Arquivo da categoria ‘Frutos do Mar’

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CEVICHE

Novembro 5, 2009

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Num domingo desses, na casa dos meus pais, em piedade, eu e minha mãe fizemos um ceviche, usando uma receita que ela obteve ou pesquisou, não sei bem, num dos tantos livros ou cursos de gastronomia que lê e faz, como, aliás, o de agora, em SP, onde concluiu animadíssima, apesar do calorão, o curso Mesa Tendências/Semana Da Mesa  http://prazeresdamesa.uol.com.br/exibirMateria/2199/veja-como-foi-o-semana-mesa-sp

Pois bem, a receita original é assim:

Ingredientes: 

8 pessoas como entrada,

6 pessoas com prato principal,

 1kg de file de linguado, em cubos de 2 cm

Suco de 8 limões (o necessário para cobrir o peixe)

1pimenta dedo de moca sem sementes, em rodelinhas

2 dentes de alho picados

500g de cebolas em rodelas

3c. s. de salsão picado

1 ramo bem pequeno de coentro

3 espigas de milho cozidos em rodelas de 1 cm

Sal

Tomate em rodelas para decorar

Batata doce em rodelas pré-cozidas para decorar

Limão em rodelas para decorar

 

 Pra fazer: Tempere os files com sal, passe para uma tigela e cubra com o suco de limão. Junte a pimenta e o alho. Misture tudo cuidadosamente. Cubra com a cebola, salsão e coentro. Acrescente as rodelas de milho e deixe curtir por 1 hora, ate que o peixe fique branco. Sirva em pratos decorados com rodelas de tomate, a batata e limão.

Nós usamos cebola roxa, colocamos mais batata do que tomate e limão, e ficou DELÍCIA! Amei, almocei e jantei cecviche naquele domingo! No final de semana anterior, minha mãe havia feito a mesma receita, na casa da minha tia, e usou tilápia ao invés de linguado, todo mundo também gostou bastante.

Beijos

Sandra

PS.  Ceviche ou Cebiche???

Discussão sobre a etimologia do nome

Aparentemente, nem os próprios “donos” do prato sabem exactamente como se deve escrever, isto porque em espanhol o “b” e o “v” tem o mesmo som (informalmente, o espanhol culto, os sons dessas letras são iguais aos do portugués) e eles referem-se a esta letras como “b-larga” e “v-curta”. Já numa coisa, eles estão de acordo: a primeira letra “não pode” ser o “z” (que eles chamam zeta, mas que na maioria das variações do espanhol fora da Espanha, é pronunciado seta).

Mas há uma teoria interessante: embora a conservação do pescado com líquidos (como a salmoura, por exemplo) seja um conhecimento provavelmente pre-histórico, os citrinos foram introduzidos na Europa pelos árabes e daí foram levados para as colónias onde, aparentemente, lhes foram dados outros usos. No entanto, a teoria continua com uma variante do escabeche, que supostamente provém da palavra árabe “iskbꪔ (em vez da vizinha “sikb⪔, que é traduzida como “guisado de carne com vinagre e outros ingredientes”) ao qual os espanhóis começaram a adicionar bastante cebola, para o tornar menos ácido. Então, o “escabeche de cebola” teria-se tornado Cebiche.

Outra versão, mais “clássica”, seria do latim “cebo” que significava “comida abundante”.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cebiche

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Camarão Chique do Amparo

Setembro 16, 2009

Mais uma receita da grife dos Highlanders!!!

Seguem aqui a receita do maravilhoso jantar ocorrido na casa de Loirinha e Chipan no dia 21 de agosto, do qual tivemos, eu e Cat e outros convidados, a honra de participar. A homenageada da noite era a chique do Amparo, também conhecida como Nina Mendonça.
Vejam aí a receita e depois coloco as fotos.
 
Camarão Chique do Amparo
by Luciana Monteiro.
Receita Camarão Chique do Amparo
 
- Cebola picada.
- Camarão apenas refogado para não ficar muito mole.
- yogurte natural.
- pimenta síria (pimenta do reino com canela)
- Mel a gosto para quebrar o azedinho do yogurte.
 
Acompanhamentos.
- Baby batata, cenoura e cebola cozidos com pimenta síria.
- Arroz branco,
- salada de alface, alface americano e palmito.
- Salada de agrião e tomate cereja.
- Lombo na cerveja preta.
 
Modo de preparo.
- Doura a cebola no azeite.
- Doura um pouco o camarão.
- Coloca o yogurte, pimenta síria e vai dosando o mel…
- Deixa ferver (não muito) e pronto.

Aproveitem, experimente e não deixem de comentar.

Beijos e abraços,

Bolo

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Quiche de Frutos do Mar

Agosto 18, 2009

Mais um jantar da série Natal dos Highlanders. Desta vez, preparado de Maria para Maria.jantarhighlander014

Além do anfitriã e sua convidada, estavam presentes seus digníssimos maridos Guila e Goguinho, respectivamente, e Joana e Nara. O jantar aconteceu numa segunda-feira e foi regado a vinho, muita conversa, fofoca e risadagem, ou seja, a noite deve ter sido ótima.

O prato principal do jantar foi um Quiche de Frutos do Mar que foi acompanhado por uma salada verde de carpaccio e molho de mostarda.

A entrada foi Bruschetta (receita no próximo post) e a sobremesa foi sorvetes de fruta de seu Ivaldevan.

A receita do Quiche foi a seguinte:

Recheio: 
500g de camarão cozido
500g de mexilhão sem casca cozido
6 ovos
200ml de creme de leite

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400ml de leite
sal e pimenta
Massa:
400g farinha
200g manteiga
2 CS água
Prepara a massa e reserva num local fresco por 1 hora.
Depois molda um pirex retangular, deixando a massa bem fina.
Por cima, acrescenta os camarões e os mexilhões.
Mistura os ovos batidos, o creme de leite e o leite e joga por cima da recheio.
Cozinhar no forno alto até dourar e ficar bem seca.
Maria deixou a quiche no forno médio durante 30 minutos e mais 15 minutos no forno alto, mas, deixaria um pouco mais no forno.
Façam bom proveito e não deixem de comentar.
Abraços,
Bolo
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A melhor Fritada de Camarão e Salsa

Junho 29, 2009

Esta foi mais uma maravilhosa receita apresentada aos assinantes GNTPlus no programa Sandra – Cozinha Inteligente.

O programa foi gravado na Praia dos Carneiros, e apesar da audiência não ser das melhores (faltou o diretor, a escrava assistente, animadora de torcida entre outros), o prato ficou divino-maravilhoso-surpreendente-com gostinho de limão.

Segue abaixo a receita original, para duas pessoas:

06 ovos grandes

Sal e pimenta do reino moída na hora

01 punhado de folhas de salsa fresca picadas finamentes

Raspas da casca de 1 limão siciliano

Suco de 1⁄4 de limão

01 colher de sopa, cheia de queijo parmesão ralado na hora

180g de camarões graúdos frescos descascados

Azeite de oliva

01 bom pedaço de manteiga

1⁄2 pimenta vermelha (chili) seca esmigalhada
Pré aqueça o forno à temperatura de 220ºC. Em uma tigela, bata os ovos com uma pitada de sal e pimenta do reino, depois adicione a salsa, as raspas e o suco de limão, e o parmesão. Pique grosseiramente metade dos camarões, deixando o restante inteiro, e coloque tudo na tigela. Em uma panela pesada antiaderente refratária, esquente a manteiga com uma boa quantidade de azeite até que ele comece a espumar, depois adicione toda a mistura de ovos. Mova lentamente a colher ao redor do ovo batido por cerca de 1 minuto, em fogo médio, depois leve a panela ao forno. (Você encontra fritadas muito cozidas, mas eu prefiro deixá-las no forno por um período curto de tempo para que fique levemente corada por cima e o meio esteja cozido, mas não totalmente endurecido.) Cozinhe por 4 a 5 minutos, ou até que fique ligeiramente dourada – ela crescerá um pouco e ficará deliciosamente leve. Polvilhe a pimenta do reino e escorregue a fritada para uma travessa. Fica ótima servida com uma salada simples de rúcula, um bom pão e uma taça de vinho.

No programa fizemos a receira para 08 pessoas, com 16 ovos mais 2. Sim, desse jeito. Quando a mistura já estava pronta pra ir pra panela, Sandra, inteligentemente, numa olhada rápida, resolveu acrescentar mais 2 ovos. Acho que isso fez toda a diferença. Não fizemos salada de rúcula pra acompanhar, mas eu já repeti a receita aqui em casa e fica muito bom com a dita cuja. Com o vinho não precisa nem dizer…

Até o próximo programa!

Bjs, Ceó.

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Risoto Rubro-Negro

Maio 29, 2009
 

DSC_7054No final do ano participamos da comemoração do natal dos highlanders. A festa aconteceu em Olinda, na casa de Guila e Baiaia. Foi uma noite muito divertida.

Foi a primeira vez que eu, Sandra, Paula e Tati participamos do natal dos Highlanders.

Neste ano, ocorreu uma inovação nos presentes, que deveriam resultar num novo encontro para continuarmos as celebrações durante o ano de 2009. A maioria dos presentes divulgados foram receitas. Esta foi preparada por Guila para presentar Vans. Guila e Baiaia receberam Vans, Edu, Nanda, Clara e Dudu para um jantar, servindo este risoto rubro-negro que, tamém, é uma homenagem ao Sport. A foto é da anfitriã Maria Chaves.

Experimentem, façam bom proveito e não esqueçam de deixar seu comentário.

Ps – Highlanders, sua receita será bem vinda ao Nacozinha.

 

Ingredientes

800 g de camarão

500 g de lula cozida em rodela

500 g de arroz

1,5 l de caldo de camarão quente

3 pimentões vermelhos

3 unidades de cebola picada

100 g de manteiga geladas

Tinta de lula

Sal

Pimenta-do-reino

Azeite extra-virgem

Páprica

Modo de Preparo

Limpe os camarões, mas conserve as cabeças e as cascas. Tempere com sal, pimenta e páprica e reserve. Em uma panela ferva as cabeças do camarão junto com as cascas em 1,5 l de água. Após a fervura, reserve o caldo e jogue o restante fora. Em outra panela, refogue a cebola em azeite. Quando ficar transparente, coloque o arroz e deixe fritar por aproximadamente 1 minuto. Acrescente a tinta de lula no caldo do camarão, misture e adicione o arroz. Abaixe o fogo, acrescente sal e deixe cozinhar. Administre o cozimento adicionando mais caldo de camarão quando necessário. Quando estiver quase seco, desligue o fogo, adicione a manteiga gelada e as rodelas de lulas cozidas. Mexa bem e reserve aquecido. Em uma frigideira antiaderente, frite rapidamente os camarões e os pimentões em tiras em um pouco de azeite. Quando estiverem opacos, estão no ponto. Não frite demais, senão ficam “borrachudos”. Monte o prato enformando o arroz negro com lulas no centro do prato. Coloque por cima os camarões e os pimentões e regue com azeite extra-virgem. 

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(novo) RISOTO DE CAMARÃO

Maio 6, 2009

Neste ano de bons feriados, o  primeiro de maio caiu numa sexta e, já na quinta, começamos a ocupar o Sítio São Benedito, lá na (nossa) praia dos Carneiros.

Parece que a sensação gastronômica do feriado foi Ernesto, o carneiro, mas antes de entrar nele aqui no blog, resolvi postar, primeiro, a receita de um dos nossos jantares, justamente o da sexta à noite, depois de um dia ótimo de praia, amigos, crianças e churrasco.

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À tarde, Lúcia salvou a lavoura e já descascou os camarões, ajudando e muito  às cozinheiras da noite: eu, Tati, Gisela e  Adriana, que mexemos aquele risoto, e Ceó, que também deu seu show entre a pia e caçarolas!

Fizemos um caldo de ervas, com salsão, salsinha, hortelã, canela, manjericão, tudo fresco, tomilho em pó, pimenta rosa, e sal. No azeite e manteiga quentes, refogamos 2 cebolas roxas picadinhas e, na sequência, acrescentamos 3 xícaras de arroz para risoto, vinho branco e, seguimos cozinhando, mexendo e acrescentando o caldo. Depois, colocamos 3 xícaras de quinua em grãos e seguimos no mexe mexe.

Quanto ao ponto da quinua, eu acho que, na próxima vez, ela poderá ser colocada logo após o arroz, quando o vinho secar, antes da primeira concha de caldo, pois estou verificando que o tempo de cocção da quinua não é tão diferente do arroz…..

Voltando à receita, quando os grãos estavam quase prontos, colocamos os camarões crus e, depois, no fim mesmo, quando os camarões já estavam rosados, acrescentamos ervilhas daquelas bem verdinhas, que são vendidas congeladas (que fazem ploc na boca), mais umas pimentas rosas em grãos e, por último, misturamos queijo parmesão ralado e uma colher de sopa de manteiga….(risoto é feito para brilhar!).

Por cima da travessa com o risoto, para enfeite e também deleite do paladar, colocamos uns tomates cereja que eu já havia preparado ante de começar o risoto: lavei uns 30 tomates,  fiz um “x” no fundo de cada tomate e fritei no óleo quente; em seguida, tirei-os da frigideira e coloquei, também rapidamente, num recipiente com água e gelo, de onde eles foram para uma marinada de viangre e azeite, e onde ficaram até serem escorridos e serem servidos por cima do risoto. (Na primeira vez que fiz esses tomatinhos, que foi quando preparei o risoto de pato, cuja receita está postada aqui no dia 5/dez/2008, também coloquei salsinha picada nessa marinada final, mas lá em carneiros, me esqueci).

Bem, o novo risoto de camarão com ervilhas e os tais tomatinhos ficou delícia e ainda fechamos a noite com macarons de chocolate, avelã e laranja!

Beijos

Sandra

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BACALHAU AO FORNO ou “Água, meus netinhos; azeite, senhora vó!”

Abril 28, 2009

Sexta-feira santa, prainha, vinho tinto,  enfim, como bons cristãos, almoçamos bacalhau! Compramos um bacalhauzão, bem alto, do porto, que correspondeu a uns 15% da feira toda! Ô coisinha cara, meu Deus!

Na vépera,colocamos o bicho na água para tirar o sal, trocando a água algumas vezes,  durante a noite e também na manhã seguinte.

Ainda na manhã cristã, tiramos as postonas de baca da água e deixamos as bichas mergulhadas no azeite, virando e regando, virando e regando.  As viradas são necessárias, a menos que você tenha um vidro de azeite só para isto e deixe as postas totalmente submersas que nem faz (ou pelo menos diz que faz) Márcio Alemão, colunista ÓTIMO da revista Carta Capital. Neste azeite, esprememos uns alhos, por sugestão da escrava japonesa do havaí, irmã bastarda de Obama e Osama!

Na hora  H, forno quente e alto, o baca na assadeira grande e com todo o azeite, colocamos um monte de cebolas cortadas em gomos e cabeças inteiras de alho, cortadas só a chapuleta, temperadas com azeite e pimenta do reino.

Para acompanhar, preparamos, paralelamente, vááááários legumes, que foram feitos, um a um, no vapor porque os tempos de cozimento são diferentes: aspargos frescos, brócolis, pimentões vermelho e amarelo, e ervilha torta. Apesar dessa fervura nos legumes, deixamos eles quase crus, que era pra no final ficar al dente.

No meio do caminho, ao percebermos que o alho ainda estava mais para cru, rolou uma operação abafa, enrolando as cabeças no alumínio. No  fim, colocamos os legumes todos na assadeira do baca, tirando o alumínio do alho.  Neste momento, regamos mais o bacalhau, e colocamos tudo no forno novamente; por pouco tempo, só pra que os sabores fossem todos agregados pelo azeite.

Como acompanhamento, rolou um purê (básico, leite e manteiga batidos no processador) de batata doce, que combinou perfeitamente com o salgadinho do baca, no caso, com  o salgadão…

Estava delícia, embora as postas mais altas do bacalhau tenham ficado um tanto salgadas, acho que era necessário mais uma noite de molho… Well, não estávamos acostumadas a trabalhar com bacalhau tão alto, coitadas! O purê de batata doce salvou as postonas e as menores (mas nem tanto), por sua vez, estavam no  ponto, assim como os aspargos, o alho, e tudo o mais.

Sandra e Tati

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“VINAGRETE” DE FRUTOS DO MAR

Fevereiro 18, 2009

Amigos,

No fim de janeiro, a caminho de Galinhos (RN), estiveem Tibau do Sul e em Pipa, e nesta última, conheci um restaurante ótimo de um californiano que se estabeleceu na região.

Por lá, comi um vinagrete de frutos do mar delicioso, tão bom quanto o de polvo, de Lúcia, mas diferente. Levava polvo, lula e camarões, tinha um molho adocicado, cujos ingredientes acabaram sendo revelados pelo garçom, entre um grito e outro (coitado!),que  levava da provável e tresloucada esposa do californiano!

Lá, no  cardápio,  o prato, que é uma entrada, nem se chamava vinagrete, mas resolvi assim apelidá-lo.

Já aqui, resolvi fazer a receita, até para aproveitar um polvo que tinha em casa no congelador.  Decidi mudar algumas coisas: primeiro porque não sou muito fã de lula (salvo do Gama e do Da Silva!), e segundo,  porque fazia um tempo que queria também preparar ceviche, por causa de uma receita que saiu no jornal e que estava pregada na minha geladeira já há alguns meses. Resolvi misturar um pouco e deixar rolar…

Para começar, o polvo foi cozinhado como aprendi com Lúcia, de lá dos Carneiros: coloca o bicho numa panela, cobre com água, acrescenta uma ou duas cebolas cortadas ao meio, salpica sal, e cozinha por cerca de 40 minutos. Depois, corta em cubinhos e reserva.

Escolhi uns 10 camarões rosa de bom tamanho, temperei com sal e pimenta do reino e cozinhei no vapor, por poucos minutos.

Ao invés da lula, as tais que não gosto e que até já me renderam um certo constrangimento há uns anos atrás, coloquei camurim (2 postas pequenas) e atum (mais ou menos a mesma quantidade do camurim). Para estes, é que resolvi usar a técnica de cozimento do ceviche. Antes, Tati limpou e cortou em cubinhos pequenos e, na sequência, eles ficaram mergulhados no suco puro de limão taiti por uns 4 minutos.

Além do camarão, polvo e peixes, coloquei tomates (2 grandões), cebola roxa (duas), salsinha e coentro picados, como em qualquer vinagrete.

A diferença deste vinagrete é que vem agora, pois ele não leva vinagre (daí, talvez, o equívoco do apelido que escolhi, mas, enfim….), e sim suco de limão; usei suco puro de uns 6 limões sicilianos, que são menos ácidos. Além disto, a receita leva ainda 2 1/2 colheres de sopa de catchup, 3 colheres de sopa de açúcar mascavo (acabei colocando rapadura ralada, que é quase a mesma coisa), e também umas 6 pimentas de cheiro picadinhas, daquelas pequeninas, tipo malagueta (na receita original do restaurante, era  malagueta mesmo, mas usei as que tinha em casa,  da mini horta que Tiago fez no fim do ano).

Misturei tudo, acrescentei um tantão de azeite (que não sei se tinha na receita original), umas gotinhas de tabasco, estas por sugestão de jane, e levei à geladeira. 

Comeram puro e também com pão. Tava bom, bem bom, muito embora eu mal tenha provado, coitada…. pois fiquei doente. 

Sim, na próxima vez, vou lavar os cubinhos do polvo já cozido com água quente, que é para tirar totalmente uns pontinhos pretos que ficam grudados neles.

Beijos

Sandra

Ps.

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Voltando às lulas, realmente já tentei comê-las + de uma vez, mas não curto muito. Antes, odiava, e agora, até consigo engolir…. (aqueles anéis a milanesa são mais fáceis….por causa da milanesa!!!!!!!!). Na época em que ainda odiava, aconteceu um causo interessate: no começo de 97,  passei 3 meses na Argentina, num tipo de intercâmbio, e, certo dia,  o irmão do meu pai-anfitrião resolveu me ofecerer um almoço. Tava tudo agendado para um bom e farto churrasco argentino, num sábadão, mas, para meu azar, embora fosse pleno verão,  amanheceu chovendo muito, o céu cinza, cinza, de modo que transferiram o almoço do jardim para a sala e mudaram de churrasco para lula recheada…. O almoço era pra mim, mas mesmo assim comi só arroz com o molhinho da lula, e não consegui nem a pau (juvenal)  engolir as bichas, não deu mesmo!  Graças a Deus,  eram todos ótimos e acabamos o almoço fazendo piada do ocorrido…(e eu com uma fome de lascar!)!

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Lagosta aos Carneiros

Fevereiro 16, 2009

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Muita gente me diz não gostar de lagosta. Eu mesma não gostava tanto assim. De uns tempos pra cá, porém,  tenho invistido nelas e os resultados têm sido bastante satisfatórios. Em geral, trago as lagostas do mercado de Cabedelo, onde as compro bem fresquinhas, mas sei que no mercado público de BV tb tem lagosta fresca, e as que Neilde, mãe de Valentina, levou pra Carneiros esse verão estavam ótimas, enormes (!), e eram de lá.

Nas minhas tentativas, observei que fogo alto e manteiga são as coisas mais importantes pra elas não ficarem borrachudas e, ao contrário, ficarem bem crocantes por fora e macias por dentro. Com aquela consistência ótima que todo camarão deveria ter, estalando quando a gente morde.

As lagostas à moda de Carneiros foram feitas na brasa, besuntando as lagostas, sem as cascas e sem vísceras, com manteiga e, depois de prontas, molhando-as no molho das Bermudas, que vem a ser um molho de manga com curry.

Pode ser manteiga comum ou de garrafa. Já usei as duas e sempre fica muito bom. Só isso e brasa já dá uma lagosta ótima. A propósito, isso tb pode ser feito no forno (alto) ou fritando a lagosta na manteiga super quente, na frigideira mesmo. Nesse caso, como na brasa, é importante não ficar virando as bichinhas, deixar elas pegaram cor pra poder virar.

O molho das Bermudas foi tirado de um livro que adoro, do jornalista Sílvio Lancellotti, chamado “160 Receitas de Molhos”, que é uma versão mais resumida e simples de um outro livro dele, “O Livro dos Molhos”. Só conheço o primeiro, edição da L&PM Pocket, que recomendo com entusiasmo.

Ele faz a receita em banho maria, eu faço na grosseria mesmo, afinal, em Carneiros, naquelas cozinhas de quem não tem apreço pela arte, não tem quem aguente ficar esperando dona maria tomar banho.

As quantidades variam conforme o doce ou azedo das frutas da ocasião, mas a proporção é mais ou menos a seguinte:

5 xícaras de chá de suco de manga, sem água, e peneirado;

2/3 de xícara de chá de suco de laranjas, tb peneirado;

1/3 de xícara de chá de suco de maracujá, tb peneirado, claro;

1/2  sumo de um limão, tb peneirado, evidentemente;

curry picante a  gosto, no nosso caso, a muito gosto, e sal.

Sílvio, além de fazer em banho maria, acrescenta aspartame (argh)

Coloco primeiro o suco da manga, quando começa a borbulhar, provo e vejo se está muito ou pouco doce; de conforme, acrescento o suco de larajna em maior ou menor quantidade; faço o mesmo antes de colocar o maracujá e o limão. Por fim, coloco bastante curry, um bem picante que trouxe da inglaterra, e sal.

Gosto de usar manga Espada, especialmente em Carneiros, porque lá é a manga que mais tem nos sítios (embora esse ano não tenha tido manga alguma dessa marca), ou Tommy porque são docinhas e não têm muita fibra. Não gosto muito da Rosa justamente por causa da fibra. 

E pronto. Com o molho feito, asso as lagostas na brasa, Sandry abre o espumante e Ana vai ao delírio!

Aí, Berna e Sandry, finalmente as Lagostas de Carneiros.

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FESTIVAL DO ACARAJÉ!!!

Fevereiro 12, 2009

Minha gente, tinha visto uma vez num programa de tv uma insinuação de uma caixa q tinha um pó pra fazer a massa do acarajé, mas passou batido.

Qdo Tatty foi na Bahia pedi pra ela dar uma procurada por lá, ela de primeira me disse q  não existia isso. Mas insisti, como sempre impregnando.

E num foi q ela achou e ainda trouxe uma caixa com um pó de vatapá. Daí marcamos de fazer um dia o festival do acarajé aqui em casa.

Não botamos muita fé naquela novidade, achando inclusive q não ia dar certo mesmo. Mas fomos em frente e acrescentando alguns adicionais pra incrementar o bagúio.

E pra surpresa de todos ficou bom demais, até porque confio nos especialistas em acarajé q compareceram ao evento (Valentina, Jorge, Ricardo e Lucas Solano Trajano Du Peixe q degustou por tabela), além desse q escreve e da chef Tatty. Clarice, Daniela e Dona Adriana não comeram.

Além de seguir as recomendações da caixa (que inclui uma malhação de 15 minutos pra misturar a massa) fizemos o seguinte:

Compramos o óleo de dendê no mercado pra manter a origem. Fritamos nele além de acrescentar um pouco no vatapá.

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As primeiras bolinhas não ficaram lá essas coisas, mas depois agente pegou a manha.

Batemos no liquidificador, amendoim e castanha de cajú pro vatapá e eu ainda dei uma torrada nessa farofa de amendoim e castanha com algumas cabeças de camarão e bati de novo, essa mistura agente acrescentou na massa do acarajé.

Tatty cortou bem pequeno cebola e tomate, e agente comprou 1 Kg de camarão pequeno e fresco, q eu dei uma assada no forno com bastante alho, azeite, sal e Tatty antes de servir passou na frigideira com um pouco de dendê.

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Ah, Tatty ainda colocou uns camarões limpos no vatapá. Antes ela passou eles no azeite com Lemmon Pepper, reservando um pouco também pro recheio do acarajé.

Como acarajé é mote pra comer pimenta. Servimos com dois tipos de pimenta q tinha aqui em casa, todas bem fortes, uma mais roots, de bar, com a mistura cozida e batida, e outra de uma conserva q fiz, com louro, cachaça, azeite e um pau de canela. Todos acordaram q a pimenta roots tinha mais a ver com o acarajé.

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Ricardo ainda trouxe uma assadeira com vários tipos de linguiça, avestrus, frango, etc acompanhadas de um molho q ele fez e q ficou muito show! Merece um post aqui.

Bom, então foi isso, e pra quem for na Bahia ou achar poraqui compre q vale a pena, economiza o trampo de descascar o feijão branco e com uns ingredientes a mais fica profissa de verdade. E agente tá com o óleo de dendê a postos.

Abraços, Berna