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Risoto a la Bellini

novembro 20, 2008

bp3   Agora no meio de novembro, eu e Tiago fomos, junto com Gisela e Clemente, para Fernando de Noronha. Clemente está fazendo um trabalho lá, mais especificamente no mangue do Sueste, que é o único mangue oceânico do hemisfério sul e estava ameaçado de extinção, e, por isto, tem ido com uma certa freqüência ao arquipélago.

Ficamos na casa de Cláudio Bellini, um amigo de Clemente, também biólogo, que morou vários anos em Noronha e vem a ser um dos  fundadores do projeto Tamar. A casa é uma delícia, super charmosa e equipada, com uma vista deslumbrante!

Já sabendo que ficaríamos os 5 dias na tal casa, levamos vários temperos e ingredientes para preparar quitutes por lá, até porque os 4 já conhecíamos Noronha e a idéia era aproveitar mais e profundamente o dia, tirando as noites para relaxar, bebericar e jogar conversa fora no terraço da casa! Por ist, só saímos para jantar fora 1 noite, logo depois da palestra do Prof. Clemente no Tamar/Ibama.

Na casa, teve de tudo: a receita do Risoto de Penne (de donAna), bruschetas (para relembrar Guto e Tabatinga!), peixe e etc e tal. O peixe, vale registrar, era 100% fresco, pois foi do barco diretamente para brasa, com um pit stop nos temperos de Tiago! A compra do peixe, aliás, merece um registro mais detalhado: é que, no fim da tarde da segunda, depois de um mergulho massa no Sueste, com direito a tubarão e vááárias tartarugas, a gente foi para o porto aguardar a chegada dos barcos dos pescadores para tentar conseguir algo, já sabendo da dificuldade e guerra entre os comerciantes de lá, já que, no sábado, saímos de lá de mãos vazias! Na segunda tentativa, já mais descolados e escaldados, Gisela, com cara de pidona, sentou-se ao lado de umas mulheres de pousadas e restaurantes que também aguardavam a chegada dos peixes, fez amizade, ouviu lamúrias e ficou sabendo da vida de meio mundo de gente do arquipélago! Logo que a gente chegou, já estavam tratando os peixes do primeiro barco e uma destas moças, que tem um bar na cacimba do padre, já havia comprado todos (anchovas e atum)  e, embora ainda fosse esperar mais, não quis vender um dos dela para gente. Assim, continuamos todos aguardando e Gilda fazendo a política! O outro barco chegou e, depois de descarregarem na peixaria, o cara, do nada, resolveu que o melhor e maior (uma barracuda) seria de Gisela, e não da moça, apesar desta ter chegado antes da gente no local! A moça virou uma fera e fez um barraco, mas mesmo assim não conseguiu a barracuda pra ela! Em suma, deixamos lá 20 reais e levamos para casa a tal barracuda, que tinha uns 3,5 kg, e mais uma anchova, esta menor, de uns 2kg, que eu e Tiago acabamos trazendo para o Recife.

Voltando ao tema do post, depois deste pequeno nariz de cera (provavelmente inspirado no Prof. Clemente!), o negócio é que numa das noites, a janta foi risoto. A idéia era um risoto básico de limão, mas acabamos incrementando o danado, lançando mão dos temperos e ingredientes que havíamos levado, e o resultado ficou excelente, segundo palavras de Gildete e de nós todos!

Inicialmente, preparamos um caldo com 2 tabletes de caldo de legumes, ramos de hortelã, manjericão e alecrim frescos e ainda uma boa pitada de uma mistura de ervas secas.

Quando o caldo estava fervendo, baixamos o fogo e começamos a fazer o arroz em si. Assim, noutra panela, refogamos, na manteiga e azeite, 1 cebola cortada em cubinhos. Quando a cebola estava ficando transparente, ou, como diz Tati, quando tava com cara de que não ofenderia mais quem não gosta dela, colocamos 3 xícaras e meia de arroz arbóreo e as raspas das cascas de 3 limões sicilianos (bem lavados!!!!) e refogamos por uns 4 minutos. Depois, acrescentamos 1copo grande de vinho branco seco e deixamos evaporar. A partir daí, fomos acrescentando aos poucos o caldo quente, peneirando os ramos das ervas, e seguimos mexendo sempre, como em qualquer risoto. Logo no começo deste cozimento com o caldo, acrescentamos umas folhinhas de alecrim fresco (que eu havia levado da horta da minha mãe) e, depois, aquele tempero em pó lemonpepper, além de um pouco de sal e umas bolinhas de pimentas rosa, branca e preta e, ainda, umas 10 fatias daquelas redondas pequenas de presunto cru tipo copa cortadas em pedaços pequenos.

Seguimos mexendo e colocando o caldo e, finalmente, quando já estava no ponto, que é al dente, já seco o último caldo colocado, acrescentamos uma mistura de 3 colheres de sopa de creme de leite e 2 também das de sopa de geléia de laranja, além de um pouquinho de queijo parmesão ralado! Mais uma mexidinha rapida e 1 garrafa de vinho depois, estava pronto o nosso jantar! 

Servimos bem quente e não sobrou nadica de nada! Tava show!

Beijos

Sandra e Tiago

7 comentários

  1. Tava show de bola!!!
    Ainda bem que lembramos de toda receita.
    Preparem e aproveitem.
    Abraços.


  2. Fiquei pensando aqui com meus botões que um contreau também poderia cair bem nesta receita…
    Sim, noronha é covardia!


  3. Caros,

    Estava realmente muiot bom. A cia melhor ainda… Um vinhozinho, som “maneiiro” e é claro uma casa pra lá de aconchegante. Os ventos de Noronha deveriam ser inclusos na receita. Deve trazer uma maresia da África… Beijos.


  4. Realmente estava EXCELENTE, fazia jus ao lugar, às companhias e aos donos da casa, que são os grandes homenageados com o nome do RISOTO e merecem ser convidados para comê-lo quando vierem ao recife !
    Obrigada guinho e sandy ! Vocês são 1000 !


  5. Uau! A geléia surpreendeu total! Quero isso em Carneiros, hein!


  6. muito bom 🙂
    bj


  7. Eu fiquei pensando aqui porque, no final, colocamos a geléia e o creme de leite, e não apenas a geléia, como acho que pode ser melhor(será…), e lembrei que misturamos o creme porque havia sobrado um pouco da receita do risoto de penne do dia anterior aí para não estragar, desperdiçar, etc e tal, usamos o danado.



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