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Bruschetta
Agosto 18, 2009

Quiche de Frutos do Mar
Agosto 18, 2009Mais um jantar da série Natal dos Highlanders. Desta vez, preparado de Maria para Maria.
Além do anfitriã e sua convidada, estavam presentes seus digníssimos maridos Guila e Goguinho, respectivamente, e Joana e Nara. O jantar aconteceu numa segunda-feira e foi regado a vinho, muita conversa, fofoca e risadagem, ou seja, a noite deve ter sido ótima.
O prato principal do jantar foi um Quiche de Frutos do Mar que foi acompanhado por uma salada verde de carpaccio e molho de mostarda.
A entrada foi Bruschetta (receita no próximo post) e a sobremesa foi sorvetes de fruta de seu Ivaldevan.
A receita do Quiche foi a seguinte:


Ragú de Maminha
Abril 7, 2009Oi, minha gente. Ontem me joguei na cozinha pra fazer um jantar pra Tatty, q passou um dia cheio de eventos q ela organizara na semana passada, e q, com a chuva q cobriu a cidade, estavam sob riscos iminentes de dar merda.
Pra ela relaxar, bombei na inspiração e comecei uma receita q inventei na hora e também tava afim de fazer a um tempo, o tal do Ragú.
Bom, tinha uma maminha q sobrou de um churrasco q morgou no domingo, a partir da confirmação da conquista do campeonato PE 2009 pela Coisa no Chiqueiro (e bote chiqueiro nisso, cenas horríveis prum fim de tarde do domingão). Notícia nada agradável…
Peguei a peça e temperei com diversos temperos q tinha aqui em casa. Acho q essa parte fica a gosto do freguês, com alguns específicos q ficaram presentes no resultado final como o COMINHO (vou colocar em maiúscula os mais destacados) e um CHILI MEXICANO SECO q tenho aqui em casa. Coloquei o sal grosso e esfreguei bem com a mão os temperos secos na carne.
Despejei 2/3 de um VINHO STA FELICIDADE q tinha sobrado aqui em casa, o adocicado dele fez bem pra receita. E deixei marinando por umas 3 hs na geladeira.
Esquentei bastante a panela de pressão e comecei a selar a maminha.
Selei até de mais…
Depois despejei a marinada soltanto a graxa do fundo da panela, e coloquei a mesma quantidade de vinho de água. Ainda acrescentei uma cebola inteira com CRAVOS enfiados nela (como Tati já fez num outro Ragú presente nesse blog).
Deixei por 40 min, baixando totalmente o fogo depois da panela começar a chiar.
Após os 40, tirei a carne desfiei e voltei ela pra panela q cozinhava agora destampada pra reduzir o molho.
Comecei a refogar 3 dentes bem grandes de alho, com um azeite trufado. Cortei (amassei, sei lá…) a cebola inteira e cozida com uns pedaços da carne, qdo os alhos douraram coloquei a cebola amassada.
Pinguei um pouco de vinagre de arroz, junto com umas 4 colheres de sopa de um MOLHO DE TOMATE APIMENTADO HUNT’S, q agente ficou fã aqui em casa. Enquanto fervia coloquei umas folhas frescas de hortelã e uma pitada de orégano seco. Deixei ferver mais um pouco e despejei na panela de pressão.
Reduzi mais e desliguei o fogo.
Tampei a panela e aguardei a chegada de Tatty. Esse tempo foi bom pro molho dar uma engrossada.
Cozinhamos um pouco de fusili e servimos. Tava muito bom!
Duas coisas engraçadas, o cravo aparecia de surpresa de vez em qdo durante a degustação e a pimenta foi aumentando dando uma bombada gostosa (como diria Serginho) no final do prato.
Tatty, depois de um dia longo de trampo, adorou a surpresa.
E pra mim, agora, é curtir a Copa do Brasil e o Brasileirão, sofrendo como sempre. Cada um com seus pobrema!
Parabéns ao Náutico pelos 108 anos, e saudações alvirrubras!
…abraços e beijos, Berna

Macarrão com farofa
Março 18, 2009Quem gosta de macarrão com farofa (pergunta)
Hoje, eu comi um macarrão de ontem. Ele foi feito bem simples, somente com molho de tomate.
Na hora do jantar, não tive dúvida, esquentei,coloquei um pouco de azeite e acrescentei a farofa.
Ficou uma delícia, deu uma nova vida ao macarrão requentado, deixando ele crocantinho.
Por isso, resolvi fazer essa pergunta.
Beijos e abraços,
Bolo

Ragu de Carne com Macarrão Colorido
Novembro 2, 2008
Há tempos pensava em cozinhar uma carne com bastante temperos, pra fazer uma espécie de ragu e comer com uma massa, um nhoque (que ainda terei que aprender a fazer). Sempre que via um músculo no super, ficava pensando em cozinhá-lo lentamente com muitas ervas e tais. Aí, veio a crise financeira e Marcio Alemão, autor da primeira coisa que leio na Carta Capital, a coluna Refogados, iniciou uma série de sugestões de comidas baratas para enfrentar esse momento de turbulência econômica. Foi a deixa. Depois de perder din din na bolsa, segui a sugestão do Alemão, aposentei os camarões e as lagostas e parti pro popular.
Em uma panela funda, coloquei um pedaço de músculo e outro da perna dianteira da vaca, com um osso cheio de tutano envolto em carne. Eu queria traseiro, o chambaril, que parece ser mais gordo, mas como não tinha, me contentei com o da frente mesmo. Enchi de água a panela e joguei uma cebola espetada com vários cravos, alguns dentes de alho, uma cenoura, pedaços de salsão e de erva doce, o bulbo, não as sementes, um ramo de alecrim, umas folhas de manjerona, uns galhos de salsa, outros de coentro, cebolinha, cuminho em pó, pimenta preta em grãos, canela em pau, semente de mostarda, semente de coentro, um tempero que comprei numa rua cheia de tudo que se possa imaginar para cozinhar comidas orientais, para onde me levou Rebeca, de surpresa, numa agradável encontro em Paris. Eram cinc parfums: coentro, funcho, anis, canela e algo que não imagino o que seja porque Antônia cortou o saquinho e junto com ele o pedacinho do nome do quinto perfume.
Enchi a panela de água e completei com um resto de vinho tinto, já meio passado, dias na geladeira, mas que estava com um gosto bom, apesar de não servir mais de jeito nenhum para se beber.
Botei no fogo, primeiro em fogo alto, até levantar a fervura, depois em fogo baixo. Deixei cozinhando, fui fazer outras coisas. Muitas outras coisas. Demora horas pra cozinhar até ficar molinha a carne. Quem tiver com pressa, pode apelar pra pressão. Eu prefiro sem pressa, observando a evolução.
Coloquei a carne na panela na sexta à tarde, umas cinco e pouco. Sandry veio nos visitar, conversamos um bocado, tomamos um espumante e saímos pra jantar. Só aí, nessa hora, é que eu desliguei o fogo. Já tinha rolado umas três ou quatro horas de cozimento.
No dia seguinte, ao acordar de uma saidinha inocente que terminou com uma ida ao Central meio exagerada, coloquei de volta no fogo o caldo. Dado o meu estado, não pude acompanhar muito bem essa nova etapa e ele praticamente sumiu mas a carne cozinhou até quase o ponto que eu queria, bem macia. O ideal era que tivesse ficado um caldo pra usar depois, inclusive porque cheguei a cogitar guardar pra usá-lo em um risoto posterior. Não rolou. Fiquei mesmo sem caldo e ainda com muita ressaca.
Depois de uma praia sem banho de mar mas muito agradável assim mesmo, subimos pra almoçar e começamos a preparar a segunda etapa do molho que, já estava decidido, seria com macarrão. Do tipo que tivesse em maior quantidade aqui em casa. Éramos muitos: além de mim, Paulinha, Sandry e Tiago, Júlia e Marcelo, Comp, Uílame, Cat, Dudu, Nara, Joana e Adailton. Sem contar Carlota e Fidel que não comem macarrão mas ficam secando a carne o tempo todo.
Sandry ligou pra Simone, sua mãe e Chef de Cozinha, que nos passou os fundamentos do ragu e percebemos que estávamos mais ou menos no caminho. Segundo o apurado, há algumas formas de se fazer mas todos implicam um processo de cozimento semelhante ao utilizado.
No nosso caso, depois do cozimento todo, em uma frigideira grande e funda, refoguei (na verdade, refogamos, porque nessa altura Sandry já tinha assumido a panela comigo), bem, refogamos no azeite, cebola, alho, pimentão vermelho, amarelo e roxo, até ficarem todos transparentes. Aí, acrescentamos uns tomates peras cortados em pedaços meio grandes, depois de um tempinho, duas latas de tomates pelados.
Antes disso, as carnes já tinham sido desfiadas, o tutano já estava devidamente misturado a elas, assim como todos os legumes que se desmancharam com tanto tempo de cozimento. Os galhos foram retirados, as cenouras que ainda estavam inteiras também, enfim, demos um trato na panela e colocamos tudo na dos tomates. Misturamos e achamos que tava faltando a liga entre a carne e os tomates. Era a hora do caldo que não tinha mais. Peguei meu caldo de carne em pó, comprado no Mercado Público de São Paulo e que não tem aquele gostinho de knor, e fiz um caldo rapidinho pra ser acrescentado à panela com as carnes e os tomates. Ainda colocamos um pouco de lemmon e pepper, um temperinho que mistura pimenta e raspa de limão, e aí, sim, o caldo deu a liga que faltava pra o molho virar um só.
Usamos um macarrão colorido, tipo talharin, mas um pouco mais grossinho. Tinha umas três ou quatro cores. Como não era suficiente, usamos um vermelho que eu tinha trazido da Itália e que também era meio talharin, e um integral, que tava meio espedaçado, e que eu acho que era da Cadoro. Cozinhamos as massas no caldo de carne, que dessa vez havia sobrado e quando estávamos experimentando as massas pra ver o ponto, descobrimos que o macarrão vermelho era na verdade uma massa apimentada. O molho de carne, bem molhado, com pedaços de tomates ainda meio inteirinhos, combinou muito com a mistura das várias massas, e o apimentado deu um charme especial, ficou bem legal. Todo mundo adorou e não deu pra quem quis! Literalmente!
Bj.
Tati.

Farfale ao concasse de tomates.
Agosto 29, 2008
Aproveitando a deixa do post anterior, vou apresentar uma receita de massa com tomate que é simples de fazer e deliciosa de comer!
Escolha uns dois tomates pra cada pessoa, tire as peles, de preferência sem grosseria, e as sementes. Os tomates devem estar maduros e firmes. Retire toda a parte branca também, deixe só o filét do tomate mesmo. Corte em dois, em sentido contrário ao do que se fosse uma laranja. Depois, fatie cada metade em pedaços de um dedo de largura, mais ou menos. Como se fossem gomos de tangerina.
Coloque o farfale pra cozinhar e quando estiver faltando uns cinco minutos pra ficar pronto, comece a fazer o molho. Pode ser qualquer massa, mas é melhor uma que tenha espaço pros tomates se enroscarem nela.
Esquente um pouco de azeite de oliva em uma caçarola um pouco alta, coloque os tomates, revire delicadamente, espere, revire de novo, ponha o sal, a pimenta do reino e o manjericão ou a erva de sua preferência. Eu só faço com majericão.
Isso tudo não dura mais que uns cinco minutos. A idéia é que os tomates não devem ser muito cozidos, nem fritos, muito menos. Quando começar a juntar um caldinho já está pronto. Aí, é só escorrer a massa e acrescentá-la ao molho, na panela, salpicar um queijo ralado de boa qualidade e mandar ver.
Quando se estiver separando as sementes e cortando o tomate, tentar aproveitar ao máximo o caldinho que escorre, mas sem as sementes, e colocar na panela junto com os tomates.
Acho que as sementes estragam o molho, mais do que as cascas, que tb são bem desagradáveis. Esse prato é rapidinho de fazer, o chato mesmo é descascar o tomate. Já tentei fazer descascando o tomate em água fervente ou na boca do fogão. Não gostei tanto do resultado porque isso já faz o processo de cozimento do tomate começar, e ele perde consistência no final.
Quando estou com pressa, faço com casca mesmo; nesse caso, o tempo de cozimento aumenta um pouco e espero até a casca soltar do tomate.
bom apetite!
tati

Penne a concasse com filé mignon
Agosto 29, 2008Ontem, eu fui almoçar no Capitão lima.
Fui numa correria, pois, tinha que voltar logo para o trabalho, tinha uma reunião agendada para as 14:30hs. Terminei escolhendo o meu prato com pressa, sem pensar muito. Eu nem sabia o que significava a expressão “concasse”.
Descobri que ”concasse” é um preparado de tomate, e nesta receita é feito com queijo e manjericão, servido com penne, regado com azeite. Acredito que seja fácil de fazer e fica um show de bola!!!
Para acompanhar o penne, pedi filé mignon, que foi servido como medalhão, levemente mal passado e super macio. Ficou perfeito com o penne.
Recomendo.
Bolo

Nhoque de Ricota
Abril 30, 2008Olha ai uma receita light e que traz sorte
Nhoque da sorte
Por superstição ou crença, cada vez mais brasileiros tradicionalmente preparam um belo nhoque todo dia 29. Diz a lenda que saborear este prato traz sorte por 30 dias seguidos!
Muita gente come apenas sete nhoques e os mastiga por sete vezes. Esta crença surgiu na Itália, quando um frade andarilho bateu à porta de um casal de velhinhos, num dia 29. Pediu um prato de comida e recebeu o único alimento que havia: nhoque. Tempos depois, voltou ao local e contou aos velhinhos que, após comer aquele prato, sua vida mudara para melhor.
Esse nhoque é muito facil de fazer e uma delícia!
Igredientes:
- 1/2KG de ricota
- 150g de farinha de trigo (1 xícara de chá e mais um pouquinho)
- 100g de queijo parmesão
- 2 ovos
Modo de fazer:
Passe a ricota na peneira, ou no amassador de batatas (voce quer uma ricota mais seca, se ela for muito molhada deixe secar um pouco na geladeira aberta), adicione a farinha os ovos e a metade do queijo parmesão, misture bem e tempere com sal, faça bolinhas dessa massa com formato de nhoque, cozinhe em bastante água fervente a medida em que eles vão emergendo retire-os com uma escumadeira, arrume-os em uma travessa e tempere com manteiga ou azeite ou o molho desejado e o resto do parmesão. Eu ontem aqui em casa fiz um molho de tomate normal, muitos tomates( que estão carésimos) cebola, alho, manjericão, tomilho e muito amor e deixa rolar.
beijo a todos
Tatty

Beringela de Gravata
Abril 27, 2008
Assim como Tiago, também iniciei uma dieta. E vou dizer uma coisa: é preciso muita criatividade pra comer bem e ainda fazer dieta. O pior é que não tem quem agüente muito tempo de dieta se as opções não forem realmente saborosas. Na verdade, desde que comecei, há mais ou menos três semanas, tenho comido bem melhor do que antes. Como não posso comer tudo, nem tanto, quanto gostaria, passo a escolher melhor o que comer. O resultado é uma dieta mais rica, menos gordurosa e nem por isso menos saborosa.
Esse prato, além do mais, é bem bonito, colorido, a gente já começa comendo com os olhos.
Usei um pacote de 250g de macarrão daqueles de gravata. Eram coloridas as gravatinhas. Duas beringelas médias, um bom pedaço de ricota light, daquelas bem secas mesmo, uma cebola grande, uns três dentes de alho, duas latas de tomates pelados, eram italianos e não tinham muita acidez, mas se só tiver do mais ou menos, vale colocar um adoçante ou um pouco de açúcar no molho pra reduzir a acidez. Um pouco de cogumelo shimeji do branco (foi a primeira vez que eu vi por aqui, comprei na Frutaria). Um nada de azeite e um punhado de um tempero italiano composto de várias ervas, todas secas, e alho, seco também.
Não sei direito o que eram os temperos porque comprei o saquinho de tempero, junto com vários outros, de vários sabores, quando estive na Itália agora em março, só que eu não sei italiano, então não sabia direito o que tinha em cada um, tava procurando alguém pra traduzir o nome dos temperos quando Antônia, a que ri, botou o conteúdo desse saquinho em um vidrinho, providência mais do que bem vinda porque protege o pozinho das intempéries da cozinha, recortou o título do saquinho e jogou fora o resto da embalagem, com a descrição do conteúdo junto. L . Enfim, não sei dizer o que era mas acho que se botar algumas ervas secas, mais um alho seco, mais uma pimentinha calabresa, vai dar parecido. O importante é que fique bem cheio dos temperos e meio apimentado. Lá na Itália vende em quase todo canto esses saquinhos de temperos que a gente pode usar de várias formas, inclusive simplesmente misturando com azeite e jogando na massa. É o bicho!
Voltando à receita, cortei a beringela em rodelas, espalhei sobre uma tábua e coloquei sal. Dizem que se faz isso pra sair um tal amargor que ela teria. Não sei se é verdade mas que a bicha começa a suar depois do sal, ah, isso acontece.
Cortei a cebola em pedaços grandes, sem ser em rodelas, meio parecido com a cebola do chinês. O alho também cortei em pedaços não muito pequenos. E as beringelas, depois que suaram o tal amargor, cortei em quatro, cada rodela.
Coloquei bem pouquinho azeite em uma frigideira alta, em fogo baixo, e coloquei a cebola pra refogar, depois o alho. Quando a cebola já tava bem passadinha e o alho também, acrescentei as duas latas de tomates pelados. Amassei os tomates, mexi pra cá, mexi pra lá, deixei um pouquinho e acrescentei as beringelas. Deixei cozinhar um pouco, acrescentei os cogumelos, o punhado das ervas, e sal.
Enquanto isso, o macarrão tava cozinhando. Eu gosto de massa al dente mas quando é gravata eu deixo cozinhar um pouquinho mais, ainda assim, deixei ficar meio al dente.
No final, quando já tava praticamente pronto, acrescentei a ricota cortada grosseiramente com as mãos.
Tem que tomar cuidado pra berinjela não virar pasta, o ideal é que ela fique também al dente. E eu recomendo fortemente um bom tinto porque como a massa é bem rica em ervas, cheiros e sabores, à medida em que se come e se bebe, o vinho vai potencializando os sabores, o negócio vai crescendo, crescendo. E, dependendo do vinho, já que as ervas não são alucinógenas, no final, dá até barato! Nesse dia tomamos um Bourgogne 2003, pinot noir. Como diria Berna, foi show!
Até a próxima.
Tati.

Massa e aliche
Setembro 5, 2007Lembrei desta receita por causa de um post que li num blog que adoro…
Eu acho que muitos de vcs já devem ter comido esse prato, uma massa com aliche e alho-poró que faço, já que é figurinha repetida lá em casa… Eu recordo, inclusive, de uma noite em que Berna, Ceo e Marquinhos estavam lá em casa e a massa veio à mesa.
Eu e Tiago inventamos a receita faz uns anos e a invenção decorreu daquele vazio na geladeira aliado à imaginação fértil que a fome cria!
A escassez de ingredientes era grande… Todavia, entre os poucos itens de comida e as muitas garrafas da geladeira, havia um potinho de aliche, potinho este, salvo engano, que alguém – acho que Berna - tinha levado para uma farrinha mas que acabou sobrando.
Daí, a gente catou e cortou MUITO (mesmo) alho-poró, bem fininho, em rodelinhas, e colocou p/ refogar no azeite quente, que também era uma porção generosa. Tem que ter paciência e deixar, mas sem queimar ou ficar amarelado demais.
Quando começou a dourar, jogamos o aliche, meio desfiado grosseiramente mesmo. Para variar, eu não lembro a quantidade exata do aliche, mas eu acho que uma boa medida é um potinho de vidro (igual aos de patê sadia) para um pacote de penne. Tudo vai depender do quanto se gosta de aliche… mas se passar da conta, não rola nem para quem adora! Sinceramente, esta medida varia cada vez que a gente faz, que, segundo Tiago, já cansou
Depois de jogar o aliche, seguido de uma refogada básica de alguns minutos, jogamos uma garrafinha de creme de leite fresco, deixamos ferver e pronto, jogamos no macarrão, que era 1 pacote de penne inteiro!
Noutra vez que fizemos, eu lembro que colocamos algum tipo de castanha ou eram nozes e também ficou legal, mas eu prefiro a receita original.
Enfim, o tal blog que adoro é o de Marcelo Katsuki, da folhaonline, http://marcelokatsuki.folha.blog.uol.com.br/ .
Hoje, ele escreveu por lá um post ótimo, intitulado “massa na madrugada”, que tomo a liberdade de copiar aqui no p.s. abaixo.
Sandra
PS.
Massa na madrugada
Tenho o hábito de voltar da balada e preparar algo para dar aquela aquecida no estômago antes de me jogar na cama. Sei que é péssimo, mas nessa hora dificilmente me lembro de dietas, ‘carbos’ ou daquela fruta perdida no fundo da geladeira. Invariavelmente faço uma massa e a receita recorrente é um espaguete ao sugo ou só com azeite mesmo (e um pouco de pimenta caiena para dar aquela barbarizada no estômago, hehe).
Pois nessa semana resolvi improvisar (o que não é a criatividade na vida de uma pessoa, minha gente?). Ganhei do chef Carlos alguns sachês de aliche Ubatuba, em porções individuais de 30 gramas e adorei. Fiz meu espaguete ao sugo acrescido de aliche e o resultado foi surpreendente, quase uma alichela, hehe! Quer provar?
Espaguete com aliche
- Frite um alho picado em 2 colheres de sopa de azeite
- Junte um sachê de 30g de aliche
- Bata no processador ou pique 200g de tomate (usei cereja, com pele e semente!) e adicione ao molho
- Tempere com sal, pimenta, salsinha picada e algumas azeitonas pretas (opcional)
- Prepare 1 porção de massa al dente e finalize o cozimento no molho rapidamente
- Um fio de azeite pode completar o prato, mas na madrugada vale tudo e eu caprichei no parmesão (uih)! Bons sonhos!!!


