Arquivo da categoria ‘Risotos e Arroz’

h1

Fillet ao alho com risoto de aspargos e batatas

outubro 22, 2009

Todos que me conhecem sabem bem que cozinhar não é o meu forte. Adoro uma boa mesa rodeada de amigos e uma bebidinha. Pois bem, resolvi que é preciso aprimorar as habilidades para receber em minha casa, ou melhor, na nossa casa: né Silvinha! Criei o Programa Ensine Paulinha a Cozinhar – sim, é um programa pois trata-se de algo a longo prazo.
Meus primeiros professores se garantiram na cozinha – Vans e Edu mandaram muito bem. Mas vamos ao que interessa, vou compartilhar a receita e dentro em breve comentarei se aprendi ou não.

As batatas:
Parta as batatas em rodelas bem grandes e cozinhe na água e sal (cuidado para não ficar molenga). Depois de cozinhadas, frite-as no azeite virando o lado até ficar dourada. Quando as outras coisas estiverem quase boas, coloque as batatas no forno com queijo parmesão do bom.

Risoto:
Lava os aspargos e tira o talinho branco. Cozinha no vapor até ficar ao dente. Depois corta em cilindro e reserva.
Doura cebola no azeite, acrescenta o arroz arbório (uma xícara para duas pessoas) e coloca um copo de vinho branco seco. O caldo foi feito com Sazon do vermelho, mas pode ser outro ou quem tiver tempo e for prendado (não é o meu caso) pode fazer um caldo de legumes. Vai colocando o caldo aos poucos e mexe. Quando tiver quase bom o ponto do arroz, coloca os aspargos e quando tiver bom insere o queijo brie.

A carne:
Corta o fillet ao tornedor (2 dedos), tempera com sal e pimenta do reino. Esquenta o azeite numa frigideira e quando tiver muito quente joga muito alho cortadinho. Tira o alho quando tiver dourado e frita o fillet no azeite do alho.

Na hora de servir, optamos por fazer pratos individuais – uma porção de carne com muito alho em cima, risoto e batata.

Esperem as próximas edições e podem ir pensando o que vocês vão me ensinar a cozinhar.

Beijos, Paulinha.

h1

Risoto Rubro-Negro

maio 29, 2009
 

DSC_7054No final do ano participamos da comemoração do natal dos highlanders. A festa aconteceu em Olinda, na casa de Guila e Baiaia. Foi uma noite muito divertida.

Foi a primeira vez que eu, Sandra, Paula e Tati participamos do natal dos Highlanders.

Neste ano, ocorreu uma inovação nos presentes, que deveriam resultar num novo encontro para continuarmos as celebrações durante o ano de 2009. A maioria dos presentes divulgados foram receitas. Esta foi preparada por Guila para presentar Vans. Guila e Baiaia receberam Vans, Edu, Nanda, Clara e Dudu para um jantar, servindo este risoto rubro-negro que, tamém, é uma homenagem ao Sport. A foto é da anfitriã Maria Chaves.

Experimentem, façam bom proveito e não esqueçam de deixar seu comentário.

Ps – Highlanders, sua receita será bem vinda ao Nacozinha.

 

Ingredientes

800 g de camarão

500 g de lula cozida em rodela

500 g de arroz

1,5 l de caldo de camarão quente

3 pimentões vermelhos

3 unidades de cebola picada

100 g de manteiga geladas

Tinta de lula

Sal

Pimenta-do-reino

Azeite extra-virgem

Páprica

Modo de Preparo

Limpe os camarões, mas conserve as cabeças e as cascas. Tempere com sal, pimenta e páprica e reserve. Em uma panela ferva as cabeças do camarão junto com as cascas em 1,5 l de água. Após a fervura, reserve o caldo e jogue o restante fora. Em outra panela, refogue a cebola em azeite. Quando ficar transparente, coloque o arroz e deixe fritar por aproximadamente 1 minuto. Acrescente a tinta de lula no caldo do camarão, misture e adicione o arroz. Abaixe o fogo, acrescente sal e deixe cozinhar. Administre o cozimento adicionando mais caldo de camarão quando necessário. Quando estiver quase seco, desligue o fogo, adicione a manteiga gelada e as rodelas de lulas cozidas. Mexa bem e reserve aquecido. Em uma frigideira antiaderente, frite rapidamente os camarões e os pimentões em tiras em um pouco de azeite. Quando estiverem opacos, estão no ponto. Não frite demais, senão ficam “borrachudos”. Monte o prato enformando o arroz negro com lulas no centro do prato. Coloque por cima os camarões e os pimentões e regue com azeite extra-virgem. 

h1

(novo) RISOTO DE CAMARÃO

maio 6, 2009

Neste ano de bons feriados, o  primeiro de maio caiu numa sexta e, já na quinta, começamos a ocupar o Sítio São Benedito, lá na (nossa) praia dos Carneiros.

Parece que a sensação gastronômica do feriado foi Ernesto, o carneiro, mas antes de entrar nele aqui no blog, resolvi postar, primeiro, a receita de um dos nossos jantares, justamente o da sexta à noite, depois de um dia ótimo de praia, amigos, crianças e churrasco.

dsc03056

dsc030465

À tarde, Lúcia salvou a lavoura e já descascou os camarões, ajudando e muito  às cozinheiras da noite: eu, Tati, Gisela e  Adriana, que mexemos aquele risoto, e Ceó, que também deu seu show entre a pia e caçarolas!

Fizemos um caldo de ervas, com salsão, salsinha, hortelã, canela, manjericão, tudo fresco, tomilho em pó, pimenta rosa, e sal. No azeite e manteiga quentes, refogamos 2 cebolas roxas picadinhas e, na sequência, acrescentamos 3 xícaras de arroz para risoto, vinho branco e, seguimos cozinhando, mexendo e acrescentando o caldo. Depois, colocamos 3 xícaras de quinua em grãos e seguimos no mexe mexe.

Quanto ao ponto da quinua, eu acho que, na próxima vez, ela poderá ser colocada logo após o arroz, quando o vinho secar, antes da primeira concha de caldo, pois estou verificando que o tempo de cocção da quinua não é tão diferente do arroz…..

Voltando à receita, quando os grãos estavam quase prontos, colocamos os camarões crus e, depois, no fim mesmo, quando os camarões já estavam rosados, acrescentamos ervilhas daquelas bem verdinhas, que são vendidas congeladas (que fazem ploc na boca), mais umas pimentas rosas em grãos e, por último, misturamos queijo parmesão ralado e uma colher de sopa de manteiga….(risoto é feito para brilhar!).

Por cima da travessa com o risoto, para enfeite e também deleite do paladar, colocamos uns tomates cereja que eu já havia preparado ante de começar o risoto: lavei uns 30 tomates,  fiz um “x” no fundo de cada tomate e fritei no óleo quente; em seguida, tirei-os da frigideira e coloquei, também rapidamente, num recipiente com água e gelo, de onde eles foram para uma marinada de viangre e azeite, e onde ficaram até serem escorridos e serem servidos por cima do risoto. (Na primeira vez que fiz esses tomatinhos, que foi quando preparei o risoto de pato, cuja receita está postada aqui no dia 5/dez/2008, também coloquei salsinha picada nessa marinada final, mas lá em carneiros, me esqueci).

Bem, o novo risoto de camarão com ervilhas e os tais tomatinhos ficou delícia e ainda fechamos a noite com macarons de chocolate, avelã e laranja!

Beijos

Sandra

h1

Risoto de quinua com carneiro e damasco

abril 27, 2009

 

Noutro domingo, como de costume, fui almoçar na casa dos meus pais, lá em Piedade. Estávamos apenas eu e eles, já que Tiago não foi e meus irmãos, Marcelo e João, estavam cada qual em seu domicílio atual, Arapiraca e SP, respectivamente. Ah, sim, Bóris e Fidel, da ala trotskista da família, também estavam presentes!

 

Minha mãe, na véspera, havia colocado um pernil de carneiro para marinar, pernil este, vale frisar, de uma de suas reses de lá da fazenda Boa Vista, na cidade de Catingueira/PB, terra do poeta Inácio, do Capitão Crisanto, meu bisavô, também poeta, e de Antônio (de) Crisanto Dantas, meu avô materno, que mandava prender e mandava soltar!

 O pernil foi assado no domingo mesmo e almoçamos com salada, farofa bolão de jerimum e, ainda, um molho adocicado, feito com a redução de shoyo e açúcar! Estava ótimo e os comunistas presentes ganharam, cada qual, um enorme osso após o almoço. O do camarada Fidel, aliás, dura até hoje, e é bem maior do que ele próprio e sua barba juntos!

 Sobrou bastante carne e, como uma boa filha que à casa torna (de passagem), levei um tupperware com várias fatias do carneiro para casa, todas devidamente lambuzadas no tal molho docinho. Durante a semana, sozinha em casa, resolvi preparar algo com o carneiro para comer e bolei um risoto a base de quinua. Olha ela aí novamente!

Piquei as fatias de carneiro e também alguns damascos secos, e reservei-os. Numa panela, refoguei, no azeite, 1 cebola roxa fatiada, acrescentei a quinua, misturei, e, logo em seguida, coloquei um pouco de vinho…. Esta parte, aliás, deu uma dor no peito, pois o único disponível era o que estava bebendo: um Viu Manent Reserva Cabernet Sauvignon 2007, recomendado, segundo constava lá num rótulo extra que havia na garrafa, por um tal de Robert Parker (para os íntimos, roberto, o garagista)… Bem, o certo é que, com pena sim, bastante pena, coloquei uma taça do vinho na panela e mexi até o bicho secar. Depois, fui acrescentando o velho caldo de ervas (fiz com alecrim, um pauzinho de canela, cebolinho, cebola, pimenta do reino, cenoura e salsão)., e segui mexendo sempre. Aqui, embora tenha usado quinua e não arroz, vai uma dica: minha mãe me ensinou que o melhor é mexer o risoto pela beirada da panela, e não no meio, pois, fazendo como ela diz, o amido do arroz se solta mais…

 Mais ou menos no meio do processo, coloquei o carneiro, o damasco e também umas pimentas do reino amassadas na hora, mexi mais um pouco e voilà, estava pronto meu risoto. Comi com rúculas frescas e, não é por nada não, estava uma delícia!!!!!!!! Não sobrou nada, nadinha, salvo um pouco para o companheiro Fernando, futuro pai do camarada Ernesto, e para Tati, que por lá em casa chegaram.

 

Beijos

 

Sandra

 

 

 

 

verde a camaleão

 

pintado a tejuaçu

 

da galinha eu quero a asa

 

do peru o sobrecu

 

da noiva eu quero a buceta

 

e do noivo a lasca do cu

 

(Capitão Crisanto)

 

 

O homem é de Catingueira

 

Terra de pedra lascada

 

Na Furna da onça pintada

 

Deixou uma garrafa de pinga

 

 

O homem que choraminga

 

Que pede perdão a amada

 

Que entra na furna de quatro

 

E, dentro, tem caganeira

 

 

Merece uma pisa de relho

 

Nos ovos quatro lapada

 

Na bunda um pilão de café

 

Mel e lambida de rês

 

 

E quando chegar sua vez

 

Não vale apelar pra Santo

 

Lembre do capitão Crisanto

 

E pense no que você fez

 

(Ricardo Gouveia)

h1

QUINUA, o grão de ouro!

abril 22, 2009
 quinua_1a_big1“A quinua é um pseudo-cereal da família das Quenopodiáceas, domesticada e cultivada há 5.800 anos nos Andes e tem diferentes centros de domesticação no Peru, Bolívia e Equador. Também chamada quínua e quinoa, o nome quinua é de origem quéchua, o idioma falado pelos antigos incas. Conhecida como o trigo dos incas, para quem a quinua era considerada uma planta sagrada, um símbolo religioso, os incas – que a cultivavam há 8 mil anos – a chamavam de Grano Madre ou Grano de Oro”. “Investigadores que vem estudando a Quinua, nas últimas décadas, constataram, que seu valor nutritivo – só comparado ao leite materno – a converte no alimento mais completo do planeta, muito superior aos de origem animal, como a carne, o leite, os ovos e o peixe.” 

E aí, vocês já comeram quinua? Bem, já faz mais de um ano que a quinua figura no cardápio de lá da casa da minha mãe, mas só ultimamente resolvi descobrir os segredos desse grão que tá tão em voga. Aqui no Recife, dá para encontrar a quinua em grão, e também em flocos ou farinha, como também em barras de cereal, granolas etc. Nos sites http://estilonatural.uol.com.br/Edicoes/17/artigo4773-1.asp  e http://boaforma.abril.com.br/edicoes/221/fechado/Dieta/conteudo_257.shtml , encontrei boas matérias sobre o assunto.

Bem, desde que me iniciei na quinua, já fiz, em pouco tempo, uns 3 risotos diferentes, sendo um deles junto com Tati, lá em Alagoas, na semana santa (receita será postada noutra ocasião), e outro também lá, que, junto com a farofa de fernando, serviu de acompanhamento para uma fraldinha DELICIOSA, que espero tenha sua receita postada aqui o quanto antes também! (Não sei se já disse, mas passamos a semana santa numa casa ÓTIMA, lá em Alagoas, na praia (deserta) do Patacho, que fica no muncípio de Porto das Pedras, logo depois de Japaratinga, no sentido PE – AL. A casa me foi indicada por Gabi e tem um site bem legal na internet http://www.praiadopatacho.com/ . Não deixem de olhar as fotos!)

Voltando ao risoto… Era domingo de páscoa e estávamos no fim do feriadão, de modo que resolvi misturar o que ainda tínhamos de quinua e de arroz arbóreo, que sobraram dos dias anteriores, quando tínhamos comido, respectivamente, risoto de codorna, só com arroz, e risoto de camarão, este só com quinua. Em síntese, foi o risoto das sobras dos grãos e deu super certo!

Para cozinhar o risoto,  fiz um caldo com alecrim, manjericão, coentro, cebola, louro, pimenta etc., tudo que ainda tinha na gaveta da geladeira. Noutra panela, refoguei uma cebola grande no azeite quente, acrescentei o arroz, refoguei um pouco e coloquei um copo de vinho tinto. Quando o vinho secou, fui colocando o caldo, devagar e sempre, mexendo sem parar. Mais ou menos na metade do cozimento do arroz, acrescentei a quinua, que tem o ponto de cocção mais rápido, e segui mexendo e pondo o caldo. Pra falar a verdade,  não sei precisar em que momento coloquei a quinua, mas já fazia alguns minutos que estava mexendo o arroz; fui pela intuição mesmo e também li o tempo de cozimento da quinua que havia na caixa, sem contar que, numa das noites anteriores, já havíamos cozinhado a quinua, quando fizemos o citado risoto de camarão com quinua.  Quando cozida, o grão se abre e, assim como o do arroz, fica inchado.

Bem, depois, acrescentei pimenta do reino e também da rosa, pimentões vermelho e amarelo cortados em tiras pequenas e também ervilha torta, que cortei em 2 ou 3 pedaços cada vagem, tudo também sobras dos primeiros dias do feriado, viva Lavoisier! Quando estava al dente, coloquei queijo parmesão ralado, mexi, mexi  e pronto, estava  pronto este risoto vegetariano a base de quinua e arroz arbóreo!

Beijos

Sandra

h1

Risoto de Codorna

março 8, 2009

Aqui estou em pleno domingão de sol, escrevendo minha dissertação, mas, por enquanto a produção não tá muito boa. Resolvi pedir um almoço que vai salvar minha inspiração: PIZZA. Enquanto a pizza não chega, vou colocar a receita desse risoto que fiz na sexta a noite.

No final da tarde desta sexta-feira recebi uma ligação de Sandra, dizendo que ela e Tati tinham acabado de ser assaltadas e, que tinham levado o carro de Tati. Na mesma hora perguntei se tava tudo bem e onde elas estavam.  Fui encontrá-las na Padaria Engenho que fica na Av. 17 de agosto. Aparentemente, estavam tranquilas, mas, estavam as duas nervosas, Sandra um pouco mais do que Tati. Fomos na delegacia e prestamos queixa. Vale ressaltar que tive a impressão que o policial estava nos fazendo um favor e, que não era sua função.

Queixa prestada, fomos lá para casa e, rapidamente, Paula chegou por lá. Para relaxar um pouco, Sandra sugeriu assistirmos Lost, os primeiros capítulos da atual temporada. Foi mal pessoal, mas, não dava para negar.

A PIZZA CHEGOU!!!!!!!! Depois continuo. 

Terminei de comer a pizza e posso continuar escrevendo o post.

Além  de assistir Lost, resolvi preparar o nosso jantar, foi quando tive a ideia de preparar o risoto de codorna.

Sandra tinha comprado duas codornas para eu comer, quando ela estivesse em Galinhos, mas, até então eu não tinha preparado.

Peguei as duas codornas do congelador e coloquei no microondas para descongelar. Enquanto descongelava, piquei uma cebola roxa, meio pimentão vermelho e dois dentes de alho. Aproveitei e cortei mais uma cebola grande, a outra metade do pimentão e mais três dentes de alho em pedaços grandes e um pedaço de presunto de peru defumado em quadradinhos, para a preparação do caldo.

Quando as codornas descongelaram, temperei-as com pimentas do reino e  da jamaica moídas, sal grosso moído, a cebola, o pimentão e o alho picados, um pouco de vinho tinto e azeite e, por último coloquei um pouco de chili da turquia, presente da minha tia guida.

Deixei na geladeira pegando gosto, enquanto assistíamos o resumão das últimas temporadas e o primeiro capítulo de Lost. Por sinal, a série continua muito louca.

Quando terminou o primeiro capítulo, fui para a cozinha preparar o jantar.

Comecei pelo caldo, colocando uma chaleira de água para ferver. Numa panela funda, coloquei metade das cebolas para dourar com azeite, deixando até que  ficassem um pouco queimadas. Acrescentei o restante das cebolas, o pimentão, o presunto e o alho, e deixei no fogo até o fundo da panela ficar um pouco queimado. Neste momento, coloquei a água quente e um tablete de caldo de galinha. Deixei no fogo baixo.

Paralelo a isso tudo, coloquei uma frigideira no fogo para selar as codornas. Quando a panela tava bem quente, despejei as cordornas e mantive virando até ficarem douradas. Reservei os temperos das codornas para o risoto. Depois, coloquei as codornas no caldo para terminar de cozinhar.

Codornas prontas, tirei-as do caldo e comecei a preparação do risoto, refogando os temperos que tinha reservado no azeite. Sandra me ajudou nesse momento, colocando mais meia cebola picada para refogar, pois, tinha achado pouca cebola. Aproveitei para desfiar e reservar as codornas.

Depois, juntei as novas cebolas na panela do risoto, dei mais uma refogada, acrescentei duas xícaras e meia de arroz arbório, mantive refogando mais um pouco, e coloquei vinho tinto, misturei tudo até evaporar todo o vinho.

Comecei o processo de cozimento do arroz, colocando o caldo aos poucos, deixando secar e acrescentando mais caldo, sempre misturando. Nesta etapa, Fernando chegou e me ajudou mexendo um pouco.

Quando o arroz tava quase no ponto, coloquei a carne  e cozinhei até o arroz cozinhar totalmente, deixando-o al dente. Por último, coloquei queijo de coalho ralado para derreter, mais uma contribuição de Sandra, servindo o risoto logo em seguida.

 Comemos o risoto e fomos para o quarto para assistir os outros episódios de Lost. Fernando foi logo embora, pois, não gosta da série. Sandra e Tati dormiram rapidamente, restando eu e Paula acordados. Assistimos todos os capítulos que tinha, foram mais quatro e, dá para confirmar que Lost continua muito louco.

No sábado de manhã, recebemos um ligação, informando que tinham achado o carro. Fomos buscar e resolver a baixa na polícia. Mas, isso é história para o próximo post.

Beijos e abraços, 

Bolo

h1

ARROZ COM GENGIBRE

março 2, 2009

From cabecademaracana

Agora em fevereiro, antes do carnaval, estive na casa de Duina, em João Pessoa. Por lá, depois de muitos vinhos e risadas, jantamos um bacalhau ótimo, que estava acompanhado por um arroz de gengibre divino.

Pedi a receita do arroz, pois acho que ele vai bem com muita coisa, e até mesmo puro, de tão bom que é! (Pena que pretendo passar um bom tempo sem comer arroz, ainda mais se for puro, coitada! Pois é, o ano começou hoje e junto com ele, as dietas!)

Bem, o arroz é super simples: (i) cozinha o arroz branco normalmente, da maneira que preferir; (ii) depois, refoga o arroz já pronto com cebola, alho e o gengibre ralado – não me petrgunte a quantidade, tem que ir testando e provando -, mas é para colocar primeiro a cebola, esperar a bicha ficar quase transparente, e então, acrescenta o arroz, o alho, e em seguida, o gengibre ralado.

Segundo Duina, é melhor usar gengibre novinho, pois o velho arde mais e deixa um ranso.

Beijos e feliz ano novo

Sandra

h1

Linguiça com arroz integral, gororoba total!

janeiro 30, 2009

risoto-integralHoje, decidi fazer um rango aqui em casa e qdo vi, não tinha quase nada de temperos na área, nem uma cebola.

Mas tinha 3 dentes de alho, uma bandeja de Linguiça Toscana no congelador, um saco de arroz integral, vários temperos em pó q de pouco em pouco vamos testando e uma vontadezinha de continuar comendo pouco até porque o fim de semana vem aí e nunca se sabe as tentações q vão aparecer.

De prima fiquei meio puto e tentei arrumar uma corja pra babilônizar numa churrascaria, Bolão tava se acabando no banheiro e Ricardo tinha uma série de eventos pra variar (parabén Clarinha pelo primeiro ano de vida!!!). Desisti e resolvi encarar a cozinha.

Bom, vamos lá, cortei os 3 dentes de alho com casca e tudo, depois peguei uma linguiça (uma mesmo) e cortei ela bem fininha, como tava congelada deu pra cortar bem fininha mesmo, anota essa aí q é massa…

Ganhei de aniversário um azeite alhado de Keops q é show de bola, coloquei um pouco e comecei a refogar numa panela de pressão os alhos e depois a linguiça,

Coloquei também pitadas de pimenta do reino, pimenta Jamaica e coentro em pó,

qdo a linguiça começou a dobrar e o fundo da panela a corar, despejei um copo de arroz integral, mexi um pouco e depois pinguei um tanto de vinagre de arroz, mexi mais um pouco e coloquei aquela medida de lei de dois copos de água pra o de arroz q já tava lá, misturei e antes de fechar a panela botei um saquinho de Hondashi (achei q tava viajando…), um pouco de sal e outro pouco de açafrão da terra pra dar uma cor, e também, como aprendi agora na Wikipédia, q  “Sua característica principal é como digestivo e ativador da função hepática”, então tá tudo certo…

Fechei a panela de pressão sem saber no quié q ia dar, depois de mais ou menos 10/15 minutos, abri a panela e o arroz tava com essa cara aí da foto e bem molinho, mas consistente como um bom arroz integral. Pra dar um brilho coloquei uma colher de Becel, q funcionou bem e coloquei umas folhas de manjericão por cima.

Apesar do teste, fiquei surpreso como ficou saboroso, e o detalhe do manjericão me fez repetir, pra colocar mais nesse segundo tempo.

Por isso nem perdi tempo já tirei a foto e mandei a receita até pra não esquecer.

Recomendo o prato e o teste, testando ainda mais com outros ingredientes e temperos. Essa parada da panela de pressão agilizou o processo e ficou na consistencia ideal de um risoto. E acho q o Hondashi ainda deu uma cremozidade no prato além de um gosto diferente junto da linguiça.

Abraços, Berna

h1

RISOTO NEGRO DE PATO

dezembro 5, 2008

O prato principal do já comentado e debatido jantar que teve aqui em casa, num sábado desses, foi um risoto negro de pato, como até já devo ter falado antes aqui. Juntei a fome com a vontade de comer e tomei coragem para fazer um arroz negro que, há quase um ano, quando eu estava em São Paulo, retornando de Ilhabela, comprei, entre outras coisas, naquele Empório Santa Marta, que é uma mistura turbinada de casa dos frios com pão de açúcar, na alemeda lorena, nos jardins. Na época, eu nunca tinha visto o arroz negro para vender por aqui, fiquei curiosa, segui a sugestão de helenita, e comprei 1kg do danado.  Hoje, vejo dele para vender em vários lugares aqui no Recife.

Desde então, sempre que eu via caixa do arroz no armário aqui de casa, lia alguma coisa a respeito dele, mas nunca tinha parado e marcado para, enfim, cozinhá-lo. Foi preciso comprar móveis novos para sala para me animar! (!). Nessas leituras, eu aprendi que se trata de um tipo de arroz mais forte do que o branco (comum), e que tem um gosto um meio acastanhado: 

Um arroz de grão curto e meio arredondado, textura macia, sabor e aroma acastanhado e coloração preta.

Cultivado na China há mais de 4 mil anos, com fama de produto afrodisíaco era chamado de “Arroz Proibido”, pois era consumido apenas pelo Imperador, cabendo a seus súditos somente a produção dos grãos.

O Arroz preto tem 20% a mais de proteína, 30% a mais de fibra, tem menos gordura e menor valor calórico que o arroz integral.

http://www.arrozpreto.com.br/historico.asp

Exatamente por causa dessas características, recomendam que ele seja feito com carnes fortes, como carneiro, pato e caças em geral.

Na noite anterior, antes de ir para o casamento de um primo meu, fiz um teste apenas com o arroz e um pouco de caldo de carne, para saber se o bicho era bom mesmo ou se ia me fazer perder o pato no dia seguinte. Demorei mais de 1 hora para cozinhar meia xícara pequena do arroz! Ninguém merece! Ainda bem que fiz o teste, pois, no dia D, arrumei uma panela de pressão emprestada e fiz o pré-cozimento do arroz nela… Caso contrário, acredito que estaria esperando até hoje!

No sábado à tarde, comecei o preparo  do pato, que foi a carne escolhida. Não sei se lembro de todos os passos e ingredientes, mas iniciei fazendo o caldo (ou um fundo, para os mais técnicos). Numa panela funda em fogo alto, coloquei pedaços de toucinho e deixei formar uma graxa/crosta no fundo, para, em seguida, colocar cebola, alho-poró, alho,  um pouquinho de alecrim, salsinha, meia cenoura, pimenta do reino, folha de louro, etc. Passados alguns minutos, acrescentei água fervente.

Numa assadeira ao lado, após Tiago limpar e cortar o pato, selei os pedaços do pato no toucinho e coloquei tudo, também este toucinho, na panela do caldo, que cobria completamente os sólidos todos. Depois que ferveu, baixei o fogo e deixei lá cozinhando. Não demorou muito para o pato ficar cozido, acho que era pato novo! Tiago desfiou o pato… (para felicidade de Fidel, que ganhou uns pedacinhos!)  e eu, com uma peneira, retirei as verduras do caldo, e deixei ele lá na panela tampada. Estava um cheiro MARAVILHOSO!

À noite, na panela de pressão (usada por mim pela primeira vez, com a providencial consultoria de Berna e Tatty), coloquei cebola pra dourar no azeite quente, acrescentei uns 2 dentes de alho, e o arroz (umas 4 xícaras grandes transbordando). Mexi um pouco e coloquei 1 copão de vinho branco seco. Quando o vinho secou, acrescentei uma boa parte daquele caldo do cozimento do pato e fechei a panela. Cozinhou por apenas 20 minutos, pois eu queria que ficasse quase pronto, mas não totalmente. Passado o tempo, mudei o arroz da panela de pressão para uma outra, coloquei o pato desfiado e fui acrescentando mais caldo quente aos poucos, mexendo sempre. Quando já estava quase pronto – al dente – coloquei rodelas de linguiça portuguesa, (para compensar o menor valor calórico e de gordura do arroz em si!!).

O arroz ficou lindíssimo, com um brilho intenso! Tem uma cor negra forte que me lembou a cor da jabuticaba.

Para contrastar como o negro, decorei com uns tomatinhos bem vermelhos! Eu já havia preparado estes tomatinhos à tarde, usando uma receita de Alex Atala: separei uns 15 tomatinhos tipo pêra, fiz um X na parte inferior de cada um deles e fritei no óleo bem quente, rapidamente. Da frigideira eles foram imersos num recipiente com água e gelo, por uns 10 segundos e, na seqüência, para uma marinada com 1 porção de azeite de oliva, 1/4 de vinagre e ainda salsinha picada. Passaram a tarde e começo da noite mergulhados nesta marinada, fora da geladeira. Na hora de servir o arroz, escorri e sequei os tomates e os coloquei por cima do arroz, meio de canto, com um tanto de uma ervinha fresca por cima, que acho que era salsinha. O contraste entre as cores dos tomates e do arroz ficou bem bonito, ainda mais porque estavam numa panela brennand lindíssima que ganhei de Helenita no natal retrasado. 

Beijos

Sandra

h1

Risoto a la Bellini

novembro 20, 2008

bp3   Agora no meio de novembro, eu e Tiago fomos, junto com Gisela e Clemente, para Fernando de Noronha. Clemente está fazendo um trabalho lá, mais especificamente no mangue do Sueste, que é o único mangue oceânico do hemisfério sul e estava ameaçado de extinção, e, por isto, tem ido com uma certa freqüência ao arquipélago.

Ficamos na casa de Cláudio Bellini, um amigo de Clemente, também biólogo, que morou vários anos em Noronha e vem a ser um dos  fundadores do projeto Tamar. A casa é uma delícia, super charmosa e equipada, com uma vista deslumbrante!

Já sabendo que ficaríamos os 5 dias na tal casa, levamos vários temperos e ingredientes para preparar quitutes por lá, até porque os 4 já conhecíamos Noronha e a idéia era aproveitar mais e profundamente o dia, tirando as noites para relaxar, bebericar e jogar conversa fora no terraço da casa! Por ist, só saímos para jantar fora 1 noite, logo depois da palestra do Prof. Clemente no Tamar/Ibama.

Na casa, teve de tudo: a receita do Risoto de Penne (de donAna), bruschetas (para relembrar Guto e Tabatinga!), peixe e etc e tal. O peixe, vale registrar, era 100% fresco, pois foi do barco diretamente para brasa, com um pit stop nos temperos de Tiago! A compra do peixe, aliás, merece um registro mais detalhado: é que, no fim da tarde da segunda, depois de um mergulho massa no Sueste, com direito a tubarão e vááárias tartarugas, a gente foi para o porto aguardar a chegada dos barcos dos pescadores para tentar conseguir algo, já sabendo da dificuldade e guerra entre os comerciantes de lá, já que, no sábado, saímos de lá de mãos vazias! Na segunda tentativa, já mais descolados e escaldados, Gisela, com cara de pidona, sentou-se ao lado de umas mulheres de pousadas e restaurantes que também aguardavam a chegada dos peixes, fez amizade, ouviu lamúrias e ficou sabendo da vida de meio mundo de gente do arquipélago! Logo que a gente chegou, já estavam tratando os peixes do primeiro barco e uma destas moças, que tem um bar na cacimba do padre, já havia comprado todos (anchovas e atum)  e, embora ainda fosse esperar mais, não quis vender um dos dela para gente. Assim, continuamos todos aguardando e Gilda fazendo a política! O outro barco chegou e, depois de descarregarem na peixaria, o cara, do nada, resolveu que o melhor e maior (uma barracuda) seria de Gisela, e não da moça, apesar desta ter chegado antes da gente no local! A moça virou uma fera e fez um barraco, mas mesmo assim não conseguiu a barracuda pra ela! Em suma, deixamos lá 20 reais e levamos para casa a tal barracuda, que tinha uns 3,5 kg, e mais uma anchova, esta menor, de uns 2kg, que eu e Tiago acabamos trazendo para o Recife.

Voltando ao tema do post, depois deste pequeno nariz de cera (provavelmente inspirado no Prof. Clemente!), o negócio é que numa das noites, a janta foi risoto. A idéia era um risoto básico de limão, mas acabamos incrementando o danado, lançando mão dos temperos e ingredientes que havíamos levado, e o resultado ficou excelente, segundo palavras de Gildete e de nós todos!

Inicialmente, preparamos um caldo com 2 tabletes de caldo de legumes, ramos de hortelã, manjericão e alecrim frescos e ainda uma boa pitada de uma mistura de ervas secas.

Quando o caldo estava fervendo, baixamos o fogo e começamos a fazer o arroz em si. Assim, noutra panela, refogamos, na manteiga e azeite, 1 cebola cortada em cubinhos. Quando a cebola estava ficando transparente, ou, como diz Tati, quando tava com cara de que não ofenderia mais quem não gosta dela, colocamos 3 xícaras e meia de arroz arbóreo e as raspas das cascas de 3 limões sicilianos (bem lavados!!!!) e refogamos por uns 4 minutos. Depois, acrescentamos 1copo grande de vinho branco seco e deixamos evaporar. A partir daí, fomos acrescentando aos poucos o caldo quente, peneirando os ramos das ervas, e seguimos mexendo sempre, como em qualquer risoto. Logo no começo deste cozimento com o caldo, acrescentamos umas folhinhas de alecrim fresco (que eu havia levado da horta da minha mãe) e, depois, aquele tempero em pó lemonpepper, além de um pouco de sal e umas bolinhas de pimentas rosa, branca e preta e, ainda, umas 10 fatias daquelas redondas pequenas de presunto cru tipo copa cortadas em pedaços pequenos.

Seguimos mexendo e colocando o caldo e, finalmente, quando já estava no ponto, que é al dente, já seco o último caldo colocado, acrescentamos uma mistura de 3 colheres de sopa de creme de leite e 2 também das de sopa de geléia de laranja, além de um pouquinho de queijo parmesão ralado! Mais uma mexidinha rapida e 1 garrafa de vinho depois, estava pronto o nosso jantar! 

Servimos bem quente e não sobrou nadica de nada! Tava show!

Beijos

Sandra e Tiago

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.