Posts Tagged ‘Batata doce’

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CEVICHE

novembro 5, 2009

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Num domingo desses, na casa dos meus pais, em piedade, eu e minha mãe fizemos um ceviche, usando uma receita que ela obteve ou pesquisou, não sei bem, num dos tantos livros ou cursos de gastronomia que lê e faz, como, aliás, o de agora, em SP, onde concluiu animadíssima, apesar do calorão, o curso Mesa Tendências/Semana Da Mesa  http://prazeresdamesa.uol.com.br/exibirMateria/2199/veja-como-foi-o-semana-mesa-sp

Pois bem, a receita original é assim:

Ingredientes: 

8 pessoas como entrada,

6 pessoas com prato principal,

 1kg de file de linguado, em cubos de 2 cm (uso camurim)

Suco de 8 limões (o necessário para cobrir o peixe)

1pimenta dedo de moca sem sementes, em rodelinhas

2 dentes de alho picados

500g de cebolas em rodelas

3c. s. de salsão picado

1 ramo bem pequeno de coentro

3 espigas de milho cozidos em rodelas de 1 cm

Sal

Tomate em rodelas para decorar

Batata doce em rodelas pré-cozidas para decorar

Limão em rodelas para decorar

 

 Pra fazer: Tempere os files com sal, passe para uma tigela e cubra com o suco de limão. Junte a pimenta e o alho. Misture tudo cuidadosamente. Cubra com a cebola, salsão e coentro. Acrescente as rodelas de milho e deixe curtir por 1 hora, ate que o peixe fique branco. Sirva em pratos decorados com rodelas de tomate, a batata e limão.

Nós usamos cebola roxa, colocamos mais batata do que tomate e limão, e ficou DELÍCIA! Amei, almocei e jantei cecviche naquele domingo! No final de semana anterior, minha mãe havia feito a mesma receita, na casa da minha tia, e usou tilápia ao invés de linguado, todo mundo também gostou bastante.

Beijos

Sandra

PS.  Ceviche ou Cebiche???

Discussão sobre a etimologia do nome

Aparentemente, nem os próprios “donos” do prato sabem exactamente como se deve escrever, isto porque em espanhol o “b” e o “v” tem o mesmo som (informalmente, o espanhol culto, os sons dessas letras são iguais aos do portugués) e eles referem-se a esta letras como “b-larga” e “v-curta”. Já numa coisa, eles estão de acordo: a primeira letra “não pode” ser o “z” (que eles chamam zeta, mas que na maioria das variações do espanhol fora da Espanha, é pronunciado seta).

Mas há uma teoria interessante: embora a conservação do pescado com líquidos (como a salmoura, por exemplo) seja um conhecimento provavelmente pre-histórico, os citrinos foram introduzidos na Europa pelos árabes e daí foram levados para as colónias onde, aparentemente, lhes foram dados outros usos. No entanto, a teoria continua com uma variante do escabeche, que supostamente provém da palavra árabe “iskbꪔ (em vez da vizinha “sikb⪔, que é traduzida como “guisado de carne com vinagre e outros ingredientes”) ao qual os espanhóis começaram a adicionar bastante cebola, para o tornar menos ácido. Então, o “escabeche de cebola” teria-se tornado Cebiche.

Outra versão, mais “clássica”, seria do latim “cebo” que significava “comida abundante”.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cebiche

PS2. Na última vez que fiz, debulhei o milho já cozido (que, infelizmene, não era dos mais verdinhos) e coloquei só os grãos, o que facilita pra comer.

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Carne de Sol de Jacinto

fevereiro 15, 2008

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Carne de Sol de Jacinto

Carne de sol perfumada com purê de batata doce 

Esta receita comi pela primeira vez na casa da minha tia Mabel, em João Pessoa. Achei o máximo porque mudou totalmente o meu conceito sobre carne de sol.

Sempre gostei da dita cuja mas quase sempre a carne de sol que se come é igual a todas as outras já comidas antes, variando só a maciez e a qualidade do preparo.

Depois dessa receita, percebi que se pode ir bem além da carne assada, ou frita, com cebola, e acompanhada de feijão verde, vinagrete e todos os etecéteras que normalmente vêm junto.

Quem preparou a receita (e criou também, acho) foi meu primo Jacinto que, a propósito, e para felicidade de todos os que gostam de comer bem, está prestes a abrir um bar, lá em Jampa (João Pessoa para os íntimos ou Parahyba para os que são Dantas como ele), em que ele promete apresentar aos que não o conhecem tudo aquilo que nós, seus familiares, já desfrutamos há muito tempo: comida boa, mas boa mesmo, daquela de você não querer parar de comer.

Já fiz algumas vezes essa receita, a última foi na temporada de final de ano em Carneiros, em 2007, é sempre um sucesso absoluto. É facílima de fazer, mas requer certa previdência porque precisa deixar a carne de molho antes pra retirar o sal.

Nunca sei direito pra quantas pessoas são essa quantidade de carne, mas acho que servem mais de cinco pessoas porque o volume aumenta um bocado com as cebolas. E ainda tem o purê de batata doce de acompanhamento.

Para a carne:

Deixar 1 kg. de carne de sol de molho, de um dia pro outro, trocando a água de vez em quando.

Colocar a carne de sol, já dessalgada, na panela de pressão por volta de 20 minutos e desfiá-la logo em seguida. Sem nenhum tempero mesmo.

Refogar 1 (uma) cebola picada, gengibre e alecrim a gosto.

Colocar a carne desfiada na panela e adicionar 1 tablete de caldo de verdura dissolvido em um copo de água morna.

Refogar e acrescentar 1 copo de vinho branco. Quando ficar seco, colocar 2 (dois) tomates sem pele e sem sementes. Colocar em um refratário, cobrir com nata, salpicar parmesão e um pouco de salsa e levar ao forno.

Para o purê:

 Cozinhar a batata doce normalmente em água com sal. Descascar e amassar, acrescentando leite e manteiga, como qualquer purê.

Cozinhar em um pouco de água uns tantos cravos da índia, como se fosse um chá de cravo.

Depois que o purê está praticamente pronto, acrescentar a aguinha do cravo em quantidade suficiente pra ficar com o gosto de cravo no ponto (o ponto depende do freguês, claro).

Dicas: eu nunca consegui colocar o parmesão na carne porque fica sempre salgado o suficiente pra não aceitar mais nada salgado; quando eu falo cobrir com nata, eu quero dizer nata mesmo, daquela que aqui em Recife praticamente só vende no Mercado da Madalena, onde sempre tem fresquinha, vinda do sertão da Paraíba, no sábado, e às vezes acaba no sábado mesmo.

Muita gente não gosta muito de batata doce, então vale outro purê qualquer, mas, pra quem gosta um pouquinho que seja, vale a pena fazer de batata doce mesmo porque se harmoniza de forma perfeita com a carne perfumada pelo gengibre e alecrim.

Eu gosto de carregar no gengibre e no alecrim, por isso batizei a carne de sol de Jacinto de Perfumada.

Até a próxima!

Tati Mariz