Posts Tagged ‘camarão’

h1

Quiche de Frutos do Mar

agosto 18, 2009

Mais um jantar da série Natal dos Highlanders. Desta vez, preparado de Maria para Maria.jantarhighlander014

Além do anfitriã e sua convidada, estavam presentes seus digníssimos maridos Guila e Goguinho, respectivamente, e Joana e Nara. O jantar aconteceu numa segunda-feira e foi regado a vinho, muita conversa, fofoca e risadagem, ou seja, a noite deve ter sido ótima.

O prato principal do jantar foi um Quiche de Frutos do Mar que foi acompanhado por uma salada verde de carpaccio e molho de mostarda.

A entrada foi Bruschetta (receita no próximo post) e a sobremesa foi sorvetes de fruta de seu Ivaldevan.

A receita do Quiche foi a seguinte:

Recheio: 
500g de camarão cozido
500g de mexilhão sem casca cozido
6 ovos
200ml de creme de leite

jantarhighlander018
400ml de leite
sal e pimenta
Massa:
400g farinha
200g manteiga
2 CS água
Prepara a massa e reserva num local fresco por 1 hora.
Depois molda um pirex retangular, deixando a massa bem fina.
Por cima, acrescenta os camarões e os mexilhões.
Mistura os ovos batidos, o creme de leite e o leite e joga por cima da recheio.
Cozinhar no forno alto até dourar e ficar bem seca.
Maria deixou a quiche no forno médio durante 30 minutos e mais 15 minutos no forno alto, mas, deixaria um pouco mais no forno.
Façam bom proveito e não deixem de comentar.
Abraços,
Bolo
Anúncios
h1

A melhor Fritada de Camarão e Salsa

junho 29, 2009

Esta foi mais uma maravilhosa receita apresentada aos assinantes GNTPlus no programa Sandra – Cozinha Inteligente.

O programa foi gravado na Praia dos Carneiros, e apesar da audiência não ser das melhores (faltou o diretor, a escrava assistente, animadora de torcida entre outros), o prato ficou divino-maravilhoso-surpreendente-com gostinho de limão.

Segue abaixo a receita original, para duas pessoas:

06 ovos grandes

Sal e pimenta do reino moída na hora

01 punhado de folhas de salsa fresca picadas finamentes

Raspas da casca de 1 limão siciliano

Suco de 1⁄4 de limão

01 colher de sopa, cheia de queijo parmesão ralado na hora

180g de camarões graúdos frescos descascados

Azeite de oliva

01 bom pedaço de manteiga

1⁄2 pimenta vermelha (chili) seca esmigalhada
Pré aqueça o forno à temperatura de 220ºC. Em uma tigela, bata os ovos com uma pitada de sal e pimenta do reino, depois adicione a salsa, as raspas e o suco de limão, e o parmesão. Pique grosseiramente metade dos camarões, deixando o restante inteiro, e coloque tudo na tigela. Em uma panela pesada antiaderente refratária, esquente a manteiga com uma boa quantidade de azeite até que ele comece a espumar, depois adicione toda a mistura de ovos. Mova lentamente a colher ao redor do ovo batido por cerca de 1 minuto, em fogo médio, depois leve a panela ao forno. (Você encontra fritadas muito cozidas, mas eu prefiro deixá-las no forno por um período curto de tempo para que fique levemente corada por cima e o meio esteja cozido, mas não totalmente endurecido.) Cozinhe por 4 a 5 minutos, ou até que fique ligeiramente dourada – ela crescerá um pouco e ficará deliciosamente leve. Polvilhe a pimenta do reino e escorregue a fritada para uma travessa. Fica ótima servida com uma salada simples de rúcula, um bom pão e uma taça de vinho.

No programa fizemos a receira para 08 pessoas, com 16 ovos mais 2. Sim, desse jeito. Quando a mistura já estava pronta pra ir pra panela, Sandra, inteligentemente, numa olhada rápida, resolveu acrescentar mais 2 ovos. Acho que isso fez toda a diferença. Não fizemos salada de rúcula pra acompanhar, mas eu já repeti a receita aqui em casa e fica muito bom com a dita cuja. Com o vinho não precisa nem dizer…

Até o próximo programa!

Bjs, Ceó.

h1

Risoto Rubro-Negro

maio 29, 2009
 

DSC_7054No final do ano participamos da comemoração do natal dos highlanders. A festa aconteceu em Olinda, na casa de Guila e Baiaia. Foi uma noite muito divertida.

Foi a primeira vez que eu, Sandra, Paula e Tati participamos do natal dos Highlanders.

Neste ano, ocorreu uma inovação nos presentes, que deveriam resultar num novo encontro para continuarmos as celebrações durante o ano de 2009. A maioria dos presentes divulgados foram receitas. Esta foi preparada por Guila para presentar Vans. Guila e Baiaia receberam Vans, Edu, Nanda, Clara e Dudu para um jantar, servindo este risoto rubro-negro que, tamém, é uma homenagem ao Sport. A foto é da anfitriã Maria Chaves.

Experimentem, façam bom proveito e não esqueçam de deixar seu comentário.

Ps – Highlanders, sua receita será bem vinda ao Nacozinha.

 

Ingredientes

800 g de camarão

500 g de lula cozida em rodela

500 g de arroz

1,5 l de caldo de camarão quente

3 pimentões vermelhos

3 unidades de cebola picada

100 g de manteiga geladas

Tinta de lula

Sal

Pimenta-do-reino

Azeite extra-virgem

Páprica

Modo de Preparo

Limpe os camarões, mas conserve as cabeças e as cascas. Tempere com sal, pimenta e páprica e reserve. Em uma panela ferva as cabeças do camarão junto com as cascas em 1,5 l de água. Após a fervura, reserve o caldo e jogue o restante fora. Em outra panela, refogue a cebola em azeite. Quando ficar transparente, coloque o arroz e deixe fritar por aproximadamente 1 minuto. Acrescente a tinta de lula no caldo do camarão, misture e adicione o arroz. Abaixe o fogo, acrescente sal e deixe cozinhar. Administre o cozimento adicionando mais caldo de camarão quando necessário. Quando estiver quase seco, desligue o fogo, adicione a manteiga gelada e as rodelas de lulas cozidas. Mexa bem e reserve aquecido. Em uma frigideira antiaderente, frite rapidamente os camarões e os pimentões em tiras em um pouco de azeite. Quando estiverem opacos, estão no ponto. Não frite demais, senão ficam “borrachudos”. Monte o prato enformando o arroz negro com lulas no centro do prato. Coloque por cima os camarões e os pimentões e regue com azeite extra-virgem. 

h1

(novo) RISOTO DE CAMARÃO

maio 6, 2009

Neste ano de bons feriados, o  primeiro de maio caiu numa sexta e, já na quinta, começamos a ocupar o Sítio São Benedito, lá na (nossa) praia dos Carneiros.

Parece que a sensação gastronômica do feriado foi Ernesto, o carneiro, mas antes de entrar nele aqui no blog, resolvi postar, primeiro, a receita de um dos nossos jantares, justamente o da sexta à noite, depois de um dia ótimo de praia, amigos, crianças e churrasco.

dsc03056

dsc030465

À tarde, Lúcia salvou a lavoura e já descascou os camarões, ajudando e muito  às cozinheiras da noite: eu, Tati, Gisela e  Adriana, que mexemos aquele risoto, e Ceó, que também deu seu show entre a pia e caçarolas!

Fizemos um caldo de ervas, com salsão, salsinha, hortelã, canela, manjericão, tudo fresco, tomilho em pó, pimenta rosa, e sal. No azeite e manteiga quentes, refogamos 2 cebolas roxas picadinhas e, na sequência, acrescentamos 3 xícaras de arroz para risoto, vinho branco e, seguimos cozinhando, mexendo e acrescentando o caldo. Depois, colocamos 3 xícaras de quinua em grãos e seguimos no mexe mexe.

Quanto ao ponto da quinua, eu acho que, na próxima vez, ela poderá ser colocada logo após o arroz, quando o vinho secar, antes da primeira concha de caldo, pois estou verificando que o tempo de cocção da quinua não é tão diferente do arroz…..

Voltando à receita, quando os grãos estavam quase prontos, colocamos os camarões crus e, depois, no fim mesmo, quando os camarões já estavam rosados, acrescentamos ervilhas daquelas bem verdinhas, que são vendidas congeladas (que fazem ploc na boca), mais umas pimentas rosas em grãos e, por último, misturamos queijo parmesão ralado e uma colher de sopa de manteiga….(risoto é feito para brilhar!).

Por cima da travessa com o risoto, para enfeite e também deleite do paladar, colocamos uns tomates cereja que eu já havia preparado ante de começar o risoto: lavei uns 30 tomates,  fiz um “x” no fundo de cada tomate e fritei no óleo quente; em seguida, tirei-os da frigideira e coloquei, também rapidamente, num recipiente com água e gelo, de onde eles foram para uma marinada de viangre e azeite, e onde ficaram até serem escorridos e serem servidos por cima do risoto. (Na primeira vez que fiz esses tomatinhos, que foi quando preparei o risoto de pato, cuja receita está postada aqui no dia 5/dez/2008, também coloquei salsinha picada nessa marinada final, mas lá em carneiros, me esqueci).

Bem, o novo risoto de camarão com ervilhas e os tais tomatinhos ficou delícia e ainda fechamos a noite com macarons de chocolate, avelã e laranja!

Beijos

Sandra

h1

“VINAGRETE” DE FRUTOS DO MAR

fevereiro 18, 2009

Amigos,

No fim de janeiro, a caminho de Galinhos (RN), estiveem Tibau do Sul e em Pipa, e nesta última, conheci um restaurante ótimo de um californiano que se estabeleceu na região.

Por lá, comi um vinagrete de frutos do mar delicioso, tão bom quanto o de polvo, de Lúcia, mas diferente. Levava polvo, lula e camarões, tinha um molho adocicado, cujos ingredientes acabaram sendo revelados pelo garçom, entre um grito e outro (coitado!),que  levava da provável e tresloucada esposa do californiano!

Lá, no  cardápio,  o prato, que é uma entrada, nem se chamava vinagrete, mas resolvi assim apelidá-lo.

Já aqui, resolvi fazer a receita, até para aproveitar um polvo que tinha em casa no congelador.  Decidi mudar algumas coisas: primeiro porque não sou muito fã de lula (salvo do Gama e do Da Silva!), e segundo,  porque fazia um tempo que queria também preparar ceviche, por causa de uma receita que saiu no jornal e que estava pregada na minha geladeira já há alguns meses. Resolvi misturar um pouco e deixar rolar…

Para começar, o polvo foi cozinhado como aprendi com Lúcia, de lá dos Carneiros: coloca o bicho numa panela, cobre com água, acrescenta uma ou duas cebolas cortadas ao meio, salpica sal, e cozinha por cerca de 40 minutos. Depois, corta em cubinhos e reserva.

Escolhi uns 10 camarões rosa de bom tamanho, temperei com sal e pimenta do reino e cozinhei no vapor, por poucos minutos.

Ao invés da lula, as tais que não gosto e que até já me renderam um certo constrangimento há uns anos atrás, coloquei camurim (2 postas pequenas) e atum (mais ou menos a mesma quantidade do camurim). Para estes, é que resolvi usar a técnica de cozimento do ceviche. Antes, Tati limpou e cortou em cubinhos pequenos e, na sequência, eles ficaram mergulhados no suco puro de limão taiti por uns 4 minutos.

Além do camarão, polvo e peixes, coloquei tomates (2 grandões), cebola roxa (duas), salsinha e coentro picados, como em qualquer vinagrete.

A diferença deste vinagrete é que vem agora, pois ele não leva vinagre (daí, talvez, o equívoco do apelido que escolhi, mas, enfim….), e sim suco de limão; usei suco puro de uns 6 limões sicilianos, que são menos ácidos. Além disto, a receita leva ainda 2 1/2 colheres de sopa de catchup, 3 colheres de sopa de açúcar mascavo (acabei colocando rapadura ralada, que é quase a mesma coisa), e também umas 6 pimentas de cheiro picadinhas, daquelas pequeninas, tipo malagueta (na receita original do restaurante, era  malagueta mesmo, mas usei as que tinha em casa,  da mini horta que Tiago fez no fim do ano).

Misturei tudo, acrescentei um tantão de azeite (que não sei se tinha na receita original), umas gotinhas de tabasco, estas por sugestão de jane, e levei à geladeira. 

Comeram puro e também com pão. Tava bom, bem bom, muito embora eu mal tenha provado, coitada…. pois fiquei doente. 

Sim, na próxima vez, vou lavar os cubinhos do polvo já cozido com água quente, que é para tirar totalmente uns pontinhos pretos que ficam grudados neles.

Beijos

Sandra

Ps.

lula1

Voltando às lulas, realmente já tentei comê-las + de uma vez, mas não curto muito. Antes, odiava, e agora, até consigo engolir…. (aqueles anéis a milanesa são mais fáceis….por causa da milanesa!!!!!!!!). Na época em que ainda odiava, aconteceu um causo interessate: no começo de 97,  passei 3 meses na Argentina, num tipo de intercâmbio, e, certo dia,  o irmão do meu pai-anfitrião resolveu me ofecerer um almoço. Tava tudo agendado para um bom e farto churrasco argentino, num sábadão, mas, para meu azar, embora fosse pleno verão,  amanheceu chovendo muito, o céu cinza, cinza, de modo que transferiram o almoço do jardim para a sala e mudaram de churrasco para lula recheada…. O almoço era pra mim, mas mesmo assim comi só arroz com o molhinho da lula, e não consegui nem a pau (juvenal)  engolir as bichas, não deu mesmo!  Graças a Deus,  eram todos ótimos e acabamos o almoço fazendo piada do ocorrido…(e eu com uma fome de lascar!)!

h1

FESTIVAL DO ACARAJÉ!!!

fevereiro 12, 2009

Minha gente, tinha visto uma vez num programa de tv uma insinuação de uma caixa q tinha um pó pra fazer a massa do acarajé, mas passou batido.

Qdo Tatty foi na Bahia pedi pra ela dar uma procurada por lá, ela de primeira me disse q  não existia isso. Mas insisti, como sempre impregnando.

E num foi q ela achou e ainda trouxe uma caixa com um pó de vatapá. Daí marcamos de fazer um dia o festival do acarajé aqui em casa.

Não botamos muita fé naquela novidade, achando inclusive q não ia dar certo mesmo. Mas fomos em frente e acrescentando alguns adicionais pra incrementar o bagúio.

E pra surpresa de todos ficou bom demais, até porque confio nos especialistas em acarajé q compareceram ao evento (Valentina, Jorge, Ricardo e Lucas Solano Trajano Du Peixe q degustou por tabela), além desse q escreve e da chef Tatty. Clarice, Daniela e Dona Adriana não comeram.

Além de seguir as recomendações da caixa (que inclui uma malhação de 15 minutos pra misturar a massa) fizemos o seguinte:

Compramos o óleo de dendê no mercado pra manter a origem. Fritamos nele além de acrescentar um pouco no vatapá.

acaraje2

As primeiras bolinhas não ficaram lá essas coisas, mas depois agente pegou a manha.

Batemos no liquidificador, amendoim e castanha de cajú pro vatapá e eu ainda dei uma torrada nessa farofa de amendoim e castanha com algumas cabeças de camarão e bati de novo, essa mistura agente acrescentou na massa do acarajé.

Tatty cortou bem pequeno cebola e tomate, e agente comprou 1 Kg de camarão pequeno e fresco, q eu dei uma assada no forno com bastante alho, azeite, sal e Tatty antes de servir passou na frigideira com um pouco de dendê.

acaraje1

Ah, Tatty ainda colocou uns camarões limpos no vatapá. Antes ela passou eles no azeite com Lemmon Pepper, reservando um pouco também pro recheio do acarajé.

Como acarajé é mote pra comer pimenta. Servimos com dois tipos de pimenta q tinha aqui em casa, todas bem fortes, uma mais roots, de bar, com a mistura cozida e batida, e outra de uma conserva q fiz, com louro, cachaça, azeite e um pau de canela. Todos acordaram q a pimenta roots tinha mais a ver com o acarajé.

acaraje3

Ricardo ainda trouxe uma assadeira com vários tipos de linguiça, avestrus, frango, etc acompanhadas de um molho q ele fez e q ficou muito show! Merece um post aqui.

Bom, então foi isso, e pra quem for na Bahia ou achar poraqui compre q vale a pena, economiza o trampo de descascar o feijão branco e com uns ingredientes a mais fica profissa de verdade. E agente tá com o óleo de dendê a postos.

Abraços, Berna

h1

Na (finada) Confraria: Banana Frita Al Mare

fevereiro 28, 2008

Domingo

A delícia de descobrir a culinária entre amigos

Confrarias da gula dão ótimas oportunidades de exercitar a imaginação com receitas autorais e estreitar laços de amizade

Luciana Veras
Da equipe do DIARIO

Reunir amigos ao redor de uma mesa, sem hora para acabar o encontro, com pratos preparados para a ocasião e diversas opções etílicas não implica, necessariamente, reservar com antecedência um lugar em restaurantes passíveis de estarem lotados justo naquela noite. É possível organizar uma farra gastronômica – com espaço para experimentações culinárias e iguarias inventadas – e gregária em casa. Basta, apenas, estar de acordo com algumas poucas e acessíveis regras, exercitar a criatividade na elaboração de receitas e, assim, tornar-se membro de uma confraria da gula.

A Gourmet Trash Contest manteve encontros por mais de um ano, com direito a eleição de melhor jantar do período. Fotos: Gil Vicente.
  Elas existem. Os advogados Sandra Souto Maior e Tiago Gonçalves, com outros seis casais e uma dupla de amigas, mantiveram uma confraria (chamada, com um certo carinho, de Gourmet Trash Contest ou A Confraria por alguns deles) por mais de um ano. “Algumas pessoas inventavam os pratos, outras procuravam em livros. Na nossa vez, nós inventamos tudo”, conta Sandra, que no início ainda namorava e hoje é casada com Tiago – é dos dois a receita que aparece nesta página. “Eram 16 pessoas, divididas em 8 duplas. A idéia era que cada uma ficasse responsável por um jantar. Tivemos a idéia quando foi lançado O Clube dos Anjos, aquele livro de Luís Fernando Veríssimo”, explica Tiago, que era o encarregado de organizar o calendário e de guardar a urna.

Banana Frita al Mare é criação da dupla Sandra e Tiago, mas todos colocam a mão na massa.
  Sim, nesse caso os confrades avaliavam tudo. “As regras eram que os anfitriões tinham que cozinhar tudo e o resto levava as bebidas. Marcávamos no fim de semana, quando todo mundo podia, e ficávamos nos comunicando por e-mail. No jantar, o menu era analisado sob os critérios de apresentação, originalidade, harmonia, sabor e aroma. Ao final, as pessoas votavam e a gente guardava os votos”, lembra Tiago. “As notas eram atribuídas de 0 a 10 e as pessoas podiam fazer observações”, recorda o artista plástico Rodrigo Cabral, também um confrade. União – Cabral e a esposa, Sarita Brito, entraram depois. “Pra gente foi importante, porque nosso filho tinha 4 anos e a gente estava um pouco afastado dos amigos. Com a confraria, retomamos o contato”, diz Sarita. Todos são unânimes em afirmar que a confraria serviu, também, para aproximar ainda mais a galera. “Foi tanto tempo que houve separações e reconciliações, casais acabaram e voltaram na confraria, e todo mundo ficou mais unido”, rememora Tiago. Além de fortalecer a amizade, as reuniões regulares fizeram com que alguns aprendessem a cozinhar. “Eu nunca tinha ido para a cozinha antes. Quando foi a nossa vez, fomos pesquisar em livros”, situa a arquiteta Juliana Pontes. E assim, entre dicas, palpites e sugestões, pratos de massa, coelho, carneiro, peixe, frango e camarão foram bolados. O custo era alto para a dupla que ofertava o lauto jantar, porém compensado pelos meses seguintes. “A gente gastava um bocado, mas no final valia a pena”, aponta Sandra. E cada noite de confraria se estendia pela madrugada, sem a preocupação com o tempo e com a companhia de compadres do garfo e do gargalo.
  Se a Gourmet Trash Contest chegou ao fim quando acabou o rodízio (e a urna foi aberta meses depois, numa outra farra), uma confraria da gula ainda permanece. “Já estamos no quarto ano. No começo era mais sério, o anfitrião cozinhava tudo – tira-gosto, entrada, prato principal e sobremesa – e os outros rachavam a bebida. Agora, a regra é que todo mundo cozinha”, conta a jornalista Adriana Victor. O grupo, formado por quatro casais, não tem periodicidade fixa (“depende da agenda de todo mundo”), mas perpetua a alegria de se juntar para comer bem. “Já tivemos receitas da paella, uma sobremesa maravilhosa de brownie com sorbet de frutas vermelhas, um carneiro de forno, frango ensopado, enfim, vários pratos deliciosos”, detalha Adriana. Ser confrade, como se vê, pode ser trabalhoso, mas é de um prazer indescritível.
ReceitaBanana Frita al Mare INGREDIENTES
– Banana prata
– Queijo gouda
– Queijo catupiry cremoso
– Creme de leite fresco
– Vinho branco
– Noz-moscada
– Camarões
MODO DE PREPARAR
  Coloque os camarões para cozinhar, sem casca e cabeça, sem água, apenas com sal, um tomate e uma cebola (ambos cortados em quatro partes). Separe os camarões já prontos (quando estiverem rosados) do tempero e reserve-os. Corte as bananas em tiras e frite na manteiga. Quando estiverem com uma cor bem ferrugem, coloque três tiras em cada prato de sobremesa. Para o creme de queijo, rale o gouda e coloque numa frigideira, em fogo brando, com um fio de azeite. Acrescente o catupiry e mexa sempre até obter um creme homogêneo. Adicione duas xícaras de creme de leite, aproximadamente meia xícara de vinho branco e rale uma noz-moscada. Antes de ferver, acrescente os camarões, mexa rapidamente, retire do fogo e coloque um pouco do creme com os camarões sobre cada prato com as tiras de banana frita. Deixe um ou dois camarões grandes para guarnição. Sirva imediatamente como entrada.
DICA
  A quantidade dos queijos é opcional, porém a sugestão é que para uma porção de gouda seja colocada meia porção de catupiry.

(Diário de Pernambuco – Caderno Domingo, 13/março/2005).