tirei o miolo delas e reservei numa assadeira untada. Muito cuidado pra num se queimar!

Piquei bem picado o miolo q tirei das cebolas e comecei a refogar com a linguiça e uma potoca de uma pasta de alho com bacon q comprei no supermercado, essa pasta num é lá essas coisas mas tô usando pra acabar logo…

Qdo começou a soltar a gordura e já dar uma queimadinha coloquei um tanto de vodka, deixei aglutinar e dar o brilho, e depois rapidamente coloquei duas colheres de sopa de requeijão, um pouco de creme de leite e um tanto de queijo ralado, esse processo pode ser rapidinho pois eu ia colocar pra gratinar ainda…

Com as cebolas já na assadeira, algumas tinham ficado sem fundo, daí, antes de colocar o recheio, salpiquei o queijo ralado no fundo delas, depois pilei o recheio dentro delas e salpiquei bastante queijo ralado antes de colocar pra gratinar durante uns 15 minutos ou até dourar por cima. Ficou uma delicia!

Num outro dia, qdo fiz essas cebolas, arrudiei a borda delas com um bacon em tiras firmando com um palito de dente, mas não encontramos o bacon pra repetir essa dose.

Mais tarde, depois de dois filmes no dvd e acompanhado de uma Coca bem gelada, Tatty pegou o resto do recheio, colocou por cima dumas fatias de pão italiano com alho e salpicou queijo ralado, ficou no forno por uns 15 min, e depois saiu crocante e acompanhada de uma mostarda Dijon da boa, essa aí ficou profissa, minha gente!

bruschetta

abraços pra todo mundo!

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RISOTO NEGRO DE PATO

dezembro 5, 2008

O prato principal do já comentado e debatido jantar que teve aqui em casa, num sábado desses, foi um risoto negro de pato, como até já devo ter falado antes aqui. Juntei a fome com a vontade de comer e tomei coragem para fazer um arroz negro que, há quase um ano, quando eu estava em São Paulo, retornando de Ilhabela, comprei, entre outras coisas, naquele Empório Santa Marta, que é uma mistura turbinada de casa dos frios com pão de açúcar, na alemeda lorena, nos jardins. Na época, eu nunca tinha visto o arroz negro para vender por aqui, fiquei curiosa, segui a sugestão de helenita, e comprei 1kg do danado.  Hoje, vejo dele para vender em vários lugares aqui no Recife.

Desde então, sempre que eu via caixa do arroz no armário aqui de casa, lia alguma coisa a respeito dele, mas nunca tinha parado e marcado para, enfim, cozinhá-lo. Foi preciso comprar móveis novos para sala para me animar! (!). Nessas leituras, eu aprendi que se trata de um tipo de arroz mais forte do que o branco (comum), e que tem um gosto um meio acastanhado: 

Um arroz de grão curto e meio arredondado, textura macia, sabor e aroma acastanhado e coloração preta.

Cultivado na China há mais de 4 mil anos, com fama de produto afrodisíaco era chamado de “Arroz Proibido”, pois era consumido apenas pelo Imperador, cabendo a seus súditos somente a produção dos grãos.

O Arroz preto tem 20% a mais de proteína, 30% a mais de fibra, tem menos gordura e menor valor calórico que o arroz integral.

http://www.arrozpreto.com.br/historico.asp

Exatamente por causa dessas características, recomendam que ele seja feito com carnes fortes, como carneiro, pato e caças em geral.

Na noite anterior, antes de ir para o casamento de um primo meu, fiz um teste apenas com o arroz e um pouco de caldo de carne, para saber se o bicho era bom mesmo ou se ia me fazer perder o pato no dia seguinte. Demorei mais de 1 hora para cozinhar meia xícara pequena do arroz! Ninguém merece! Ainda bem que fiz o teste, pois, no dia D, arrumei uma panela de pressão emprestada e fiz o pré-cozimento do arroz nela… Caso contrário, acredito que estaria esperando até hoje!

No sábado à tarde, comecei o preparo  do pato, que foi a carne escolhida. Não sei se lembro de todos os passos e ingredientes, mas iniciei fazendo o caldo (ou um fundo, para os mais técnicos). Numa panela funda em fogo alto, coloquei pedaços de toucinho e deixei formar uma graxa/crosta no fundo, para, em seguida, colocar cebola, alho-poró, alho,  um pouquinho de alecrim, salsinha, meia cenoura, pimenta do reino, folha de louro, etc. Passados alguns minutos, acrescentei água fervente.

Numa assadeira ao lado, após Tiago limpar e cortar o pato, selei os pedaços do pato no toucinho e coloquei tudo, também este toucinho, na panela do caldo, que cobria completamente os sólidos todos. Depois que ferveu, baixei o fogo e deixei lá cozinhando. Não demorou muito para o pato ficar cozido, acho que era pato novo! Tiago desfiou o pato… (para felicidade de Fidel, que ganhou uns pedacinhos!)  e eu, com uma peneira, retirei as verduras do caldo, e deixei ele lá na panela tampada. Estava um cheiro MARAVILHOSO!

À noite, na panela de pressão (usada por mim pela primeira vez, com a providencial consultoria de Berna e Tatty), coloquei cebola pra dourar no azeite quente, acrescentei uns 2 dentes de alho, e o arroz (umas 4 xícaras grandes transbordando). Mexi um pouco e coloquei 1 copão de vinho branco seco. Quando o vinho secou, acrescentei uma boa parte daquele caldo do cozimento do pato e fechei a panela. Cozinhou por apenas 20 minutos, pois eu queria que ficasse quase pronto, mas não totalmente. Passado o tempo, mudei o arroz da panela de pressão para uma outra, coloquei o pato desfiado e fui acrescentando mais caldo quente aos poucos, mexendo sempre. Quando já estava quase pronto – al dente – coloquei rodelas de linguiça portuguesa, (para compensar o menor valor calórico e de gordura do arroz em si!!).

O arroz ficou lindíssimo, com um brilho intenso! Tem uma cor negra forte que me lembou a cor da jabuticaba.

Para contrastar como o negro, decorei com uns tomatinhos bem vermelhos! Eu já havia preparado estes tomatinhos à tarde, usando uma receita de Alex Atala: separei uns 15 tomatinhos tipo pêra, fiz um X na parte inferior de cada um deles e fritei no óleo bem quente, rapidamente. Da frigideira eles foram imersos num recipiente com água e gelo, por uns 10 segundos e, na seqüência, para uma marinada com 1 porção de azeite de oliva, 1/4 de vinagre e ainda salsinha picada. Passaram a tarde e começo da noite mergulhados nesta marinada, fora da geladeira. Na hora de servir o arroz, escorri e sequei os tomates e os coloquei por cima do arroz, meio de canto, com um tanto de uma ervinha fresca por cima, que acho que era salsinha. O contraste entre as cores dos tomates e do arroz ficou bem bonito, ainda mais porque estavam numa panela brennand lindíssima que ganhei de Helenita no natal retrasado. 

Beijos

Sandra

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Tati, a minha receita é PATÉ DE FÍGADO DE AVES

dezembro 3, 2008

A minha única receita, aliás uma adaptação do Mestre Charlô, é o PATÉ DE FÍGADO DE AVES. As “aves”, por sinal, são somente galinhas. É bem simples e sensacional. Faz sempre sucesso. Aí vai:

PATÊ DE FÍGADO DE AVES

 

INGREDIENTES

1/2 fígado de galinha; (meio quilo, não?)

300 g de margarina (não serve manteiga e não sei o porquê);

1 xícara de creme de leite fresco;

2 colheres de chá de sal;

Pimenta do reino moída na hora;

1 colher de chá de noz moscada ralada;

4 colheres de farinha de trigo;

4 ovos;

4 colheres sopa de conhaque Remmy Martin, de preferência (ou Napoleon).

MODO DE PREPARO

Bater o fígado bem limpo no liquidificador;

Peneirar e bater novamente com todos os outros ingredientes;

Por último o creme de leite;

Assar em forma de bolo inglês (de preferência de ferro com tampa), untada;

Cobrir com papel de alumínio em banho-maria no forno por mais ou menos 1 hora;

A 100º graus

Esperar esfriar

IMPORTANTE:

Faca o teste do palito para verificar o ponto;

Deve sair úmido, mais sem a massa grudada nele;

Dura aproximadamente 3 meses na geladeira. Nunca congelar.

Servir com fatias de pão, ou acompanhamento de saladas, ou puro, como entrada.

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A TERRINE DE CANARD

dezembro 3, 2008

Marc e Maninha haviam preparado com a maior dedicação uma fantástica “terrine de canard”, com a qual nos presenteou no Natal. Orgulhosa do seu presente, Ael aguardou a visita de Denish e Carmélica, para saborear a iguaria com vinhos da melhor qualidade.

 

O evento foi anunciado aos quatro ventos, mas os disputados convites foram restritos ao número máximo de lugares à mesa. Não adiantaram as reclamações, pois Ael posicionou-se firme e determinada.

 

Na noite esperada, a casa foi cuidadosamente arrumada por Fatime, antiga cozinheira que tanto nos ajudou no início do casamento, mas que agora somente era chamada para os eventos mais significativos, como aquele em que seria servida a famosa “terrine”.

 

Os poucos convidados chegaram antes da hora marcada. Posta a mesa, foram servidos os vinhos que acompanhariam a iguaria. Com pompa e circunstância, Ael ausentou-se da sala, pronta para servir o esperado manjar.  Um grito ensurdecedor vindo da cozinha estarreceu os presentes. Era Ael que anunciava o seqüestro do seu prato. Todos falavam ao mesmo tempo e ninguém entendia nada.

 

Entre assustada e constrangida, Fatime confessou que fizera uma faxina na geladeira, dali expurgando um asqueroso e mofado recipiente. Era a nossa “terrine”. A prova do crime ainda se encontrava na lixeirinha do balcão.

 

Devidamente recolhida e examinada, concordaram todos os presentes que a iguaria deveria ser saboreada, em segredo, é claro, o que de fato aconteceu entre suspiros de prazer.