h1

A TERRINE DE CANARD

dezembro 3, 2008

Marc e Maninha haviam preparado com a maior dedicação uma fantástica “terrine de canard”, com a qual nos presenteou no Natal. Orgulhosa do seu presente, Ael aguardou a visita de Denish e Carmélica, para saborear a iguaria com vinhos da melhor qualidade.

 

O evento foi anunciado aos quatro ventos, mas os disputados convites foram restritos ao número máximo de lugares à mesa. Não adiantaram as reclamações, pois Ael posicionou-se firme e determinada.

 

Na noite esperada, a casa foi cuidadosamente arrumada por Fatime, antiga cozinheira que tanto nos ajudou no início do casamento, mas que agora somente era chamada para os eventos mais significativos, como aquele em que seria servida a famosa “terrine”.

 

Os poucos convidados chegaram antes da hora marcada. Posta a mesa, foram servidos os vinhos que acompanhariam a iguaria. Com pompa e circunstância, Ael ausentou-se da sala, pronta para servir o esperado manjar.  Um grito ensurdecedor vindo da cozinha estarreceu os presentes. Era Ael que anunciava o seqüestro do seu prato. Todos falavam ao mesmo tempo e ninguém entendia nada.

 

Entre assustada e constrangida, Fatime confessou que fizera uma faxina na geladeira, dali expurgando um asqueroso e mofado recipiente. Era a nossa “terrine”. A prova do crime ainda se encontrava na lixeirinha do balcão.

 

Devidamente recolhida e examinada, concordaram todos os presentes que a iguaria deveria ser saboreada, em segredo, é claro, o que de fato aconteceu entre suspiros de prazer.

12 comentários

  1. Adorei!
    Toinho, você é o autor do post, não é?

    Me fez lembrar o dia em que a faxineira jogou no lixo (ou no ralo, não sei bem…) uma água especial que estava guardada bem embrulhadinha, no fundo da geladeira, por já quase um ano, a espera do momento exato e especial para o consumo. O problema é que, neste caso da água, não deu para recuperar, como no da terrine! E aí, meu caro, teve gente quase infartando!


  2. Oi sandrinha,

    Adoro seu Blog.

    Posso fazer outros comentários?

    E achei o máximo o relato das “rolas de Léa”.

    Posso assegurar, contudo, que ela somente tem direito a uma.

    Mil beijos.


  3. Tem a história, também, de um amigo que recolheu umas folhas bem verdinhas de sua erva preferida. Guardou tudo no fundo do armário. A sua diarista, que na verdade era mensalista, pensou que se tratava de um chá. Imaginem o resultado e a ira do nosso amigo.


  4. Eu queria mesmo era saber as receitas do Terrine e das folhas bem verdinhas da erva preferida…
    abraços


  5. Eu ainda estou às gargalhadas com o post e os comentários que se seguiram! Bem vindo, Toinho, ao nacozinha! Aviso a todos que o autor do post é famoso por fazer uma terrine! Cadê a receita? Não dá pra fazer com ervas, não? bj.


  6. kkkkkkkk não tenho outros comentários. Os comentários são ainda melhores do que o post.
    beijos


  7. Toinho,
    Você pode fazer comentários e escrever posts sempre!
    O nacozinha é nosso, de todos nós!
    Beijão,
    Sandrinha


  8. ouiés!


  9. xovê se entendi, Toinho é o autor do post e também dos comentários assinados como nacozinha?


  10. Num distante aniversário da minha irmã, devia ser o de uns 16 anos eu acho, minha mãe encomendou trocentas casquinhas de carangueijo, que minha irmã adora.
    Como ela pegou a encomenda um dia antes, veio tudo separado, as casquinhas, o recheio e a farofa. O já finado vigia aqui de casa, Guará, viu aquele saco de cabeças de carangueijo e não deu outra. Lixo!
    Os casquinhos foram servidos em copinhos de plástico. Uma deselegância, pra desgosto da aniversariante.


  11. Céo, uma vez lá em casa compramos umas patolas enormes, para servir a um casal de fora.

    Fizemos mil recomendações para que fossem retirads do congelador uma por uma, guardadas sob o um pano, até o completo descongelamento.

    Quando chegamos, a nossa amada serviçal havia cumprido exageradamente à risca a ordem: Ou seja, separou uma por uma a carne da patola propriamente dita; colocou a carne em um recipiente de volta na geladeira e arrumou um por um os ossinhos sobre o pano.

    Que tal?

    Antônio Henrique


  12. Como já disse Maluf: “Nada pior que um burro com iniciativa.”

    Ás vezes não adianta só explicar, tem que deixar desenhado. kkkk…



Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: