Archive for agosto \20\UTC 2010

h1

Uma massa de pupunha

agosto 20, 2010

Este slideshow necessita de JavaScript.

h1

Rubacão?

agosto 11, 2010

Opa, depois de algumas receitas sem vingar, volto pra postar uma receita bem simples e muito gostosa q fiz ontem.

O motivo da interrogação lá em cima é pela falta de certeza sobre os ingredientes, mas vamos ver se assim tá bom mais tá faltando.

1 peça de carne de sol

meia cebola

azeite

arroz sete grãos (Raris) na quantidade do freguês

queijo de cabra cortado em cubos

2 colheres de sopa de requeijão

Escaldei a carne de sol uma vez na panela de pressão-sem-pressão, depois troquei a água, tampei e dei uma pressão de 30 min

Refoguei rapidinho no azeite a cebola cortada grosseiramente com o arroz, depois acrescentei a água da carne na pressão, naquela proporção de 2(água)/1(arroz). Na sequencia tive q colocar mais da água da carne de sol pois o arroz ainda tava al dente, e tem uns grãos q são bem duros, por isso reserve uma quantidade maior da água do q essa proporção.

Desfiei a carne toda.

Qdo já tava secando a água de novo coloquei a carne, o queijo e o requeijão, deixei uns 5 min e desliguei o forno. Mas como a panela q usei era de ferro (uma das novas aquisições feitas na Fenearte) o prato ainda ficou cozinhando por lá até todo o queijo derreter, ficando aquela massaroca delícia.

Duas observações:

1. Faltou pra completar o rubacão, o feijão verde, q eu acrescentaria junto com a carne e o queijo, e derrepente cozinharia tambem na água da pressão;

2. Tava com uma quantidade mínima do arroz, mas fiquei de bobeira como harmonizou o gosto de terra do arroz integral no prato todo.

Vou almoçar o resto agora HAUUUH! Beijos e abraços, Berna

h1

PIRÂMIDE DE BERINGELA

agosto 9, 2010

Dia desses, tinha um jantar na pauta e eu estava com vontade de fazer algo diferente, mas que não fosse trabalhoso, e sim rápido… Foi quando lembrei de uma receita que havia lido no querido blog de Katsuki, da folha.com: uma pirâmide de berinjela, tomate e queijo com vinagrete de manjericão. Resolvi e sugeri fazer a tal pirâmide para entrada, pois o prato principal, lagosta grelhada com molho de manga e curry, já estava decidido. Foi um jantar para Elza, uma amiga de Paris (sim, fui à Paris, deixei de ser rústica!), que estava de passagem no Recife. Tati estava encarregada das lagostas e eu fiquei com o preparo da entrada.

Os tomates comprados eram maduros e enormes, estavam lindos. Eram tão grandes que o raio da fatia do tomate ficou até maior do que a da berinjela, que, pela receita original deviam ser do mesmo tamanho, enfim, quem sabe na próxima vez…

A receita leva fatias de tomate, igual quantidade de fatias de berinjela e de queijo, que usei de cabra, mas já fui pensando numa versão light, com moçarela de búfala, e também em versões para quem não curte queijo de cabra, como Helena (“tem gosto cocheira de bode…”), com ementhal, gouda etc…

Pra fazer as pirâmides, precisa salgar as fatias de berinjela com sal grosso por cerca de 30 minutos e, em seguida, grelhar (fritar, sem tucanagem) as bichas com azeite numa frigideira, até a casca ficar cortável com uma colher. Na sequência, alga levemente as fatias de tomate e aí, numa assadeira untada com azeite, monta as pirâmides com a berinjela ou o tomate no fundo, nunca o queijo, intercalando as demais… Pode fazer apenas uma fatia de cada ingrediente ou, se tiver querendo comer uma coisa estilo Quéops, vai botando mais camadas. Deixei lá montado e quando tava pertinho da hora de servir, levei a assadeira ao forno quente por uns dez minutos (os tomates murcham e o queijo amolece).

O molho é um vinagrete de manjericão super fácil, que rega as bichas na hora de servir. Esse vinagrete, por sinal, deve ficar bem bom com várias outras coisas, ele é gostoso. A receita original leva também tomate seco picado, mas não tinha deste no dia do jantar. Assim, primeiro, separei um punhado de folhinhas de manjericão – minhas duas mãos juntas metade cheias –, e joguei numa frigideira com manteiga derretida e um generoso fio de azeite, onde eles ficaram uns poucos minutos, aromatizando a manteiga. Quando o cheiro do manjericão tava forte e ótimo, desliguei o fogo e, num recipiente a parte, misturei com os cubinhos sem pele e sementes de 1 tomate grandão, além de sal e pimenta do reino moída. Só não tinha mesmo o tomate seco picado (manda colocar quase mesma quantidade picada da do fresco, um pouco menos apenas, uns 80%), e ainda joguei um pouco mais de azeite, porque o vinagrete tava meio grosso.

Numa versão mais light, não faria essa aromatização da manteiga e colocaria apenas azeite, sem levar ao fogo… Mas que a versão gorda ficou boa, isto ficou!

Na hora de servir, logo que saíram do forno, coloquei as pirâmides em pratos individuais de sobremesa, com o vinagrete por cima de cada uma, e salpiquei ainda umas folhinhas frescas do manjericão, que havia separado antes de fazer o molho.

Fez sucesso e, além da versão mais light,  fiquei pensando que deve cair bem numa grelha, num churrascão, caso em que, obrigatoriamente, a fatia de berinjela ficaria na base, nunca a de tomate, tampouco a de queijo!

Até breve,

Sandra

h1

Lagosta aos Carneiros

agosto 4, 2010

lagosta

Muita gente me diz não gostar de lagosta. Eu mesma não gostava tanto assim. De uns tempos pra cá, porém,  tenho invistido nelas e os resultados têm sido bastante satisfatórios. Em geral, trago as lagostas do mercado de Cabedelo, onde as compro bem fresquinhas, mas sei que no mercado público de BV tb tem lagosta fresca, e as que Neilde, mãe de Valentina, levou pra Carneiros esse verão estavam ótimas, enormes (!), e eram de lá.

Nas minhas tentativas, observei que fogo alto e manteiga são as coisas mais importantes pra elas não ficarem borrachudas e, ao contrário, ficarem bem crocantes por fora e macias por dentro. Com aquela consistência ótima que todo camarão deveria ter, estalando quando a gente morde.

As lagostas à moda de Carneiros foram feitas na brasa, besuntando as lagostas, sem as cascas e sem vísceras, com manteiga e, depois de prontas, molhando-as no molho das Bermudas, que vem a ser um molho de manga com curry.

Pode ser manteiga comum ou de garrafa. Já usei as duas e sempre fica muito bom. Só isso e brasa já dá uma lagosta ótima. A propósito, isso tb pode ser feito no forno (alto) ou fritando a lagosta na manteiga super quente, na frigideira mesmo. Nesse caso, como na brasa, é importante não ficar virando as bichinhas, deixar elas pegaram cor pra poder virar.

O molho das Bermudas foi tirado de um livro que adoro, do jornalista Sílvio Lancellotti, chamado “160 Receitas de Molhos”, que é uma versão mais resumida e simples de um outro livro dele, “O Livro dos Molhos”. Só conheço o primeiro, edição da L&PM Pocket, que recomendo com entusiasmo.

Ele faz a receita em banho maria, eu faço na grosseria mesmo, afinal, em Carneiros, naquelas cozinhas de quem não tem apreço pela arte, não tem quem aguente ficar esperando dona maria tomar banho.

As quantidades variam conforme o doce ou azedo das frutas da ocasião, mas a proporção é mais ou menos a seguinte:

5 xícaras de chá de suco de manga, sem água, e peneirado;

2/3 de xícara de chá de suco de laranjas, tb peneirado;

1/3 de xícara de chá de suco de maracujá, tb peneirado, claro;

1/2  sumo de um limão, tb peneirado, evidentemente;

curry picante a  gosto, no nosso caso, a muito gosto, e sal.

Sílvio, além de fazer em banho maria, acrescenta aspartame (argh)

Coloco primeiro o suco da manga, quando começa a borbulhar, provo e vejo se está muito ou pouco doce; de conforme, acrescento o suco de larajna em maior ou menor quantidade; faço o mesmo antes de colocar o maracujá e o limão. Por fim, coloco bastante curry, um bem picante que trouxe da inglaterra, e sal.

Gosto de usar manga Espada, especialmente em Carneiros, porque lá é a manga que mais tem nos sítios (embora esse ano não tenha tido manga alguma dessa marca), ou Tommy porque são docinhas e não têm muita fibra. Não gosto muito da Rosa justamente por causa da fibra. 

E pronto. Com o molho feito, asso as lagostas na brasa, Sandry abre o espumante e Ana vai ao delírio!

Aí, Berna e Sandry, finalmente as Lagostas de Carneiros.

Tati.

PS. Estas lagostas vem sendo feitas várias vezes ao longo dos anos, com e sem casca, sempre fazem sucesso e sempre também com o molho de manga e curry para acompanhamento. Ontem, foi registrado o preparo das lagostas que recebi de presente de Marina Mendonça e Leo Zeba, super hiper deliciosas! Beijos, Sandra.

 

 

 

h1

Antepastos

agosto 2, 2010

Um dia desses, recebi amigos queridos para um almoço temático lá em casa, era débito de presente de Natal: um amigo secreto em que a pessoa tinha que escolher um filme para assistir com o presenteado. Como ainda era época de copa do mundo, dia do jogo de disputa do 3º lugar (Alemanha acabou ganhando da emcionante seleção Celeste), escolhi um filme sobre futebol para meu amigo rubro-negro, Adailton: o documentário gremista “Inacreditável – A Batalha dos Aflitos”. E, em homenagem ao nosso time, o Sport, montei um menu rubro-negro, com algumas pitadas em amarelo,  cor já associada ao nosso glorioso, em razão da sua maior “torcida” organizada…

O almoço foi risoto de pato negro, acompanhado de tomatinhos fritos, duas receitas que já postei aqui, e, entre uma e outra entrada, fiz 2 antepastos, um com beringela, passas, cebola roxa, alho e cachaça e outro, amarelo, com pimentão amarelo, damasco, cebola branca.

Os dois ficaram bem gosotodos, foram aprovados, inclsuive pelo nosso futuro Chef Thiago Marinho. A  cachaça paraibana que coloquei no de beringela deu um sabor bem legal, e, no amarelo, o pimentão e o damasco ficaram bem desmanchados.

Para ambos, refoguei a cebola cortada fininha, acrescentei alho, tudo no azeite bem quente; no “preto”, coloquei a beringela em pedaços, muitos com casca, além de shoyo e um tanto de cachaça durante o cozimento, bem como as passas. Quando coloquei a cachaça dei uma flambada , pro alcool evaporar, deixando, todavia, o sabor. No de pimentão, não economizei nas tirinhas do amarelo e também no damasco seco picado. Neste amarelo, sem querer, a cebola, no refogado, deu uma leve queimada, ficou bronzeada cor cobre, e, no final, este acidente acabou somando sabor.

Foi isto, simples e gostoso.

Saudações rubro-negras 🙂

Sandra

PS. As torradinhas eram vermelhas, compradas no Empório Cozinha’Art, que fica em BV, na Padre Carapuceiro. Vendem de todas as cores, tanto torradas como barquinhas de massa filo…