Archive for abril \28\UTC 2009

h1

BACALHAU AO FORNO ou “Água, meus netinhos; azeite, senhora vó!”

abril 28, 2009

Sexta-feira santa, prainha, vinho tinto,  enfim, como bons cristãos, almoçamos bacalhau! Compramos um bacalhauzão, bem alto, do porto, que correspondeu a uns 15% da feira toda! Ô coisinha cara, meu Deus!

Na vépera,colocamos o bicho na água para tirar o sal, trocando a água algumas vezes,  durante a noite e também na manhã seguinte.

Ainda na manhã cristã, tiramos as postonas de baca da água e deixamos as bichas mergulhadas no azeite, virando e regando, virando e regando.  As viradas são necessárias, a menos que você tenha um vidro de azeite só para isto e deixe as postas totalmente submersas que nem faz (ou pelo menos diz que faz) Márcio Alemão, colunista ÓTIMO da revista Carta Capital. Neste azeite, esprememos uns alhos, por sugestão da escrava japonesa do havaí, irmã bastarda de Obama e Osama!

Na hora  H, forno quente e alto, o baca na assadeira grande e com todo o azeite, colocamos um monte de cebolas cortadas em gomos e cabeças inteiras de alho, cortadas só a chapuleta, temperadas com azeite e pimenta do reino.

Para acompanhar, preparamos, paralelamente, vááááários legumes, que foram feitos, um a um, no vapor porque os tempos de cozimento são diferentes: aspargos frescos, brócolis, pimentões vermelho e amarelo, e ervilha torta. Apesar dessa fervura nos legumes, deixamos eles quase crus, que era pra no final ficar al dente.

No meio do caminho, ao percebermos que o alho ainda estava mais para cru, rolou uma operação abafa, enrolando as cabeças no alumínio. No  fim, colocamos os legumes todos na assadeira do baca, tirando o alumínio do alho.  Neste momento, regamos mais o bacalhau, e colocamos tudo no forno novamente; por pouco tempo, só pra que os sabores fossem todos agregados pelo azeite.

Como acompanhamento, rolou um purê (básico, leite e manteiga batidos no processador) de batata doce, que combinou perfeitamente com o salgadinho do baca, no caso, com  o salgadão…

Estava delícia, embora as postas mais altas do bacalhau tenham ficado um tanto salgadas, acho que era necessário mais uma noite de molho… Well, não estávamos acostumadas a trabalhar com bacalhau tão alto, coitadas! O purê de batata doce salvou as postonas e as menores (mas nem tanto), por sua vez, estavam no  ponto, assim como os aspargos, o alho, e tudo o mais.

Sandra e Tati

h1

Risoto de quinua com carneiro e damasco

abril 27, 2009

 

Noutro domingo, como de costume, fui almoçar na casa dos meus pais, lá em Piedade. Estávamos apenas eu e eles, já que Tiago não foi e meus irmãos, Marcelo e João, estavam cada qual em seu domicílio atual, Arapiraca e SP, respectivamente. Ah, sim, Bóris e Fidel, da ala trotskista da família, também estavam presentes!

 

Minha mãe, na véspera, havia colocado um pernil de carneiro para marinar, pernil este, vale frisar, de uma de suas reses de lá da fazenda Boa Vista, na cidade de Catingueira/PB, terra do poeta Inácio, do Capitão Crisanto, meu bisavô, também poeta, e de Antônio (de) Crisanto Dantas, meu avô materno, que mandava prender e mandava soltar!

 O pernil foi assado no domingo mesmo e almoçamos com salada, farofa bolão de jerimum e, ainda, um molho adocicado, feito com a redução de shoyo e açúcar! Estava ótimo e os comunistas presentes ganharam, cada qual, um enorme osso após o almoço. O do camarada Fidel, aliás, dura até hoje, e é bem maior do que ele próprio e sua barba juntos!

 Sobrou bastante carne e, como uma boa filha que à casa torna (de passagem), levei um tupperware com várias fatias do carneiro para casa, todas devidamente lambuzadas no tal molho docinho. Durante a semana, sozinha em casa, resolvi preparar algo com o carneiro para comer e bolei um risoto a base de quinua. Olha ela aí novamente!

Piquei as fatias de carneiro e também alguns damascos secos, e reservei-os. Numa panela, refoguei, no azeite, 1 cebola roxa fatiada, acrescentei a quinua, misturei, e, logo em seguida, coloquei um pouco de vinho…. Esta parte, aliás, deu uma dor no peito, pois o único disponível era o que estava bebendo: um Viu Manent Reserva Cabernet Sauvignon 2007, recomendado, segundo constava lá num rótulo extra que havia na garrafa, por um tal de Robert Parker (para os íntimos, roberto, o garagista)… Bem, o certo é que, com pena sim, bastante pena, coloquei uma taça do vinho na panela e mexi até o bicho secar. Depois, fui acrescentando o velho caldo de ervas (fiz com alecrim, um pauzinho de canela, cebolinho, cebola, pimenta do reino, cenoura e salsão)., e segui mexendo sempre. Aqui, embora tenha usado quinua e não arroz, vai uma dica: minha mãe me ensinou que o melhor é mexer o risoto pela beirada da panela, e não no meio, pois, fazendo como ela diz, o amido do arroz se solta mais…

 Mais ou menos no meio do processo, coloquei o carneiro, o damasco e também umas pimentas do reino amassadas na hora, mexi mais um pouco e voilà, estava pronto meu risoto. Comi com rúculas frescas e, não é por nada não, estava uma delícia!!!!!!!! Não sobrou nada, nadinha, salvo um pouco para o companheiro Fernando, futuro pai do camarada Ernesto, e para Tati, que por lá em casa chegaram.

 

Beijos

 

Sandra

 

 

 

 

verde a camaleão

 

pintado a tejuaçu

 

da galinha eu quero a asa

 

do peru o sobrecu

 

da noiva eu quero a buceta

 

e do noivo a lasca do cu

 

(Capitão Crisanto)

 

 

O homem é de Catingueira

 

Terra de pedra lascada

 

Na Furna da onça pintada

 

Deixou uma garrafa de pinga

 

 

O homem que choraminga

 

Que pede perdão a amada

 

Que entra na furna de quatro

 

E, dentro, tem caganeira

 

 

Merece uma pisa de relho

 

Nos ovos quatro lapada

 

Na bunda um pilão de café

 

Mel e lambida de rês

 

 

E quando chegar sua vez

 

Não vale apelar pra Santo

 

Lembre do capitão Crisanto

 

E pense no que você fez

 

(Ricardo Gouveia)

h1

Fraldinha no Envelope

abril 24, 2009

A fraldinha, também chamada de bife do vazio, vazio ou diafragma bovino, está localizada entre a parte traseira e a costela do boi, representando aproximadamente 2,62 % da carcaça. Item 16 na fota ao lado. boi1

Há tempos, tenho preferido carnes outras que não a nossa famosa, e saborosa, picanha. Cansada do gosto da citada peça, resolvi procurar novos sabores e descobri, com o meu sócio e amigo Bruno, a Fraldinha. A do Spettus do Derby é bem legal, tá valendo pra quem quiser experimentar antes de se arriscar. Mas não se compara com a que comemos no início do ano, em uma das várias comemorações do aniversário de Sandry, lá na casa de praia de Fernando, a do litoral norte, em Nova Cruz. Foi temperada por Anete, Chefe da Cozinha da maravilhosa casa de Fernando, e assada na brasa, no papel laminado, conforme sua própria orientação. Não sabemos ao certo quais temperos foram usados pela talentosa cozinheira mas havia alecrim e tudo foi regado com vinho. Do bom! É claro (!), que na adega da casa de praia de Fernando não tem vinho mais ou menos! Podem perguntar a Helena, que costuma frequentar aquela casinha tão simpática.

Bem, no último feriado, Semana Santa, depois do jejum e de termos quitados os pecados com os santos, deixei marinando, de um dia pro outro, uma peça de Fraldinha que devia ter um quilo e pouco. Usei um dos vinhos tintos que tínhamos levado (era bom mas não como os de Fernando!) e coloquei cebola, alho, alho poró, alecrim, hortelã, manjericão, salsa, coentro, cebolinha, pimenta preta e vermelha, em grãos; tudo isso picado meio na grosseria, e tudo ao vivo, fresco, como se diz.

Aproveitei uns temperos que Tiago e eu ganhamos do povo que foi pra Turquia e coloquei, ainda, um tal de “all spices” (que, pelo nome, deve ter um monte de coisa junta) e outro chamado “meet ball” (que, suponho, sirva mesmo pra temperar carnes). Também coloquei um chamado “red pepper” (ou algo que o valha) e que, evidentemente, é pimenta vermelha. Só que é mais forte do que essa de bolinha de que falei no começo. Enfim, botei tudo que tinha à mão naquele dia. Tanto frescos, quanto comprimidos. Depois, já com o vinho, coloquei na geladeira e fui virando de vez em quando pra pegar bem o tempero em toda a carne. Fiz isso vááárias vezes ao longo do dia que passou na geladeira a carne.
No dia do almoço, liguei o forno e deixei ficar bem quente enquanto envolvia a carne em papel laminado, fiz um envelope, como aprendi (mas nem deu tão certo nessa primeira vez) com Jamie Oliver em seu programa de tv, e coloquei no forno já quente. Baixei um pouco o forno, mas não ficou exatamente em forno baixo, não. Ficou no médio pra alto. Deixei uns 40 minutos. Acho que olhei aos 35 e deixei mais uns sete.

Quando abrimos, o cheiro de ervas tomou conta do terraço, a carne, molhadinha, mais pra mal passada… Uma delícia! E harmonizou muito bem com o risoto vegetariano e a farofa-fá de banana com castanha do pará, já postada por aqui. Sensacional nosso almoço de Domingo de Páscoa!

Lembrei de tu, Berna, ao preparar (porque dei uma boa esfregada nos temperos) e na hora de comer, porque a bicha tava suculenta. Paula Magalhães foi quem não se deu tão bem, ficou pra pegar a carne por último e não sobrou pedaço tão nobre pra ela, bichinha! É que a Fraldinha, além da gordura, tem uns nervos, músculos, sei lá, que têm que ser retirados antes ou depois de pronta a carne. Eu tirei uma parte antes mas a outra foi parar no prato dela, coitada! Na próxima, Dra. Paula, servirei a senhora primeiro.

Bj e até o próximo feriadão gastronômico! Tati

h1

CHEESECAKE DE MORANGO

abril 23, 2009

cheesecake

Faz um tempo, resolvi fazer um cheesecake de morango. Na época,  lembro que pesquisei que só na internet e acabei misturando duas das várias receitas que encontrei, que já fiz umas 3 ou 4 vezes. Numa delas, lembro eu, foi para um brunch no ano passado, por ocasião do aniversário de Paula. Foi a última vez que fiz e, ao contrário das 2 primeiras, que deram super certo, a massa ficou meio queimada, mas, mesmo assim, a torta não foi perdoada, e sim devorada!

Segue a receita:

 

Massa

4 colheres (sopa) de manteiga

1/2 xícara (chá) de castanha de caju torrada

3 colheres (sopa) de açúcar mascavo

1 pacote de bolacha maria

1 pitada de gengibre em pó

 

Recheio

400g de ricota fresca peneirada

1 embalagem cream cheese light

1 lata de leite condensado

1 lata de creme de leite sem soro

2 ovos inteiros

2 gemas

1 colher de sopa de suco de limão

1 cálice de rum

 

Cobertura

2 xícaras (chá) de morangos partidos ao meio para a cobertura

 

Modo de Preparo:

Massa: bata no processador a bolacha, a castanha, o açúcar e o gengibre, até obter uma farofa. Transfira para uma tigela, junte a manteiga (reserve 1 colher de sopa) e misture com as pontas do dedos até a farofa ficar úmida. Espalhe a massa no fundo e nas laterais de uma fôrma de aro removível com 23 cm de diâmetro, untada com a manteiga reservada. pré-assar por dez minutos em forno médio (180º).

 

Recheio: Bater na batedeira a ricota e o leite condensado até obter uma mistura homogênea. Acrescentar o cream cheese, os ovos, as gemas e bater mais um pouco. Por último adicionar o creme de leite, o suco de limão e o rum e terminar de bater. Distribuir o recheio nas massas já pré-assadas e voltar ao forno até que estejam douradas. Desligue e deixe o cheesecake amornar dentro do forno. Retire do forno e leve à geladeira por 2 horas. A seguir, desenforme-o.

 

Cobertura: distribua os morangos sobre o bolo, formando uma cascata. Pincelar os morangos com calda.

SANDRA

h1

QUINUA, o grão de ouro!

abril 22, 2009
 quinua_1a_big1“A quinua é um pseudo-cereal da família das Quenopodiáceas, domesticada e cultivada há 5.800 anos nos Andes e tem diferentes centros de domesticação no Peru, Bolívia e Equador. Também chamada quínua e quinoa, o nome quinua é de origem quéchua, o idioma falado pelos antigos incas. Conhecida como o trigo dos incas, para quem a quinua era considerada uma planta sagrada, um símbolo religioso, os incas – que a cultivavam há 8 mil anos – a chamavam de Grano Madre ou Grano de Oro”. “Investigadores que vem estudando a Quinua, nas últimas décadas, constataram, que seu valor nutritivo – só comparado ao leite materno – a converte no alimento mais completo do planeta, muito superior aos de origem animal, como a carne, o leite, os ovos e o peixe.” 

E aí, vocês já comeram quinua? Bem, já faz mais de um ano que a quinua figura no cardápio de lá da casa da minha mãe, mas só ultimamente resolvi descobrir os segredos desse grão que tá tão em voga. Aqui no Recife, dá para encontrar a quinua em grão, e também em flocos ou farinha, como também em barras de cereal, granolas etc. Nos sites http://estilonatural.uol.com.br/Edicoes/17/artigo4773-1.asp  e http://boaforma.abril.com.br/edicoes/221/fechado/Dieta/conteudo_257.shtml , encontrei boas matérias sobre o assunto.

Bem, desde que me iniciei na quinua, já fiz, em pouco tempo, uns 3 risotos diferentes, sendo um deles junto com Tati, lá em Alagoas, na semana santa (receita será postada noutra ocasião), e outro também lá, que, junto com a farofa de fernando, serviu de acompanhamento para uma fraldinha DELICIOSA, que espero tenha sua receita postada aqui o quanto antes também! (Não sei se já disse, mas passamos a semana santa numa casa ÓTIMA, lá em Alagoas, na praia (deserta) do Patacho, que fica no muncípio de Porto das Pedras, logo depois de Japaratinga, no sentido PE – AL. A casa me foi indicada por Gabi e tem um site bem legal na internet http://www.praiadopatacho.com/ . Não deixem de olhar as fotos!)

Voltando ao risoto… Era domingo de páscoa e estávamos no fim do feriadão, de modo que resolvi misturar o que ainda tínhamos de quinua e de arroz arbóreo, que sobraram dos dias anteriores, quando tínhamos comido, respectivamente, risoto de codorna, só com arroz, e risoto de camarão, este só com quinua. Em síntese, foi o risoto das sobras dos grãos e deu super certo!

Para cozinhar o risoto,  fiz um caldo com alecrim, manjericão, coentro, cebola, louro, pimenta etc., tudo que ainda tinha na gaveta da geladeira. Noutra panela, refoguei uma cebola grande no azeite quente, acrescentei o arroz, refoguei um pouco e coloquei um copo de vinho tinto. Quando o vinho secou, fui colocando o caldo, devagar e sempre, mexendo sem parar. Mais ou menos na metade do cozimento do arroz, acrescentei a quinua, que tem o ponto de cocção mais rápido, e segui mexendo e pondo o caldo. Pra falar a verdade,  não sei precisar em que momento coloquei a quinua, mas já fazia alguns minutos que estava mexendo o arroz; fui pela intuição mesmo e também li o tempo de cozimento da quinua que havia na caixa, sem contar que, numa das noites anteriores, já havíamos cozinhado a quinua, quando fizemos o citado risoto de camarão com quinua.  Quando cozida, o grão se abre e, assim como o do arroz, fica inchado.

Bem, depois, acrescentei pimenta do reino e também da rosa, pimentões vermelho e amarelo cortados em tiras pequenas e também ervilha torta, que cortei em 2 ou 3 pedaços cada vagem, tudo também sobras dos primeiros dias do feriado, viva Lavoisier! Quando estava al dente, coloquei queijo parmesão ralado, mexi, mexi  e pronto, estava  pronto este risoto vegetariano a base de quinua e arroz arbóreo!

Beijos

Sandra

h1

Comprei um quilo de farinha pra fazer farofa

abril 16, 2009

Esta é uma receita que foi inaugurada no primeiro episódio do programa “Sandra – Cozinha Inteligente”, que vai ao ao todos os dias no GNT Plus (você ainda não tem GNT plus?!). Este programa foi lançado ao vivo, direto da praia do Patacho, nas Alagoas. Os picos de audiência se deram no dia da receita do risoto de codorna, mas a receita da farofa agradou aos telespectadores mais exigentes, como a francesa Paulà Silverrrá! Você deve estar pensando que a receita é sofisticada. Nada disso, vamos a ela

Corte metade de uma cebola em tiras bem fininhas e a outra metade, em cubinhos. Se você é dos que chora, coloque 2 palitos de fósforo APAGADOS na boca! Primeiro, na manteiga, torre as tirinhas de cebola. Logo depois, acrescente a cebola em cubinhos e vá mexendo. Acrescente 2 xícaras generosas de farinha e siga mexendo.

Amasse umas 10 castanhas do pará e misture à farofa, ainda no fogo brando. Por último, acrescente 3 bananas em rodelas finas. Mexa, mas não deixe que as rodelas percam a sua forma.

Naquele dia, a farofa serviu de acompanhamento, juntamente com um risoto vegetariano a base de quinua e arroz arbóreo,  a uma deliciosa fraldinha ao forno. Nota : audiência do Sandra –  Cozinha Inteligente foi maior que a do último capítulo de A Favorita!

Aguardem a receita da sobremesa apelidada por Tiago Bolo como Embaré.

Abraços,

Fernando Lima, Diretor do programa Sandra – Cozinha Inteligente.

h1

dica de katsuki

abril 15, 2009

Gostei desta dica do blog do Katsuki, o http://marcelokatsuki.folha.blog.uol.com.br/ , e resolvi copiá-la aqui:

Melhore suas fotos de comida

dicas-fotos-09

O portal Saber do Sabor dá algumas dicas básicas para quem quer melhorar suas fotos de comida. Ótimo serviço para os blogueiros de gastronomia!

Entrem em http://www.saberdosabor.com.br/fotografia4_curso1.html

Beijos
Sandra