Archive for maio \19\UTC 2011

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Viva dona Ana!

maio 19, 2011

http://www1.folha.uol.com.br/comida/917703-cozinheira-especialista-em-bolo-de-rolo-expoe-suas-memorias.shtml

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O ragu que não foi comido

maio 18, 2011

Passei o último feriado da páscoa no sul de Minas, na região da represa de Furnas, onde alugamos uma super casa na beira do lago, que, ali, é chamada de rancho. Por lá, estava Popó, apelido de uma portuguesa com um talento extraordinário nacozinha. Já na sexta-feira santa, ela preparou um delicioso bacalhau com natas e, no dia seguinte, a promessa era uma massa com ragu de carne de boi.

Saímos todos para as cachoeiras da região e Popó já deixou o ragu meio caminho andado. No passeio, ela me revelou a receita, o que só aumentou a vontade de prová-lo.

O ragu só ficou pronto à noite, pois ele leva horas no fogo e, antes do passeio, na verdade, ela só tinha deixado a carne temperando, sem começar o cozimento em si. Aí, foi ficando tarde, escuro, o povo com fome e tontinho, e, de repente, no meio a uma disputa velada pelas caçarolas, apareceram não sei mais quantos pratos de massa, preparados por um querido amigo paulista-mineiro, de forma que o ragu, que estava pronto, mas o macarrão ainda não, acabou ficando para o almoço do domingão, o que fez com que quase ninguém provasse, já que a maior parte, eu inclusa, voltou para sampa antes do almoço.

Meu deus, no longo caminho de 500km de volta, o assunto predominante no carro era o ragu, a gente só falava do bicho, lembrava do cheiro, enfim, lamentava e muito não ter comido….

Voltei pro Recife e o danado do ragu não saía da minha cabeça, ainda mais com o tempo chuvoso constante que tá nesta cidade, prestes a ser invadida por toda água da barragem de Tapacurá, como alardeiam boatos em todos os cantos… Aquela comidinha quentinha, a carne desmanchando, ai, eu só pensava no quanto tinha a ver com inverno.

Foi então que, no sábado seguinte, já neste longo período pós quaresma e pré carnaval, resolvi fazer o ragu de Popó, que é simples e delicioso, como devem mesmo ser estas comidas com jeito de aconchego.

Segundo a dona da receita, a carne deve ser uma que não seja gorda, como alcatra, patinho etc.. Eu usei patinho, que já comprei limpo e cortado em cubos (sim, pois não tenho obrigação!). Temperei com sal, pimenta do reino, alho e páprica doce. Aqui, um parêntese: usei exatamente os mesmos temperos daquele ragu não comido de Minas, mas a própria Popó me revelou que já colocou algumas outras especiarias para temperar a carne, variando conforme a oferta do momento.

A carne ficou tomando gosto por cerca de 1 hora e, na sequência, refoguei 2 cebolas grandes bem picadinhas no azeite quente com um pouco de manteiga, dei uma selada na carne e, então, já com o fogo bem baixo, coloquei 4 latas de tomate pelado.

Popó coloca tantas latas quanto sejam os comensais, e esta farta quantidade de latas de tomate pelado é essencial para o cozimento, para que a carne não seque durante o longo tempo que passa no fogo, coisa de 3 horas ou mais, indo até quando ela estiver completamente desmanchada, envolta num molho espesso.

Mais ou menos pelo meio do cozimento, coloquei 1 bom copo de vinho tinto e a panela seguiu no fogo baixo. Num momento em que percebi que a carne não estava ainda completamente desmanchada e o molho estava secando demais, acrescentei mais uma lata de tomate pelado, mexi bem, e deixei lá no fogo.

Esqueci apenas um detalhe que Popó havia dito, que era para acrescentar 1 colher de sopa de açúcar, necessário por causa da acidez do tomate, mas ainda bem que este esquecimento não comprometeu meu ragu!

No fim, comi ragu puro, ragu com pão, ragu com arroz, ragu de todo jeito, mas não comi ragu com massa, como era para ter sido lá em Minas… vou ter que repetir! Mas repetir esta receita super fácil não será difícil, pois, em resumo, tempera a carne, refoga a cebola, coloca a carne, acrescenta as latas de tomate pelado, baixa o fogo, coloca depois 1 copo de vinho e 1 colher de açúcar e deixa cozinhando até a carne desmanchar, pronto!

Abraços

Sandra

PS. Sim, preciso confessar, lá em Minas, no amanhecer do domingo de páscoa, galos ainda fazendo a barba, acrescentei, sorrateiramente, 1 colherada de ragu ao meu pãozinho (não, não era de queijo…. ainda!!), tava bom demais o ragu não que não foi comido (mas nem tanto assim!).

(Eita, não publiquei a receita e, hoje, quando li novamente para colocar aqui no blog, percebi que já repeti! Menina, estou vidrada em ragu!!

Bem, foi domingo passado, num almoço na casa de Ricardo e Daniela (esta, aliás, tava trabalhando no interior e nem comeu), quando assistimos à final do campeonato pernambucano de futebol, e o meu SPORT, maior detentor de títulos estaduais da história, ganhou de 1 a 0, mas não levou o caneco, havia perdido a primeira partida de 2 a 0, do Santa Cruz, aquele da série D do brasileirão; parabéns, tricolores! No preparo do ragu deste último domingo, que levou 2kg de carne e 8 latas de tomate, lembrei do açúcar e, no meio do cozimento, coloquei também umas 3 colheres de mostarda diluídas em 1 xícara de água. Desta vez, enfim, comi o ragu com macarrão, tava bom que só a peste!)

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Vatapá

maio 13, 2011

Vatapá é uma delicia eu adoro, não sei muito de medidas, mas vou tentar colocar aqui de maneira facil.
Eu faço sem camarão, pois sempre alguém tem alergia, mas se pode colocar camarão seco ou refogado junto com o peixe.
Já fiz com peixe em posta (desfiando depois) e com filé de peixe.




Primeiro agente faz o peixe com todas as verduras pra ficar bem delicia (azeite, depois coloca o peixe e as verduras, não pode demorar muito para o peixe não perder a firmeza)
Antes de fazer o peixe eu coloco pão de forma (1 pacote para 1,5kg de peixe) sem a casca de molho no leite de coco (1 litro)
– com as cascas eu coloco alho e azeite e faço torradas no forno-
Depois que o peixe estiver pronto, mistura-se o pão e se coloca o dendê até ficar com a cor de vatapá ( 1 xícara).
Ai é ir provando e ver se falta sál ou dendê.
arrozinho acompanhando, precisa mais de nada.
🙂 Tatty

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Sopa de cebola

maio 13, 2011


Eu não tomo sopa, mas Bernardo♥ fala que essa sopa é uma delicia, peguei umas receitas na internet e adpatei.

Igredientes:
700 gramas de cebola cortadas em rodelas ou meia rodela.
manteiga
azeite
açúcar (para caramelizar as cebolas)
3 colheres de sopa de farinha de trigo
2 litros de caldo carne
200ml de vinho branco
50 ml de conhaque ou uisque

Preparo:
coloque o azeite e a manteiga pra derreter no forno médio ou baixo e coloque as cebolas, misture um pouco pra o óleo passar por todas as cebolas, abaixe totalmente o fogo e tampe a panela por 15 minutos.
depois de 15m destampe e vá mexendo as cebolas por uns 35 minutos ou até que elas fiquem caramelizadas, meio douradas meio amarronzadas, essa parte é importante fazer garante o sabor da sopa.
Quando as cebolas estiverem caramelizadas junta a farinha, cozinha um pouquinho e coloca o vinho todo, o caldo vai colocando aos pouquinhos, mexendo sempre, corrige o sal e no final coloca o conhaque. Maridão adora!
🙂 Tatty

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o strogonoff do meu tio

maio 8, 2011

O strogonoff do meu tio é o melhor do mundo e ponto!

Em todas as muitas festas na casa dele, o prato de resistência era quase sempre strogonoff de filé, que, quando não aparecia na mesa em imponente rechaud de prata, tinha sua falta logo sentida e lamentada.

Meu tio mesmo sempre fazia o strogonoff e eu, metida que era, ia lá para casa dele logo à tarde, ajudar na preparação da festa, inclusive e principalmente  nacozinha, como assistente 🙂 do super cozinheiro… ai, era um sonho!

Lembro uma vez que ele estava lá, temperando a carne, colocando molho inglês, catchup, mostarda e tudo o mais que ficava numa bandeja ao lado do fogão, e que eu, um a um, ia passando para ele, odecendo-o e admirando aquelas panelas todas, o barulhinho da carne, tudo (sempre fui gulosa, embora ainda fosse magrinha….). Bem, naquele dia, depois de ter dado de um tudo para ele colocar na panela, ele vira para mim e pergunta:

  • Doca, tem mais alguma coisa aí?

[olho para a bandeja, viro para ele e digo:]

  • Bem, Tio Alberto, agora, só os remédios!

O tempo passou, as festas na casa dele rarearam e, pra piorar, o strogonoff que reinava nos anos 80 foi caindo no esquecimento, saindo de moda, passou mesmo a ser cafona, coitado!  Mas, ali na casa do meu tio, ele ainda resiste bravamente, mesmo que no canto da mesa, vendo-se obrigado a dividir as atenções com cordeiros de hoje e os rotolonis da década de 90.

Mesmo tendo atuado tantas e tantas vezes ao lado dele nas caçarolas, eu não lembrava a receita do strogonoff do meu tio, que eu antes até imaginava não ter uma receita fixa, mas sim ser fruto da inspiração ou alopração de cada dia, ledo engano.

Um dia desses, no intuito de fazer um jantar anos 80, com os quitutes todos daquela época, resolvi pedir a ele as instruções do prato e descobri que há sim uma receita, receita esta, aliás, que acabei sabendo que só Edileuza, cozinheira da casa dele há uns 25 anos, e eu (e você!), agora, sabemos, que privilégio!

O meu strogonoff do meu tio ficou bem bom, mas acho que ainda sem a mesma textura do dele, vou revisar a matéria!

A receita base leva em conta 1kg de carne, que é para ser filé mignon, por favor! Inicialmente, a pessoa limpa e corta o filé em cubos e tempera com sal, pimenta, molho inglês e 3 dentes de alho e deixa ali tomando gosto. Após isto, refoga 1kg de cebola picadinha em 200g de manteiga, mas é manteiga da boa (viu, Sandra! da boa, tipo Turvo). Deixa a cebola dourar mas sem queimar e, em seguida, acrescenta a carne e deixa ela dourar, o cheiro que subirá vai ser arrebatador! É importante ir colocando a carne aos poucos.

Quando a carne dourar e o líquido formado na panela secar, coloca uns 3 dedos de conhaque e flamba. Mais uma vez seco o líquido, acrescenta o catchup (meio frasco do pequeno), 2 latas de creme de leite sem soro, mais ou menos 1/3 de uma lata de extrato de tomate e também 2 colheres de sopa de uma boa mostarda, mexe bem e retira do fogo antes que ferva.

De vez em quando, o strogonoff do meu tio levava champions bonitos e carnudos e eu também os coloquei nesta minha primeira tentativa.

Na hora do jantar, esquentei e servi o strogonoff do meu tio apenas com um arroz branco de acompanhamento, tava bom demais o jantar, meu amigo jurado do concurso de Miss Pernambuco deu nota 10!

Beijos

Sandra

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NIRÁ, uma descoberta

maio 2, 2011

 

 Já tentei e insisti mas, realmente,não gosto de brotos. Mas um dia desses, num japonês da vida, comi um matinho verde com shoyo que apenas c0nfirmou o que um amigo meu fala: com shoyo come-se até capim…e também brotos!

Se bem que, para ser sincera, até agora não sei se o tal matinho que comi e gostei é um broto ou não, sei apenas que chama-se NIRÁ e é conhecido como “cebolinho japonês”.

Foi então que, sábado passado, passeando pelos corredores da Frutaria em Boa Viagem, me deparei com um matinho verde, parecido com capim e também com cebolinho, com uma florzinha branca na ponta, tipo um botão (de rosa), que, após confirmação com um vendedor e uma outra cliente, confirmei ser o tal Nirá.

Havia 2 molhos apenas, comprei só um, me arrpendi, deveria ter levado logo os 2!

Em casa, cortei e dispensei uns 4 dedos da base, que é a parte mais durinha,  e, em seguida, dividi os talos em  dois pedaços iguais, refoguei por uns 3 minuto no azeite quente, coloquei depois 3 colheres de sopa de shoyo, mexi rapidamente, desliguei o fogo e comemos, tava bom demais!

Quero ir lá correndo comprar mais nirá!

Abraços

Sandra