Arquivo da categoria ‘Carnes’

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PERNIL DE CORDEIRO COM ALHO E ALECRIM

Novembro 3, 2009

Pessoal,

Como disse Joana “mais um presente (dos highlanders) foi entregue, meu pra silvinha. foi ótimo. seguem as fotos e a receita. silvinha, não consegui lembrar a data com certeza… cheiros em todos, joana + 1″

Ingredientes

 * pernil de cordeiro Baby-Bode de 1,5 Kg

* 2 colheres (sopa) de manteiga

* 1 colher (sopa) de sal

* 3 cabeças de alho

* ½ colher (sopa) de pimenta do reino moída

* 1 colher (chá) de orégano em pó

* ½ colher (chá) de alecrim picado, moído

* 1 ramo de alecrim

Modo de Preparo:

Limpe bem o cordeiro, deixando toda a gordura numa assadeira à parte. Tempere o pernil com pimenta-do-reino, alecrim moído, orégano e sal. Descasque as cabeças de alho, parta cada dente ao meio e retire o veio central. Coloque o alho numa peneira e escalde, rapidamente, por três vezes em água fervente (suaviza o gosto do alho). Faça furinhos no pernil e coloque 2/3 do alho dentro da carne. Asse o pernil em uma grelha colocada sobre uma fôrma com a gordura, por uma hora, em forno bem quente. Regue com água de vez em quando. Acrescente o alho. Decore o pernil com o ramo de alecrim.

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Fillet ao alho com risoto de aspargos e batatas

Outubro 22, 2009

Todos que me conhecem sabem bem que cozinhar não é o meu forte. Adoro uma boa mesa rodeada de amigos e uma bebidinha. Pois bem, resolvi que é preciso aprimorar as habilidades para receber em minha casa, ou melhor, na nossa casa: né Silvinha! Criei o Programa Ensine Paulinha a Cozinhar – sim, é um programa pois trata-se de algo a longo prazo.
Meus primeiros professores se garantiram na cozinha – Vans e Edu mandaram muito bem. Mas vamos ao que interessa, vou compartilhar a receita e dentro em breve comentarei se aprendi ou não.

As batatas:
Parta as batatas em rodelas bem grandes e cozinhe na água e sal (cuidado para não ficar molenga). Depois de cozinhadas, frite-as no azeite virando o lado até ficar dourada. Quando as outras coisas estiverem quase boas, coloque as batatas no forno com queijo parmesão do bom.

Risoto:
Lava os aspargos e tira o talinho branco. Cozinha no vapor até ficar ao dente. Depois corta em cilindro e reserva.
Doura cebola no azeite, acrescenta o arroz arbório (uma xícara para duas pessoas) e coloca um copo de vinho branco seco. O caldo foi feito com Sazon do vermelho, mas pode ser outro ou quem tiver tempo e for prendado (não é o meu caso) pode fazer um caldo de legumes. Vai colocando o caldo aos poucos e mexe. Quando tiver quase bom o ponto do arroz, coloca os aspargos e quando tiver bom insere o queijo brie.

A carne:
Corta o fillet ao tornedor (2 dedos), tempera com sal e pimenta do reino. Esquenta o azeite numa frigideira e quando tiver muito quente joga muito alho cortadinho. Tira o alho quando tiver dourado e frita o fillet no azeite do alho.

Na hora de servir, optamos por fazer pratos individuais – uma porção de carne com muito alho em cima, risoto e batata.

Esperem as próximas edições e podem ir pensando o que vocês vão me ensinar a cozinhar.

Beijos, Paulinha.

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Cordeiro Assado e Bolo de Laranja com Soverte de Creme

Outubro 12, 2009

 Esse foi mais um presente – almoço do Natal dos Higlanders. Segue o texto abaixo, contando como aconteceu e a receita dos pratos.

Valeu Joana e Adailton!!

Abraços,

BoloImagem011

Nobres Highlanders!

E eis que mais um presente do natal dos highlanders 2008 é entregue. Um não, dois! A tertúlia aconteceu neste último domingo, 05.10, no lar Chaves Laporte. Os presentes:

De Adailton para Nagô: cordeiro assado com purê de jerimum, macaxeira frita e salada de grão de bico.

De Joana para Bolo: bolo de laranja com sorvete de creme e calda quente de chocolate.

Tudo regado a muito espumante!

Convidados especiais: Sandrinha e Dudis

A receita segue abaixo.
CordeiroImagem010

1 pernil de cordeiro e tempero (1 maço de coentro picado, 2 copos de vinho branco, 1 copo de shoyo, alecrim a gosto)
Modo de preparo: furar o pernil e temperar. Deixar de molho por 1 noite. Enrola no PVC (especial para forno) e vai ao forno médio pré aquecido por 1 hora

Molho: 1 copo do suco do abacaxi, 3 colheres de sopa de mel de engenho, 1 quarto de água ardente.
Modo de preparo: colocar numa panela o talo do abacaxi picado junto com a água ardente. Flambar. Quando o fogo baixar, adicionar o mel e o sumo e mexer. Dissolver 2 colheres de chá de maisena em um pouco d´água para engrossar o caldo.

Purê de jerimum: metade de um jerimum médio
Modo de preparo: cozinhar o jerimum. Após cozimento, bater no liquidificador e levar ao forno novamente com um pouco de leite. Se preferir, acrescentar um pouco de creme de leite.

Macaxeira: 1 kilo de macaxeira e farinha de trigo
Modo de preparo: cozinhar bem a macaxeira. Após cozimento, envolver em farinha de trigo e fritar em óleo de girassol ou canola (é mais saudável)

Salada: Rúcula, alface americana, couve picados, tomate cereja, mussarela de búfala e grão de bico.

Sobremesa (feita por Joana!)

Bolo de laranja da Casa dos FriosImagem013

Sorvete de Creme FiKa Frio

Calda de chocolate ao leite e meio amargo da Lacta derretida em banho maria.

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CARNE DE SOL – Parte 2

Julho 1, 2009

Trouxe pro Recife aquela carne de sol que fiz lá na fazenda e, no último sábado, preparei ela para o almoço. Na véspera, coloquei de molho , trocando a água de vez em quando.  Na hora de assar, enxuguei bem e coloquei-a no forno, cobrindo com papel alumínio; na mesma assadeira, coloquei também umas cabeças de alho regadas de manteiga de garrafa.

Fiquei espiando a carne, que era para ela não ficar seca. Quando estava pronta, mas ainda mal passada, retirei do forno e dourei no fogo alto, quando lambuzei ela toda de manteiga de garrafa.

O ponto ficou ótimo, a carne super macia, mas ainda ficou um pouco salgada,  mas bem gostosa  mesmo assim, especialmente com os acompanhamentos todos: feijão e arroz da terra, cebola caramelizada, macaxeira e uma  farofa DELICIOSA que Gisela fez, com farinha de mandioca, abacaxi e mais alguma outra coisa.

Beijo

Sandra

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CARNE DE SOL

Junho 29, 2009

cd3 946Antes do são joão, passei uns dias na fazenda, um tempo into the sertão. Lá, acordava, me fartava no cuscuz, no queijo assado, na canjica e, para descansar, tomava todo dia um café preto deitada na rede, só apreciando a vista e o cheirinho da terra, terra ainda um pouco molhada do inverno de muitas chuvas deste ano.

Alguns dias, me levantei mais um pouco da rede ou da beira do açude, e me aventurei na cozinha e no fogão de lenha.

Numa tarde, eu e minha mãe encomendamos filés de boi na rua e, no dia seguinte, pegamos os bichos, pagando R$ 11 o quilo.

Na fazenda, minha mãe me ensinou a preparar a carne de sol. Primeiro, limpa o filé e faz uns cortes na carne, uns cortes meio inclinados e penetrando bem, mas sem atravessar a carne, mantendo o filé inteiro. Em seguida, passa sal fino na carne, colocando também por dentro dos cortes, apertando bem o sal por toda a carne. Finalmente, enrola a carne num pano de prato seco e coloca na geladeira (antigamente, por óbvio, esta parte não existia, mas, hoje em dia, nos valemos da tecnologia). A carne ficou lá enroladinha, com o sal penetrando bem, e, em 3 dias, ficou pronta, mas ainda não comi, trouxe para cá e vou assar qualquer dias destes, aguardem!

beijos

Sandra

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Espinhaço de Carneiro

Maio 16, 2009

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No sertão, pelo menos no da Paraíba, pelas bandas da Serra da Catingueira, quando o carneiro é abatido e esquartejado, além dos miúdos, pernis, paleta, cabeça, costelas, é cortado também o espinhaço do bicho, que corresponde, grosso modo, a nossa coluna. O espinhaço é tirado inteiro e cortado em pedaços de 5cm, em média, e têm muita carne entranhada.

Juntamente com algumas costelinhas  e também parte da cabeça, dá um maravilhoso guizado! Eu simplesmente amo e lembro demais da minha infância na fazenda, com uma mesa enorme lotada de primos lambuzados  comendo espinhaço com as mãos. Lembro também das minhas férias de julho, em João Pessoa, onde o espinhaço guizado feito por Lurdes, cozinheira antiga da casa da minha tia, era tão bom quanto o da fazenda.

 Hoje em dia, graças a minha mãe, também como um bom espinhaço guizado por aqui mesmo, o que, por outro lado, acaba me fazendo ir menos à fazenda…. :(

No 1º de maio, pedi para minha mãe escrever a receira e a levei para Carneiros, junto com o espinhaço e todo o resto do carneiro, como vocês já bem sabem. Lá, entreguei a receita a Lúcia e a danada, que nunca tinha nem experimentado carneiro, botou a mão na massa e arrasou no espinhaço, ficou delicioso!

A receita é assim:

1 espinhaço

tomate sem pele e em cubos

cebola em cubos

pimentão em cubos

alho

1 copo de vinho

óleo

sal

pimenta

 

Tempere com sal e frite bem os pedaços do espinhaço (e, no nosso caso, também a cabeça e algumas costelas, sob protestos de Tiago, que queria todas para assar na brasa)

Ponha na mesma panela, ( retirando a carne) alho, cebola,e ½ copo do vinho; ponha no fogo até dourar.

Acrescente a carne frita, os tomates e o pimentão (sem pele) em cubos.

Deixe ferver até a carne começar a desmanchar. Junte o resto do vinho e se necessário um pouco d’ água

Para finalizar ponha cheiro verde picado.

Beijos

Sandra

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PERNIL e PALETA DE CARNEIRO.

Maio 13, 2009

Pernis

 

Já fazia um tempo que minha mãe tinha trazido um carneiro inteiro da fazenda para mim, devidamente abatido e esquartejado, logicamente! Todavia, antes do feriado do primeiro de maio, não tinha aparecido oportunidade de preparar nem um dos pedaços do bicho. Foi aí que, com o feriado e o fim do mestrado de Tiago, com a defesa da tese na segunda logo antes do 1º de maio, resolvi levar o bicho todo para Carneiros.

No menu do feriadão, programamos o dia do carneiro em carneiros!  Todas as partes foram preparadas para serem devoradas no sábado, dia 2 de maio, e foi petisco, almoço, jantar, e ainda rolou aquele risoto de damasco e quinua, com os restos, no domingo, já de volta ao Recife!

Na sexta à noite, acabada após um longo dia de churrasco e, coitada, ainda ressacada dos vinhos e cervejas misturados na quinta à noite quando do arrival em Carneiros, fui marinar os pernis e paletas. Ainda bem que Tati estava por perto e fez a parte mais chata, que foi limpar melhor as 4 peças.

Marinamos separadamente as paletas e os pernis, mas a diferença não foi grande: em ambas marinadas, colocamos cebola, salsão, salsinha, cebolinho, vinhos tinto e branco, bastante e misturados, e também folhas de louro, pimenta do reino e alho, que esfreguei nas peças; já diferença foi que, no pernil, colocamos bastante alecrim fresco, enquanto nas paletas, muitas folhas de hortelã.

As peças ficaram quase totalmente submersas e dormiram na geladeira.

No dia seguinte, antes de tomar café, coloquei conhaque nas marinadas, pois tinha me esquecido de colocar do danado na noite anterior.

Mais tarde, um pouco antes de tirar as peças da marinada, coloquei também manteiga de garrafa em cada uma das travessas, verdadeiras bacias!

Na hora de assar, peguei as peças de pernil, enxuguei cada uma, coloquei sal, e numa assadeira quente, selei no fogo bem alto. Depois de seladas, coloquei os pernis no forno já quente, junto com cabeças de alho, toradas só por cima, regadas com azeite, manteiga de garrafa e pimenta do reino. Os pernis assaram lindamente no forno e por lá ficaram até a hora de serem servidos.

Logo depois de colocar os pernis no fogo, enxuguei as paletas, reservei a marinada, e entreguei as 2 peças aos churrasqueiros. Elas foram assadas na brasa, comidas como tira-gosto e estavam ótimas, ainda mais com uma farofa feita com os restos dos sólidos da própria marinada (descartando apenas os galhos o o gorsso do salsão, alecrim, salsinha, enfim, do cheiro verde), com bastante manteiga de garrafa e farinha de mandioca.

Voltando à cozinha, depois de ter encaminhado as paletas para o churrasco, fui logo fazer os molhos dos pernis. Para tanto, separei os sólidos dos líquidos das duas marinadas, e, sem misturar, refoguei os sólidos, em duas panelas diferentes, com manteiga de garrafa quente. Em seguida, coloquei os respectivos líquidos, e deixei no fogo brando por uns 10 minutos. Depois, coei e coloquei só os líquidos de volta ao fogo, cada qual separadamente. Quando estavam quase fervendo, acrescentei, no líquido da marinada dos pernis, um pote de mel de engenho e, no caldo da marinada das paletas, um pote de geléia de menta. As duas panelas ficaram lá um longo e bom tempo, no fogo baixo, e os caldos foram reduzindo e engrossando, até ficarem em ponto de mel.

No decorrer da tarde, além das paletas para petisco, rolaram várias outras coisas, como o sarapatel, as costelinhas na brasa, os miolos, uns peixes temperados por Bahia etc., o que acabou enchendo bem o bucho de todo mundo, e servindo não só como tira, mas também almoço, de modos que os pernis foram adiados para o jantar.

A galera tomou banho, retornou à palhoça, rolou swing e, finalmente, lá pelas 11 da noite, a fome foi reaparecendo, e o jantar foi servido. Esquentamos os pernis, os molhos – aquelas reduções com mel de engenho e geléia de menta – e todos os acompanhamentos: arroz de pimenta, xerém de milho, sem falar no outro prato principal, o espinhaço guizado do carneiro, sobre o qual, dentro em breve, ainda volto a falar aqui no blog.  Ainda tinha daquela salada de pepino com hortelã e um restinho da farofa da tarde. Todos comeram e se fartaram.

Beijos

Sandra

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Miolos de Ernesto, o Carneiro.

Maio 10, 2009

E Ernesto, coitado, morreu pra nos fazer sorrir. ernesto

                

Ernesto era o carneiro de Sandra, morava lá na Catingueira, vidinha mansa de bicho bem cuidado, nem parecia que sua terra era árida. Mas Ernesto nem teve tempo pra pensar nisso. Nem em mais nada. Quando viu, já era, tinha ido pro sacrifício.

De Ernesto aproveitamos tudo! E sendo Ernesto o seu nome, não poderíamos deixar de lhe aproveitar o cérebro.

Ernesto tinha dois miolos, talvez esse o seu segredo. Já Ricardo, nenhum cérebro, talvez algum segredo. Adriana quem pode nos dizer.

O segredo dos miolos de Ernesto, conto agora, como me contou Simone, a herdeira do Capitão Crisanto:

 ernesto

“Miolos de cordeiro

p/ 6 pessoas:

 

3 pimentões vermelhos

3 pimentões verdes

500 g de tomate

250 g de cebolas

3 dentes de alho

1 colher de sopa de cominho

1 colher de café de cúrcuma

2 pitadas generosas  de pimenta do reino

suco de 1 limão

½ maço de coentro fresco

½ copo de azeite para o cozimento

 

 

Preparar os pimentões segundo o método tradicional: 20 minutos no forno quente; depois, deixá-los esfriar enrolados num papel. Assim é fácil descascá-los e retirar as sementes.

Cortá-los em lâminas.

Limpar os tomates e cortá-los em cubos, sem casca.

Refogar rapidamente no azeite os pimentões e as cebolas.

Depois, juntar os tres ingredientes.

Acrescentar as especiarias, o suco de limão, o alho picado finamente e o coentro cortado com tesoura.

Cozinhar em fogo lento, com a panela tampada pela metade, depois de ter tido o cuidado de acrescentar meio copo de água.

Acrescentar, então, os miolos previamente enxaguados num jato de água fria para retirar as membranas e vasos sanguíneos.

Cozinha em fogo lento entre 10 e 15 minutos, de forma que os miolos cozam homogeneamente.”

 

Essa quantidade de pimentão foi muita pra apenas os dois miolos de Ernesto. Poderiam ter sido bem uns seis miolos, um pra cada uma das seis pessoas da receita, mas Ernesto só tinha dois. E eu, depois de um dia inteiro saboreando Ernesto, assim como Ricardo, tb fiquei sem nenhum!

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HAMBURGER DE CALABRESA

Maio 5, 2009

 

Ainda na onda dos churrascos de hamburgeres, que começou no fim do ano também lá nos Carneiros, agora, neste último dia do trabalho, inovamos e fizemos (lúcia, principalmente) uma receita com linguiça calabresa, que Ceó pegou na Revista Cláudia, e que foi aprovada por todos.

 

Os ingredientes são:

 

2 colheres de sopa de óleo;

3 dentes de alho picado;

150g de linguiça calabresa fresca, esmigalhada (achei que não ia encontrar, mas achei fácil, logo na primeira tentativa lá no Pão de Açúcar perto de casa);

400g de carne moída de alcatra ou patinho (acabei comprando de fraldinha, que tava na promoção);

1 colher de chá de semente de erva-doce;

1 colher de chá de orégano;

1/2 colher de chá de de pimenta calabresa; e

sal a gosto

 

Aí, numa frigideira antiaderente, aquece o óleo em fogo médio e frita o alho e a linguiça, mexendo sempre, por 4 minutos ou até o alho dourar. No processador (usamos mesmo o liquidificador e as mãos), bate esse refogado com a carne moída, a erva-doce, o orégano, a pimenta calabresa e sal até obter uma massa homogênea.

 

Fizemos a receita dobrando estas quantidades e assamos os hamburgeres na brasa, na churrasqueira. Ficaram massa!

 

Beijos

 

Sandra

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Risoto de quinua com carneiro e damasco

Abril 27, 2009

 

Noutro domingo, como de costume, fui almoçar na casa dos meus pais, lá em Piedade. Estávamos apenas eu e eles, já que Tiago não foi e meus irmãos, Marcelo e João, estavam cada qual em seu domicílio atual, Arapiraca e SP, respectivamente. Ah, sim, Bóris e Fidel, da ala trotskista da família, também estavam presentes!

 

Minha mãe, na véspera, havia colocado um pernil de carneiro para marinar, pernil este, vale frisar, de uma de suas reses de lá da fazenda Boa Vista, na cidade de Catingueira/PB, terra do poeta Inácio, do Capitão Crisanto, meu bisavô, também poeta, e de Antônio (de) Crisanto Dantas, meu avô materno, que mandava prender e mandava soltar!

 O pernil foi assado no domingo mesmo e almoçamos com salada, farofa bolão de jerimum e, ainda, um molho adocicado, feito com a redução de shoyo e açúcar! Estava ótimo e os comunistas presentes ganharam, cada qual, um enorme osso após o almoço. O do camarada Fidel, aliás, dura até hoje, e é bem maior do que ele próprio e sua barba juntos!

 Sobrou bastante carne e, como uma boa filha que à casa torna (de passagem), levei um tupperware com várias fatias do carneiro para casa, todas devidamente lambuzadas no tal molho docinho. Durante a semana, sozinha em casa, resolvi preparar algo com o carneiro para comer e bolei um risoto a base de quinua. Olha ela aí novamente!

Piquei as fatias de carneiro e também alguns damascos secos, e reservei-os. Numa panela, refoguei, no azeite, 1 cebola roxa fatiada, acrescentei a quinua, misturei, e, logo em seguida, coloquei um pouco de vinho…. Esta parte, aliás, deu uma dor no peito, pois o único disponível era o que estava bebendo: um Viu Manent Reserva Cabernet Sauvignon 2007, recomendado, segundo constava lá num rótulo extra que havia na garrafa, por um tal de Robert Parker (para os íntimos, roberto, o garagista)… Bem, o certo é que, com pena sim, bastante pena, coloquei uma taça do vinho na panela e mexi até o bicho secar. Depois, fui acrescentando o velho caldo de ervas (fiz com alecrim, um pauzinho de canela, cebolinho, cebola, pimenta do reino, cenoura e salsão)., e segui mexendo sempre. Aqui, embora tenha usado quinua e não arroz, vai uma dica: minha mãe me ensinou que o melhor é mexer o risoto pela beirada da panela, e não no meio, pois, fazendo como ela diz, o amido do arroz se solta mais…

 Mais ou menos no meio do processo, coloquei o carneiro, o damasco e também umas pimentas do reino amassadas na hora, mexi mais um pouco e voilà, estava pronto meu risoto. Comi com rúculas frescas e, não é por nada não, estava uma delícia!!!!!!!! Não sobrou nada, nadinha, salvo um pouco para o companheiro Fernando, futuro pai do camarada Ernesto, e para Tati, que por lá em casa chegaram.

 

Beijos

 

Sandra

 

 

 

 

verde a camaleão

 

pintado a tejuaçu

 

da galinha eu quero a asa

 

do peru o sobrecu

 

da noiva eu quero a buceta

 

e do noivo a lasca do cu

 

(Capitão Crisanto)

 

 

O homem é de Catingueira

 

Terra de pedra lascada

 

Na Furna da onça pintada

 

Deixou uma garrafa de pinga

 

 

O homem que choraminga

 

Que pede perdão a amada

 

Que entra na furna de quatro

 

E, dentro, tem caganeira

 

 

Merece uma pisa de relho

 

Nos ovos quatro lapada

 

Na bunda um pilão de café

 

Mel e lambida de rês

 

 

E quando chegar sua vez

 

Não vale apelar pra Santo

 

Lembre do capitão Crisanto

 

E pense no que você fez

 

(Ricardo Gouveia)