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Rabada Ligth!

setembro 24, 2008

Peguei uma bandejinha de rabo de boi coloquei num travessa de vidro, temperei ontem com praticamente os mesmos ingredientes do lombo de porco: • duas cabeças de alho pequenas e cortadas ao meio com casca, dechava e coloca o alho entre as peças do rabo; • uma cebola e meia cortada grosseiramente; • meio pimentão; • dois tomates com semente e pele; • salpiquei com gosto: • páprica picante; • Cominho com pimenta do reino; • e tomilho; por cime banhei com: • vinagre de arroz e um terço de uma garrafa de vinho chileno q tinha aqui em casa. Coloquei pra dormir na geladeira.

Hoje fiz o seguinte: • cortei e tirei a pelicula de uma linguiça portugueza; • esquentei bastante a panela de pressão com um fiozinho de azeite; • tirei a marinada da geladeira e fui arrumando os pedaços do rabo na panela bem quente, com a gordura do osso do rabo pra baixo dei uma selada com o intuito de dar firmeza aos pedaços, pra q a carne não solte do osso no cozimento, fiz dos dois lados; • depois coloquei a marinada e a linguiça e fechei a panela.

Depois de ferver, deixei por 20 minutos, desliguei e esperei baixar a fervura naturalmente.

Abri a panela, o cheiro tava uma delícia, mas tava com pouco sal e acho q fiz uma besteira, de duas uma, ou eu não tirava a película da linguiça ou só colocava ela na segunda fervura, pois acho q ela vai se desmanchar toda nessa segunda fervura.

Bom, mas vamo continuar. Coloquei um tablete de caldo de carne ligth, e uma pitada de sal, e mais meio litro de água, pois um dos intuitos dessa rabada é o caldinho, e como disse lá em cima, na primeira fervura só foi a água das verduras, o vinagre e o vinho. Daí ela tá no forno esperando os outros 20 minutos pra ficar no grau.

Minha intenção mais tarde é, depois q esfriar colocar na geladeira e retirar aquela camada de gordura q vai vir por cima.

Amanhã tô indo pra Maraca e por motivos q não preciso revelar aqui, a curtição vai ser mais na casa mesmo, com algumas incursões ao mar e ao bar de Jorge, mas rapidinho, então essa rabada vai render como um ponche indignado pra alguns goles de Cachaça (Serrote e Engenho Bahia), jogando um dominó ou gamão.

Depois comento como ficou…

Abraços, Berna

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Atum na Chapa

julho 9, 2008

Há anos atrás comi um atum no Satyricon (R. Barão da Torre, 192, Ipanema, tel.: 21-25210627) no Rio de Janeiro, que até hoje me faz suspirar. Era um cubo de peixe bem grande, tipo uns cinco centímetros de altura, cada lado. Era demais, com uma crosta de gergelim, todo crocante por fora e praticamente um sashimi por dentro. Sensacional! E ainda tinha um molho que, se não me engano, era de limão, mas podia ser mostarda. O molho era ótimo mas a visão daquele bloco de atum, e a experiência inédita de comer a carne do peixe daquele jeito, meio crua, meio crocante, é que foi inesquecível.

Aí, desde então, procuro outro atum daqueles.

Comi um bem legal, e tão grande quanto, no Chile, no famoso Aqui esta coco (La Concepción, 236, Providênica, Santiago, tel.: 56-2-2358649). Acompanhavam uns cogumelos passados na manteiga que faziam uma diferença. Recentemente, comi um maravilhoso em São Paulo, no simpático ICI Bistro (R. Pará, 36, Higienópolis), que vinha com um purê de raiz forte que foi a grande sensação. Gosto muito do que tem no Anjo Solto (Av. Herculano Bandeira, 513, lj 14 A), que vem só com um pãozinho bem gostosinho acompanhando. Mas estou pensando em voltar lá pra tentar desmistificar, porque já comi vários parecidos, todos bons, mas nenhum como aquele.

E tava nessa, pensando que da próxima vez que fosse ao Rio iria ao Satyricon de todo o jeito, quando, assistindo a Jamie Oliver no GNT outro dia, fiquei “incrível” ao vê-lo fazendo uns frutos do mar, todos na chapa de ferro, sem óleo algum (o que permite que se esquente a bicha até o ferro preto ficar quase vermelho), que despertou de novo minha vontade de atum.

Era uma linha meio salada, só os frutos com um molhinho à base de azeite e sal temperado, meio que pra comer de entrada ou como petisco. Um dos frutos era justamente um atum, um lombo de atum, não era um quadrado, era uma coisa mais lombo mesmo, um tanto comprido e meio gordo. Na verdade, roliço feito Guto.

Fiquei com o tal atum de novo na cabeça e aproveitei uma vinda de Katarina e Marco Aurélio ao Recife para reunir os amigos em comum aqui em casa, matar as saudades dos gaúchos e experimentar o atum, na versão Jamie Oliver.

Vou logo confessar que não ficou nem parecido com o do Satyricon (que a essa altura já virou uma lenda mesmo e só me falta chegar lá no restaurante e terem mudado o cardápio) mas, enfim, o atum by Oliver ficou o pipoco mesmo assim!

 

Primeiro, comprei uns pedaços de atum, os maiores que consegui, com o Japonês da lojinha do Pina (Mercearia Oriental, no Studio Ibiza, na esquina da rua que vem da Herculano Bandeira em direção à beira mar, com a Navegantes do Pina, ali no combalido Pólo Pina);

depois, deixei o atum marinando em shoyo e saquê por umas duas horas.

Aí, botei a chapa de ferro no fogão e deixei esquentar o quanto agüentei. Sempre me dá uma agonia, fico achando que já tá muito quente, mas, na verdade, acho devia ter deixado ainda mais tempo, até ficar quase em brasa mesmo.

Segundo Jamie Oliver, se estiver pelando mesmo, o peixe não gruda na chapa. O meu grudou um pouquinho, não sei se porque ainda tava um pouco molhado, ou se era o calor que ainda não foi suficiente.

O fato é que depois da chapa esquentar um tanto, sequei o atum com papel toalha e coloquei o bicho muito pouco tempo de cada lado na chapa.

O negócio é ficar vigiando o miolo do peixe, que não pode cozinhar. Quando as bordas estiverem passadas e o miolo ainda não, estará pronto.

Cortei o atum em fatias, como um rocambole, coloquei no prato, de um lado ralei gengibre, do outro, cebolinha picadinha, raiz forte nas bordas e shoyo ao redor de tudo. Aí, foi só partir pro abraço, como diria Berna.

Sim, e por falar nele, essa receita é light, galera!

Tati.

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Nhoque de Ricota

abril 30, 2008

Olha ai uma receita light e que traz sorte 🙂

Nhoque da sorte

Por superstição ou crença, cada vez mais brasileiros tradicionalmente preparam um belo nhoque todo dia 29. Diz a lenda que saborear este prato traz sorte por 30 dias seguidos!

Muita gente come apenas sete nhoques e os mastiga por sete vezes. Esta crença surgiu na Itália, quando um frade andarilho bateu à porta de um casal de velhinhos, num dia 29. Pediu um prato de comida e recebeu o único alimento que havia: nhoque. Tempos depois, voltou ao local e contou aos velhinhos que, após comer aquele prato, sua vida mudara para melhor.

Esse nhoque é muito facil de fazer e uma delícia!

Igredientes:

  • 1/2KG de ricota
  • 150g de farinha de trigo (1 xícara de chá e mais um pouquinho)
  • 100g de queijo parmesão
  • 2 ovos

Modo de fazer:

Passe a ricota na peneira, ou no amassador de batatas (voce quer uma ricota mais seca, se ela for muito molhada deixe secar um pouco na geladeira aberta), adicione a farinha os ovos e a metade do queijo parmesão, misture bem e tempere com sal, faça bolinhas dessa massa com formato de nhoque, cozinhe em bastante água fervente a medida em que eles vão emergendo retire-os com uma escumadeira, arrume-os em uma travessa e tempere com manteiga ou azeite ou o molho desejado e o resto do parmesão. Eu ontem aqui em casa fiz um molho de tomate normal, muitos tomates( que estão carésimos) cebola, alho, manjericão, tomilho e muito amor e deixa rolar.

beijo a todos

Tatty

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Beringela de Gravata

abril 27, 2008

 

 

 

 

Assim como Tiago, também iniciei uma dieta. E vou dizer uma coisa: é preciso muita criatividade pra comer bem e ainda fazer dieta. O pior é que não tem quem agüente muito tempo de dieta se as opções não forem realmente saborosas. Na verdade, desde que comecei, há mais ou menos três semanas, tenho comido bem melhor do que antes. Como não posso comer tudo, nem tanto, quanto gostaria, passo a escolher melhor o que comer. O resultado é uma dieta mais rica, menos gordurosa e nem por isso menos saborosa.

 

Esse prato, além do mais, é bem bonito, colorido, a gente já começa comendo com os olhos.

 

Usei um pacote de 250g de macarrão daqueles de gravata. Eram coloridas as gravatinhas. Duas beringelas médias, um bom pedaço de ricota light, daquelas bem secas mesmo, uma cebola grande, uns três dentes de alho, duas latas de tomates pelados, eram italianos e não tinham muita acidez, mas se só tiver do mais ou menos, vale colocar um adoçante ou um pouco de açúcar no molho pra reduzir a acidez. Um pouco de cogumelo shimeji do branco (foi a primeira vez que eu vi por aqui, comprei na Frutaria). Um nada de azeite e um punhado de um tempero italiano composto de várias ervas, todas secas, e alho, seco também.

 

Não sei direito o que eram os temperos porque comprei o saquinho de tempero, junto com vários outros, de vários sabores, quando estive na Itália agora em março, só que eu não sei italiano, então não sabia direito o que tinha em cada um, tava procurando alguém pra traduzir o nome dos temperos quando Antônia, a que ri, botou o conteúdo desse saquinho em um vidrinho, providência mais do que bem vinda porque protege o pozinho das intempéries da cozinha, recortou o título do saquinho e jogou fora o resto da embalagem, com a descrição do conteúdo junto. L . Enfim, não sei dizer o que era mas acho que se botar algumas ervas secas, mais um alho seco, mais uma  pimentinha calabresa, vai dar parecido. O importante é que fique bem cheio dos temperos e meio apimentado. Lá na Itália vende em quase todo canto esses saquinhos de temperos que a gente pode usar de várias formas, inclusive simplesmente misturando com azeite e jogando na massa. É o bicho!

 

Voltando à receita, cortei a beringela em rodelas, espalhei sobre uma tábua e coloquei sal. Dizem que se faz isso pra sair um tal amargor que ela teria. Não sei se é verdade mas que a bicha começa a suar depois do sal, ah, isso acontece.

 

Cortei a cebola em pedaços grandes, sem ser em rodelas, meio parecido com a cebola do chinês. O alho também cortei em pedaços não muito pequenos. E as beringelas, depois que suaram o tal amargor, cortei em quatro, cada rodela.

 

Coloquei bem pouquinho azeite em uma frigideira alta, em fogo baixo, e coloquei a cebola pra refogar, depois o alho. Quando a cebola já tava bem passadinha e o alho também, acrescentei as duas latas de tomates pelados. Amassei os tomates, mexi pra cá, mexi pra lá, deixei um pouquinho e acrescentei as beringelas. Deixei cozinhar um pouco, acrescentei os cogumelos, o punhado das ervas, e sal.

 

Enquanto isso, o macarrão tava cozinhando. Eu gosto de massa al dente mas quando é gravata eu deixo cozinhar um pouquinho mais, ainda assim, deixei ficar meio al dente. 

No final, quando já tava praticamente pronto, acrescentei a ricota cortada grosseiramente com as mãos.

 

Tem que tomar cuidado pra berinjela não virar pasta, o ideal é que ela fique também al dente. E eu recomendo fortemente um bom tinto porque como a massa é bem rica em ervas, cheiros e sabores, à medida em que se come e se bebe, o vinho vai potencializando os sabores, o negócio vai crescendo, crescendo. E, dependendo do vinho, já que as ervas não são alucinógenas, no final, dá até barato! Nesse dia tomamos um Bourgogne 2003, pinot noir. Como diria Berna, foi show!

 

Até a próxima.

Tati.