Neste ano de bons feriados, o primeiro de maio caiu numa sexta e, já na quinta, começamos a ocupar o Sítio São Benedito, lá na (nossa) praia dos Carneiros.
Parece que a sensação gastronômica do feriado foi Ernesto, o carneiro, mas antes de entrar nele aqui no blog, resolvi postar, primeiro, a receita de um dos nossos jantares, justamente o da sexta à noite, depois de um dia ótimo de praia, amigos, crianças e churrasco.


À tarde, Lúcia salvou a lavoura e já descascou os camarões, ajudando e muito às cozinheiras da noite: eu, Tati, Gisela e Adriana, que mexemos aquele risoto, e Ceó, que também deu seu show entre a pia e caçarolas!
Fizemos um caldo de ervas, com salsão, salsinha, hortelã, canela, manjericão, tudo fresco, tomilho em pó, pimenta rosa, e sal. No azeite e manteiga quentes, refogamos 2 cebolas roxas picadinhas e, na sequência, acrescentamos 3 xícaras de arroz para risoto, vinho branco e, seguimos cozinhando, mexendo e acrescentando o caldo. Depois, colocamos 3 xícaras de quinua em grãos e seguimos no mexe mexe.
Quanto ao ponto da quinua, eu acho que, na próxima vez, ela poderá ser colocada logo após o arroz, quando o vinho secar, antes da primeira concha de caldo, pois estou verificando que o tempo de cocção da quinua não é tão diferente do arroz…..
Voltando à receita, quando os grãos estavam quase prontos, colocamos os camarões crus e, depois, no fim mesmo, quando os camarões já estavam rosados, acrescentamos ervilhas daquelas bem verdinhas, que são vendidas congeladas (que fazem ploc na boca), mais umas pimentas rosas em grãos e, por último, misturamos queijo parmesão ralado e uma colher de sopa de manteiga….(risoto é feito para brilhar!).
Por cima da travessa com o risoto, para enfeite e também deleite do paladar, colocamos uns tomates cereja que eu já havia preparado ante de começar o risoto: lavei uns 30 tomates, fiz um “x” no fundo de cada tomate e fritei no óleo quente; em seguida, tirei-os da frigideira e coloquei, também rapidamente, num recipiente com água e gelo, de onde eles foram para uma marinada de viangre e azeite, e onde ficaram até serem escorridos e serem servidos por cima do risoto. (Na primeira vez que fiz esses tomatinhos, que foi quando preparei o risoto de pato, cuja receita está postada aqui no dia 5/dez/2008, também coloquei salsinha picada nessa marinada final, mas lá em carneiros, me esqueci).
Bem, o novo risoto de camarão com ervilhas e os tais tomatinhos ficou delícia e ainda fechamos a noite com macarons de chocolate, avelã e laranja!
Beijos
Sandra

“A quinua é um pseudo-cereal da família das Quenopodiáceas, domesticada e cultivada há 5.800 anos nos Andes e tem diferentes centros de domesticação no Peru, Bolívia e Equador. Também chamada quínua e quinoa, o nome quinua é de origem quéchua, o idioma falado pelos antigos incas. Conhecida como o trigo dos incas, para quem a quinua era considerada uma planta sagrada, um símbolo religioso, os incas – que a cultivavam há 8 mil anos – a chamavam de Grano Madre ou Grano de Oro”. “Investigadores que vem estudando a Quinua, nas últimas décadas, constataram, que seu valor nutritivo – só comparado ao leite materno – a converte no alimento mais completo do planeta, muito superior aos de origem animal, como a carne, o leite, os ovos e o peixe.” 
Hoje, decidi fazer um rango aqui em casa e qdo vi, não tinha quase nada de temperos na área, nem uma cebola.
