Archive for the ‘Boi’ Category

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O ragu que não foi comido

maio 18, 2011

Passei o último feriado da páscoa no sul de Minas, na região da represa de Furnas, onde alugamos uma super casa na beira do lago, que, ali, é chamada de rancho. Por lá, estava Popó, apelido de uma portuguesa com um talento extraordinário nacozinha. Já na sexta-feira santa, ela preparou um delicioso bacalhau com natas e, no dia seguinte, a promessa era uma massa com ragu de carne de boi.

Saímos todos para as cachoeiras da região e Popó já deixou o ragu meio caminho andado. No passeio, ela me revelou a receita, o que só aumentou a vontade de prová-lo.

O ragu só ficou pronto à noite, pois ele leva horas no fogo e, antes do passeio, na verdade, ela só tinha deixado a carne temperando, sem começar o cozimento em si. Aí, foi ficando tarde, escuro, o povo com fome e tontinho, e, de repente, no meio a uma disputa velada pelas caçarolas, apareceram não sei mais quantos pratos de massa, preparados por um querido amigo paulista-mineiro, de forma que o ragu, que estava pronto, mas o macarrão ainda não, acabou ficando para o almoço do domingão, o que fez com que quase ninguém provasse, já que a maior parte, eu inclusa, voltou para sampa antes do almoço.

Meu deus, no longo caminho de 500km de volta, o assunto predominante no carro era o ragu, a gente só falava do bicho, lembrava do cheiro, enfim, lamentava e muito não ter comido….

Voltei pro Recife e o danado do ragu não saía da minha cabeça, ainda mais com o tempo chuvoso constante que tá nesta cidade, prestes a ser invadida por toda água da barragem de Tapacurá, como alardeiam boatos em todos os cantos… Aquela comidinha quentinha, a carne desmanchando, ai, eu só pensava no quanto tinha a ver com inverno.

Foi então que, no sábado seguinte, já neste longo período pós quaresma e pré carnaval, resolvi fazer o ragu de Popó, que é simples e delicioso, como devem mesmo ser estas comidas com jeito de aconchego.

Segundo a dona da receita, a carne deve ser uma que não seja gorda, como alcatra, patinho etc.. Eu usei patinho, que já comprei limpo e cortado em cubos (sim, pois não tenho obrigação!). Temperei com sal, pimenta do reino, alho e páprica doce. Aqui, um parêntese: usei exatamente os mesmos temperos daquele ragu não comido de Minas, mas a própria Popó me revelou que já colocou algumas outras especiarias para temperar a carne, variando conforme a oferta do momento.

A carne ficou tomando gosto por cerca de 1 hora e, na sequência, refoguei 2 cebolas grandes bem picadinhas no azeite quente com um pouco de manteiga, dei uma selada na carne e, então, já com o fogo bem baixo, coloquei 4 latas de tomate pelado.

Popó coloca tantas latas quanto sejam os comensais, e esta farta quantidade de latas de tomate pelado é essencial para o cozimento, para que a carne não seque durante o longo tempo que passa no fogo, coisa de 3 horas ou mais, indo até quando ela estiver completamente desmanchada, envolta num molho espesso.

Mais ou menos pelo meio do cozimento, coloquei 1 bom copo de vinho tinto e a panela seguiu no fogo baixo. Num momento em que percebi que a carne não estava ainda completamente desmanchada e o molho estava secando demais, acrescentei mais uma lata de tomate pelado, mexi bem, e deixei lá no fogo.

Esqueci apenas um detalhe que Popó havia dito, que era para acrescentar 1 colher de sopa de açúcar, necessário por causa da acidez do tomate, mas ainda bem que este esquecimento não comprometeu meu ragu!

No fim, comi ragu puro, ragu com pão, ragu com arroz, ragu de todo jeito, mas não comi ragu com massa, como era para ter sido lá em Minas… vou ter que repetir! Mas repetir esta receita super fácil não será difícil, pois, em resumo, tempera a carne, refoga a cebola, coloca a carne, acrescenta as latas de tomate pelado, baixa o fogo, coloca depois 1 copo de vinho e 1 colher de açúcar e deixa cozinhando até a carne desmanchar, pronto!

Abraços

Sandra

PS. Sim, preciso confessar, lá em Minas, no amanhecer do domingo de páscoa, galos ainda fazendo a barba, acrescentei, sorrateiramente, 1 colherada de ragu ao meu pãozinho (não, não era de queijo…. ainda!!), tava bom demais o ragu não que não foi comido (mas nem tanto assim!).

(Eita, não publiquei a receita e, hoje, quando li novamente para colocar aqui no blog, percebi que já repeti! Menina, estou vidrada em ragu!!

Bem, foi domingo passado, num almoço na casa de Ricardo e Daniela (esta, aliás, tava trabalhando no interior e nem comeu), quando assistimos à final do campeonato pernambucano de futebol, e o meu SPORT, maior detentor de títulos estaduais da história, ganhou de 1 a 0, mas não levou o caneco, havia perdido a primeira partida de 2 a 0, do Santa Cruz, aquele da série D do brasileirão; parabéns, tricolores! No preparo do ragu deste último domingo, que levou 2kg de carne e 8 latas de tomate, lembrei do açúcar e, no meio do cozimento, coloquei também umas 3 colheres de mostarda diluídas em 1 xícara de água. Desta vez, enfim, comi o ragu com macarrão, tava bom que só a peste!)

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o strogonoff do meu tio

maio 8, 2011

O strogonoff do meu tio é o melhor do mundo e ponto!

Em todas as muitas festas na casa dele, o prato de resistência era quase sempre strogonoff de filé, que, quando não aparecia na mesa em imponente rechaud de prata, tinha sua falta logo sentida e lamentada.

Meu tio mesmo sempre fazia o strogonoff e eu, metida que era, ia lá para casa dele logo à tarde, ajudar na preparação da festa, inclusive e principalmente  nacozinha, como assistente 🙂 do super cozinheiro… ai, era um sonho!

Lembro uma vez que ele estava lá, temperando a carne, colocando molho inglês, catchup, mostarda e tudo o mais que ficava numa bandeja ao lado do fogão, e que eu, um a um, ia passando para ele, odecendo-o e admirando aquelas panelas todas, o barulhinho da carne, tudo (sempre fui gulosa, embora ainda fosse magrinha….). Bem, naquele dia, depois de ter dado de um tudo para ele colocar na panela, ele vira para mim e pergunta:

  • Doca, tem mais alguma coisa aí?

[olho para a bandeja, viro para ele e digo:]

  • Bem, Tio Alberto, agora, só os remédios!

O tempo passou, as festas na casa dele rarearam e, pra piorar, o strogonoff que reinava nos anos 80 foi caindo no esquecimento, saindo de moda, passou mesmo a ser cafona, coitado!  Mas, ali na casa do meu tio, ele ainda resiste bravamente, mesmo que no canto da mesa, vendo-se obrigado a dividir as atenções com cordeiros de hoje e os rotolonis da década de 90.

Mesmo tendo atuado tantas e tantas vezes ao lado dele nas caçarolas, eu não lembrava a receita do strogonoff do meu tio, que eu antes até imaginava não ter uma receita fixa, mas sim ser fruto da inspiração ou alopração de cada dia, ledo engano.

Um dia desses, no intuito de fazer um jantar anos 80, com os quitutes todos daquela época, resolvi pedir a ele as instruções do prato e descobri que há sim uma receita, receita esta, aliás, que acabei sabendo que só Edileuza, cozinheira da casa dele há uns 25 anos, e eu (e você!), agora, sabemos, que privilégio!

O meu strogonoff do meu tio ficou bem bom, mas acho que ainda sem a mesma textura do dele, vou revisar a matéria!

A receita base leva em conta 1kg de carne, que é para ser filé mignon, por favor! Inicialmente, a pessoa limpa e corta o filé em cubos e tempera com sal, pimenta, molho inglês e 3 dentes de alho e deixa ali tomando gosto. Após isto, refoga 1kg de cebola picadinha em 200g de manteiga, mas é manteiga da boa (viu, Sandra! da boa, tipo Turvo). Deixa a cebola dourar mas sem queimar e, em seguida, acrescenta a carne e deixa ela dourar, o cheiro que subirá vai ser arrebatador! É importante ir colocando a carne aos poucos.

Quando a carne dourar e o líquido formado na panela secar, coloca uns 3 dedos de conhaque e flamba. Mais uma vez seco o líquido, acrescenta o catchup (meio frasco do pequeno), 2 latas de creme de leite sem soro, mais ou menos 1/3 de uma lata de extrato de tomate e também 2 colheres de sopa de uma boa mostarda, mexe bem e retira do fogo antes que ferva.

De vez em quando, o strogonoff do meu tio levava champions bonitos e carnudos e eu também os coloquei nesta minha primeira tentativa.

Na hora do jantar, esquentei e servi o strogonoff do meu tio apenas com um arroz branco de acompanhamento, tava bom demais o jantar, meu amigo jurado do concurso de Miss Pernambuco deu nota 10!

Beijos

Sandra

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Fusilli com ragu à napolitana

dezembro 1, 2009

Galera,

sexta feira passada(20/11) rolou lá em casa a entrega do jantar meu para Carolf, com a presença do DJ Nego Nu e SUAS respectivas, Bolinho e Inês, além de claro a presença de Joana M e Antônia(que já está no seu terceiro Highlanders).
Tivemos Bruchettas de entrada, depois o prato principal que foi um Fusile com Ragu de Filé Mingon e sobremesa surpresa que inventei na hora. Para harmonizar com o prato tivemos dois vinho do Alentejo.
Segue as receitas e as fotos.

ENTRADA:

BRUSCHETTA

INGREDIENTES

Pão Baguete
Manteiga 
Alecrin
Molho de tomate
Tomate cortado em cubos
Magericão Fresco
Queijo Parmesão

PREPARO:
Corte o pão em fatias de 1,5cm, passe a manteiga com o alecrin,  um pouco de molho de tomate(não exagere no molho!). Corte os tomates em cubos pequenos e coloque em cima do molho, pouvilhe com queijo parmesão e leve ao forno. Quando o queijo derreter retire do forno e decore com o manjericão fresco. Depois, É só servir.

PRATO PRINCIPAL:

Fusilli com ragù à napolitana

 

INGREDIENTES (4 porções)

 

500 g de fusilli (use massa fresca)

400 g de filet mignon

12 folhas de sálvia cortadas à julienne (tiras finas)

1 colher (sopa) de orégano

160 ml de óleo extravirgem de oliva

80 g de cenoura cortada em cubos pequenos

80 g de salsão cortado em cubos pequenos

40 g de cebola cortada em cubos pequenos

4 filets de anchova em conserva

1 kg de tomate pelado italiano San Marzano (vermelho, alongado e carnudo)

1 colher (sopa) de salsinha picada

Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

 

Decoração

 

Salsinha picada 1 fio de óleo extravirgem de oliva (PASSEI UM TEMPÃO PICANDO A SALSINHA E ESQUECI DE COLOCAR!!)

 

PREPARO

 

Para a carne enrolada, divida o filet mignon em 12 fatias, contando três fatias para cada pessoa.

Bata com o batedor de carne até obter uma espessura de 3 milímetros, aproximadamente.

Recheie cada fatia de carne com a sálvia e um pouco de orégano.

Enrole as fatias nesses temperos e feche cada uma delas com um palito.

Tempere os enroladinhos com sal, pimenta e, numa frigideira, doure-os em 100 ml do óleo. Retire e reserve.

Para o molho, refogue a cenoura, o salsão e a cebola no óleo restante. Junte as anchovas e deixe um pouco mais no fogo. Adicione os enroladinhos e os tomates pelados. Tempere com sal, pimenta-do-reino e deixe cozinhar em fogo médio, por aproximadamente 15 minutos. Descarte os palitos da carne.

Numa panela, cozinhe a massa em água fervente com sal, por 3 minutos. Escorra-a e junte-a ao molho, misturando bem.

Sirva em pratos rasos e decore com salsinha picada e um fio de óleo extravirgem.

SOBREMESA:

LARICA DO HIGHLANDER

INGREDIENTES:

Sorvete de creme
Bolo de Rolo
Nutela
Limão siciliano
Hortelã

PREPARO:

Corte as fatias de Bolo de Rolo(fininhas por favor!!), passe uma fina camada de Nutela, raspe o Limão Siciliano em cima da camada de Nutela, depois coloque uma bola de sorteve em cima. Decore com uma folha de Hortelã(eu não tinha coloquei de majericão, não ficou bom claro)

Tivemos ainda a vitrola e os disco do DJ convidado Nego Nu.

MARRECO ABATIDO!!

Bjs em todos,

NARA

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Fillet ao alho com risoto de aspargos e batatas

outubro 22, 2009

Todos que me conhecem sabem bem que cozinhar não é o meu forte. Adoro uma boa mesa rodeada de amigos e uma bebidinha. Pois bem, resolvi que é preciso aprimorar as habilidades para receber em minha casa, ou melhor, na nossa casa: né Silvinha! Criei o Programa Ensine Paulinha a Cozinhar – sim, é um programa pois trata-se de algo a longo prazo.
Meus primeiros professores se garantiram na cozinha – Vans e Edu mandaram muito bem. Mas vamos ao que interessa, vou compartilhar a receita e dentro em breve comentarei se aprendi ou não.

As batatas:
Parta as batatas em rodelas bem grandes e cozinhe na água e sal (cuidado para não ficar molenga). Depois de cozinhadas, frite-as no azeite virando o lado até ficar dourada. Quando as outras coisas estiverem quase boas, coloque as batatas no forno com queijo parmesão do bom.

Risoto:
Lava os aspargos e tira o talinho branco. Cozinha no vapor até ficar ao dente. Depois corta em cilindro e reserva.
Doura cebola no azeite, acrescenta o arroz arbório (uma xícara para duas pessoas) e coloca um copo de vinho branco seco. O caldo foi feito com Sazon do vermelho, mas pode ser outro ou quem tiver tempo e for prendado (não é o meu caso) pode fazer um caldo de legumes. Vai colocando o caldo aos poucos e mexe. Quando tiver quase bom o ponto do arroz, coloca os aspargos e quando tiver bom insere o queijo brie.

A carne:
Corta o fillet ao tornedor (2 dedos), tempera com sal e pimenta do reino. Esquenta o azeite numa frigideira e quando tiver muito quente joga muito alho cortadinho. Tira o alho quando tiver dourado e frita o fillet no azeite do alho.

Na hora de servir, optamos por fazer pratos individuais – uma porção de carne com muito alho em cima, risoto e batata.

Esperem as próximas edições e podem ir pensando o que vocês vão me ensinar a cozinhar.

Beijos, Paulinha.

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CARNE DE SOL – Parte 2

julho 1, 2009

Trouxe pro Recife aquela carne de sol que fiz lá na fazenda e, no último sábado, preparei ela para o almoço. Na véspera, coloquei de molho , trocando a água de vez em quando.  Na hora de assar, enxuguei bem e coloquei-a no forno, cobrindo com papel alumínio; na mesma assadeira, coloquei também umas cabeças de alho regadas de manteiga de garrafa.

Fiquei espiando a carne, que era para ela não ficar seca. Quando estava pronta, mas ainda mal passada, retirei do forno e dourei no fogo alto, quando lambuzei ela toda de manteiga de garrafa.

O ponto ficou ótimo, a carne super macia, mas ainda ficou um pouco salgada,  mas bem gostosa  mesmo assim, especialmente com os acompanhamentos todos: feijão e arroz da terra, cebola caramelizada, macaxeira e uma  farofa DELICIOSA que Gisela fez, com farinha de mandioca, abacaxi e mais alguma outra coisa.

Beijo

Sandra

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CARNE DE SOL

junho 29, 2009

cd3 946Antes do são joão, passei uns dias na fazenda, um tempo into the sertão. Lá, acordava, me fartava no cuscuz, no queijo assado, na canjica e, para descansar, tomava todo dia um café preto deitada na rede, só apreciando a vista e o cheirinho da terra, terra ainda um pouco molhada do inverno de muitas chuvas deste ano.

Alguns dias, me levantei mais um pouco da rede ou da beira do açude, e me aventurei na cozinha e no fogão de lenha.

Numa tarde, eu e minha mãe encomendamos filés de boi na rua e, no dia seguinte, pegamos os bichos, pagando R$ 11 o quilo.

Na fazenda, minha mãe me ensinou a preparar a carne de sol. Primeiro, limpa o filé e faz uns cortes na carne, uns cortes meio inclinados e penetrando bem, mas sem atravessar a carne, mantendo o filé inteiro. Em seguida, passa sal fino na carne, colocando também por dentro dos cortes, apertando bem o sal por toda a carne. Finalmente, enrola a carne num pano de prato seco e coloca na geladeira (antigamente, por óbvio, esta parte não existia, mas, hoje em dia, nos valemos da tecnologia). A carne ficou lá enroladinha, com o sal penetrando bem, e, em 3 dias, ficou pronta, mas ainda não comi, trouxe para cá e vou assar qualquer dias destes, aguardem!

beijos

Sandra

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HAMBURGER DE CALABRESA

maio 5, 2009

 

Ainda na onda dos churrascos de hamburgeres, que começou no fim do ano também lá nos Carneiros, agora, neste último dia do trabalho, inovamos e fizemos (lúcia, principalmente) uma receita com linguiça calabresa, que Ceó pegou na Revista Cláudia, e que foi aprovada por todos.

 

Os ingredientes são:

 

2 colheres de sopa de óleo;

3 dentes de alho picado;

150g de linguiça calabresa fresca, esmigalhada (achei que não ia encontrar, mas achei fácil, logo na primeira tentativa lá no Pão de Açúcar perto de casa);

400g de carne moída de alcatra ou patinho (acabei comprando de fraldinha, que tava na promoção);

1 colher de chá de semente de erva-doce;

1 colher de chá de orégano;

1/2 colher de chá de de pimenta calabresa; e

sal a gosto

 

Aí, numa frigideira antiaderente, aquece o óleo em fogo médio e frita o alho e a linguiça, mexendo sempre, por 4 minutos ou até o alho dourar. No processador (usamos mesmo o liquidificador e as mãos), bate esse refogado com a carne moída, a erva-doce, o orégano, a pimenta calabresa e sal até obter uma massa homogênea.

 

Fizemos a receita dobrando estas quantidades e assamos os hamburgeres na brasa, na churrasqueira. Ficaram massa!

 

Beijos

 

Sandra